
Revisão para a Prova Paulista
Venha testar seus conhecimentos para a prova paulista e garantir um grande 10!!!!
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A menina de lá Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-de-Deus. O Pai, pequeno sitiante, lidava com vacas e arroz; a Mãe, urucuiana, nunca tirava o terço da mão, mesmo quando matando galinhas ou passando descompostura em alguém. E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita, nascera já muito para miúda, cabeçudota e com olhos enormes. Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. - "Ninguém entende muita coisa que ela fala..." - dizia o Pai, com certo espanto. [...]. Em geral, porém, Nhinhinha, com seus nem quatro anos, não incomodava ninguém, e não se fazia notada, a não ser pela perfeita calma, imobilidade e silêncios. Nem parecia gostar ou desgostar especialmente de coisa ou pessoa nenhuma. Botavam para ela a comida, ela continuava sentada, o prato de folha no colo, comia logo a carne ou o ovo, os torresmos, o do que fosse mais gostoso e atraente, e ia consumindo depois o resto, feijão, angu, ou arroz, abóbora, com artística lentidão. De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. - "Nhinhinha, que é que você está fazendo?" - perguntava-se. E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - "Eu... to-u... fa-a-zendo". Fazia vácuos. Seria mesmo seu tanto tolinha? [...]. Não se importava com os acontecimentos. Tranquila, mas viçosa em saúde. Ninguém tinha real poder sobre ela, não se sabiam suas preferências. Como puni-la? E, bater-lhe, não ousassem; nem havia motivo. Mas, o respeito que tinha por Mãe e Pai parecia mais uma engraças espécie de tolerância. E Nhinhinha gostava de mim. (João Guimarães Rosa. "A menina de lá") A narrativa desse conto de Guimarães Rosa é predominantemente em terceira pessoa. Contudo, há passagens em que o narrador utiliza a primeira pessoa, assumindo a sua participação nos acontecimentos e a sua proximidade com Nhinhinha, como em "De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. - "Nhinhinha, que é que você está fazendo?" - perguntava-se.". Com relação ao efeito de sentido dessa mudança de perspectiva no conto, é correto afirmar que...
A apresentação da perspectiva pessoal do
narrador mantém o distanciamento com
o leitor.
O uso da primeira pessoa do plural
demonstra que as situações narradas
são fictícias.
O relato pessoal do narrador prejudica
a credibilidade e a profundidade
do relato.
O narrador se torna um testemunho indireto
das ações e peculiaridades
de Nhinhinha.
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O sobrevivente Vocês já devem ter encontrado com ele na rua, ou num ônibus, ou no cinema, ou numa churrascaria. Provavelmente sua figura não lhes chamou a atenção: um homenzinho pequeno, magro, de óculos, de uns sessenta anos, igual a todos os homenzinhos sessentões, pequenos, magros e de óculos, que andam por aí. É verdade que ele tem jeito de estrangeiro e fala com sotaque - mas afinal, os estrangeiros não são raros em nosso estado. Da próxima vez que vocês o encontrarem, reparem melhor nele. Vocês verão que tem um tique nervoso: às vezes aperta os lábios, como se estivesse se contendo para não dizer algo, ou talvez para não gritar. [...]. De que tem medo? De que alguém o esteja seguindo? Isso é o que vocês veem, mas há mais, e vocês bem podem imaginar. Que esse homem dorme mal, é fácil de deduzir; que ele rola na cama de um lado para o outro, que ele fala durante o 27.º sono, tudo isso é previsível. Vivemos num mundo conturbado, e não são poucas as pessoas angustiadas, perseguidas por pesadelos que resistem aos tranquilizantes e ao álcool. Contudo não são problemas familiares que esse homem tem, ou dificuldades com os negócios. Há outras coisas que o inquietam, e destas vocês não sabem. Vocês não sabem que o homenzinho pequeno, magro e de óculos, estremece cada vez que lê nos jornais notícias sobre o reaparecimento do nazismo na Europa, ou nos Estados Unidos, ou na América Latina. [...]. Dizem que tem gravado na pele do braço um número - o seu número de prisioneiro. Isso o que dizem. Pode não ser verdade. Pode ser pura invenção. Mas o número está lá. O número está no braço do homem. 28 Embora ele procure ocultá-lo, às vezes se distrai e o número aparece. Perguntem ao homem sobre esse número. Ele ficará confuso, procurará desconversar. Por fim dirá: - Isto? Não é nada, não. É o número de meu telefone. É que eu sou muito esquecido, sabe? Muito, muito esquecido. (Moacyr Scliar. "O sobrevivente") Com relação às características do gênero crônica, é correto afirmar que a crônica "O sobrevivente"...
Captura o cotidiano pelo registro
circunstancial da amizade com o
homen estranho.
Emprega a norma-padrão da
língua portuguesa na composição
da narrativa.
Estrutura-se com base em fatos
documentados, o que confere
à narrativa um caráter informativo.
Utiliza a figura do sobrevivente como símbolo
de superação pessoal diante das
adversidades modernas.
Proporciona uma reflexão acerca da influência
do contexto político e social no cotidiano.
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A origem do dia O mundo começou escuro. Não existia dia, era sempre noite. E como não havia dia, o nome da noite também não existia: era tudo sempre igual. Nesse tempo em que não havia luz, o Sol e a Lua existiam, mas ainda não brilhavam; a única iluminação era o brilho dos vaga-lumes. A vida era uma bagunça. Todos andavam às cegas, ninguém enxergava nada nem sabia onde havia comida. Quando as pessoas começaram a morrer de fome, os gêmeos Inaê e Porã resolveram tomar uma atitude. Eles sabiam que na Aldeia dos Pássaros havia luz, e matutaram muito até que tiveram uma ideia e foram comunicá-la ao Sol. Ele concordou na hora com o plano dos gêmeos e ajudou-os a colocá-lo em prática. Fizeram um grande boneco, do tamanho de uma anta, e dentro dele colocaram mandioca, para que essa raiz, fechada ali dentro, apodrecesse e começasse a cheirar mal. Depois de alguns dias, o boneco começou a exalar um odor insuportável; já havia um monte de escaravelhos andando por cima dele. O Sol embrulhou os escaravelhos e deu o pacote às moscas para que elas o levassem à Aldeia dos Pássaros, onde existia dia e noite. Quando as moscas chegaram lá, os pássaros ficaram curiosos para saber o que elas traziam. O chefe deles, o urubu-rei, também chamado de urubutsim, logo percebeu do que se tratava. Fez um alerta a todos dizendo que deviam tomar cuidado, pois o Sol queria enganá-los: o que ele pretendia mesmo era roubar-lhes a claridade. [...]. Considerando as características da literatura e mitologia indígena, é correto afirmar que, no mito "A origem do dia", ...
O conflito da narrativa demonstra uma
oposição existente entre seres humanos
e natureza.
A voz no narrador em primeira pessoa
atribui ao texto um tom de testemunho
pessoal.
A situação da narrativa explora a importância
da luz do dia para as formas de vida.
O espaço da narrativa indica a concepção
de um mundo pronto para as necessidades
humanas.
A caracterização dos personagens
demonstra uma profunda relação
entre seres humanos e deuses.
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Cem Anos de Solidão [...] José Arcadio Buendía, que era o homem mais empreendedor que se poderia ver na aldeia, determinara de tal modo a posição das casas que a partir de cada uma se podia chegar ao rio e se abastecer de água com o mesmo esforço; e traçara as ruas com tanta habilidade que nenhuma casa recebia mais sol que a outra na hora do calor. Dentro de poucos anos, Macondo se tornou uma aldeia mais organizada e laboriosa que qualquer das conhecidas até então pelos seus 300 habitantes. Era na verdade uma aldeia feliz, onde ninguém tinha mais de trinta anos e onde ninguém ainda havia morrido. Desde os tempos da fundação, José Arcadio Buendía construíra alçapões e gaiolas. Em pouco tempo, encheu de corrupiões, canários, azulões e pintassilgos não só a própria casa, mas todas as da aldeia. O concerto de tantos pássaros diferentes chegou a ser tão aturdidor que Úrsula tapou os ouvidos com cera de abelha para não perder o senso da realidade. Na primeira vez que chegou, a tribo de Melquíades, vendendo bolas de vidro para dor de cabeça, todo mundo se surpreendeu por terem podido encontrar aquela aldeia perdida no marasmo do pântano, e os ciganos confessaram que haviam se orientado pelo canto dos pássaros. [...] José Arcadio Buendía ignorava por completo a geografia da região. [...]. Na sua juventude, ele e seus homens, com mulheres e crianças e animais e toda espécie de utensílios domésticos, atravessaram a serra procurando uma saída para o mar, e ao fim de vinte e seis meses desistiram da empresa e fundaram Macondo, para não ter que empreender o caminho de volta. Era, pois, uma rota que não lhe interessava, porque só podia conduzi-lo ao passado. Gabriel García Márquez. "Cem anos de solidão". Considerando os marcos do boom literário latino-americano durante o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, é correto afirmar que o enredo da obra "Cem anos de solidão"...
Expressa uma visão crítica do avanço
científico como motor do progresso
social e político na América Latina
dos anos 1960.
Associa elementos da história e da situação
política e da América Latina a aspectos
mitológicos, como a função de Macondo.
Projeta uma América independente das
relações sociopolíticas dominantes na
época e autosuficiente no bem-estar
de sua população.
Representa a condição de abundância das
sociedades nativas e pré-históricas da
América Latina, baseadas na coletividade.
Retrata os acontecimentos históricos da
colonização espanhola a partir das
perspectiva dos povos latino-
americanos e de fontes
documentais.
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Cem Anos de Solidão [...] José Arcadio Buendía, que era o homem mais empreendedor que se poderia ver na aldeia, determinara de tal modo a posição das casas que a partir de cada uma se podia chegar ao rio e se abastecer de água com o mesmo esforço; e traçara as ruas com tanta habilidade que nenhuma casa recebia mais sol que a outra na hora do calor. Dentro de poucos anos, Macondo se tornou uma aldeia mais organizada e laboriosa que qualquer das conhecidas até então pelos seus 300 habitantes. Era na verdade uma aldeia feliz, onde ninguém tinha mais de trinta anos e onde ninguém ainda havia morrido. Desde os tempos da fundação, José Arcadio Buendía construíra alçapões e gaiolas. Em pouco tempo, encheu de corrupiões, canários, azulões e pintassilgos não só a própria casa, mas todas as da aldeia. O concerto de tantos pássaros diferentes chegou a ser tão aturdidor que Úrsula tapou os ouvidos com cera de abelha para não perder o senso da realidade. Na primeira vez que chegou, a tribo de Melquíades, vendendo bolas de vidro para dor de cabeça, todo mundo se surpreendeu por terem podido encontrar aquela aldeia perdida no marasmo do pântano, e os ciganos confessaram que haviam se orientado pelo canto dos pássaros. [...] José Arcadio Buendía ignorava por completo a geografia da região. [...]. Na sua juventude, ele e seus homens, com mulheres e crianças e animais e toda espécie de utensílios domésticos, atravessaram a serra procurando uma saída para o mar, e ao fim de vinte e seis meses desistiram da empresa e fundaram Macondo, para não ter que empreender o caminho de volta. Era, pois, uma rota que não lhe interessava, porque só podia conduzi-lo ao passado. Gabriel García Márquez. "Cem anos de solidão". Com base no trecho de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, e nas características da estética do realismo mágico, assinale a alternativa que representa corretamente esse recurso estilístico na obra.
O realismo mágico se manifesta pela
naturalização de eventos fantásticos
e simbólicos no cotidiano, como o canto
dos pássaros guiando viajantes.
O realismo mágico é evidenciado na crítica
direta às estruturas de poder e instituições
autoritárias da América Latina.
A presença de múltiplos narradores
e linguagem metalinguística são as
principais marcas do realismo mágico.
O uso da figura mitológicas, como deuses
e heróis sagrados, revela o caráter
folclórico e épico da narrativa.
A construção da aldeia Macondo reflete uma
análise histórica do processo de colonização
espanhola.
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Os sofrimentos do jovem Werther 30 de agosto Desgraçado! Não serás um louco? Não te enganarás a ti próprio? O que é que esperas dessa paixão frenética e infinita? Não tenho mais outro culto que não ela; a minha imaginação apenas me mostra a sua fisionomia e, de tudo o que me rodeia no mundo, apenas distingo aquilo que com ela se relaciona. E isso me causa algumas horas de felicidade... até que de novo sou forçado a fugir dela. [...]. Depois de passar sentado a seu lado duas ou três horas e saciar-me de sua figura, das suas maneiras, da expressão celeste das suas palavras [...] eu até passo a escutar mal e sinto um nó na garganta, como se ali estivesse a mão de um assassino. [...] A morada solitária de uma cela, a vestimenta de cilício e o cinturão de pregos seriam os bálsamos aos quais minha alma aspira. Adeus! Não vejo outro fim para esta desgraça que não o túmulo. [...] 12 de setembro Ela esteve ausente por alguns dias a fim de ir buscar Alberto no campo. Entrei hoje em seu quarto, ela foi ao meu encontro e eu beijei-lhe a mão mil vezes jubiloso. Um canário voou do espelho e pousou-lhe sobre o ombro. "Um novo amigo", disse ela, e acariciou-o. "É para os meus filhos. É tão lindo! Olhe para ele. Quando lhe dou pão, põe-se a bater as asas e a picar com tanta graça! Também me dá beijos, olhe.". Quando ela chegou a boca ao pequenino animal, este picou-a nos delicados lábios apertando-os com tanta delicadeza que parecia querer demonstrar a satisfação que sentia. "Ele tem de vos beijar também", disse ela, e aproximou o pássaro da minha boca... O biquinho passou dos lábios de Carlota aos meus, e o toque das bicadinhas foi como que um hausto, um núncio de prazer amoroso. [...]. Ela não devia ter feito aquilo, não devia incendiar a minha imaginação com aqueles quadros de inocência e de felicidade celeste; não devia despertar o meu coração do sono em que a indiferença da vida algumas vezes o embala... Mas por que não haveria de fazê-lo? Tem tanta confiança em mim! Ela sabe o quanto a amo! Goethe. "Os sofrimentos do jovem Werther". A respeito da influência da obra "Os sofrimentos do jovem Werther" no Romantismo, é correto afirmar que...
A obra influenciou o Romantismo europeu ao
expressar intensamente emoções pessoais e
idealizar o amor impossível, contribuindo para
o ideal do "mal do século".
A obra representa a racionalidade iluminista,
ao propor o controle das emoções por meio
da razão e do autocontrole.
A escrita de Goethe permanece distante do
sentimentalismo típico do Romantismo,
preferindo a objetividade clássica.
O romance fundamenta-se no cientificismo
do século XIX e promove uma crítica às
emoções exageradas dos jovens da época.
O texto celebra o amor conjugal e o equilíbrio
emocional, alinhando-se aos ideais morais e
familiares da burguesia da época.
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Avançar na leitura e na cidadania No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas - índice bem abaixo do de outros países do continente - segundo pesquisa do lede Se é verdade que "nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos" (Aristóteles), a maioria dos alunos brasileiros está deixando de absorver conhecimento por meio da leitura. No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas, segundo levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (lede). O baixo índice está ligado a diversos fatores pedagógicos e socioeconômicos, que não propiciam ambiente nem tempo hábil para se dedicar aos livros. Falta ainda estímulo por parte das famílias e das escolas, o que é reforçado pelo sucateamento das bibliotecas em instituições públicas de ensino. Enquanto a máxima aristotélica que abre este texto se concentra no conhecimento individual, uma frase de Monteiro Lobato coloca a leitura no contexto da coletividade: "Uma nação se faz com homens e livros". Nesse sentido, o Brasil tem muito a avançar. O mesmo levantamento do lede aponta que, no Chile, o normal é os alunos lerem mais de cem páginas por ano, em média. [...] O estímulo à leitura só pode ser feito por meio de políticas consistentes de acesso nas escolas e comunidades, incentivo a bibliotecas e promoção de eventos literários. A própria internet pode ser usada como ferramenta para despertar o interesse pelos livros. Ler é ampliar o vocabulário, a fluência verbal e a cultura geral, aproximando o indivíduo das possibilidades do mundo acadêmico e do mercado de trabalho. A tese central defendida pelo autor nesse artigo de opinião é que...
O estímulo a leitura, e por consequência,
a formação cidadã dos jovens precisam
de boas políticas públicas.
A internet é hoje a principal ferramenta para
despertar o interesse pela leitura nos jovens.
Os jovens brasileiros deviam ler o mesmo
número de páginas de livros que os
jovens chilenos.
Os jovens precisam conquistar boas posições
no mundo acadêmico e no mercado de
trabalho formal.
As famílias e as escolas brasileiras devem
buscar apoio para incluir a leitura na rotina
cotidiana.
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No fragmento do artigo de opinião analisado anteriormente "O baixo índice está ligado a diversos fatores pedagógicos e socioeconômicos, que não propiciam ambiente nem tempo hábil para se dedicar aos livros.", a expressão "nem" é um elemento de coesão sequencial que...
Indica uma condição específica para que
determinada situação ocorra.
Acrescenta informações ao texto, incluindo
conteúdos relativos ao tema abordado.
Inclui uma informação que localiza no tempo
as situações mencionadas.
Estabele relação de causa e consequência
entre diferentes informações.
Opõe uma informação nova no texto a outras
apresentadas anteriormente.
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LUTO INFANTIL E O PROCESSO DE RESSIGNIFICAÇÃO DA VIDA: A TRAJETÓRIA DE MARIA EM CORDA BAMBA, DE LYGIA BOJUNGA Carmina Monteiro Ribeiro1 (UFPR) e Milena Ribeiro Martins2 (UFPR) RESUMO: Geralmente considerados tabus por pais, educadores e mediadores de leitura, os temas morte e luto não são evitados pela produção literária recente. Camuflar conversas e produções artísticas que lidem com a finitude da vida pode prejudicar o processo de simbolização necessário à formação da identidade da criança e do jovem, à sua compreensão da finitude da vida e, assim, à sua valorização. Este ensaio visita o romance Corda Bamba, de Lygia Bojunga, especialmente o processo de luto, amadurecimento e descoberta da protagonista. Após ter perdido os pais em um trágico acidente circense, a menina de 10 anos de idade perdeu também todas as suas memórias. Durante sua trajetória metafórica por portas coloridas em um longo corredor, ela revive histórias que ouviu sobre seus pais e momentos que passou com eles. Por meio desses passeios, consegue elaborar sua perda e ressignificar sua existência, criando novas conexões com suas lembranças, seus entes perdidos e passando a lidar melhor com sua nova situação. A análise foi feita com base em estudos sobre a morte e o luto, teoria e crítica de literatura infantil e juvenil e análises literárias da produção de Lygia Bojunga. Um fragmento desse resumo de artigo científico que apresenta a metodologia utilizada na pesquisa é...
"A análise foi feita com base em estudos sobre
a morte e o luto, teoria e crítica de literatura
infantil e juvenil e análises literárias da
produção de Lygia Bojunga"
"Camuflar conversas e produções artísticas
que lidem com a finitude da vida pode
prejudicar o processo de simbolização
necessário à formação da Identidade
da criança e do jovem [...].".
"Por meio desses passeios, consegue elaborar
sua perda e ressignificar sua existência,
criando novas conexões com suas
lembranças, seus entes perdidos e
passando a lidar melhor com nova
situação."
"Este ensaio visita o romance Corda Bamba,
de Lygia Bojunga, especialmente o processo
de luto, amadurecimento e descoberta da
protagonista."
"Após ter perdido os pais em um trágico
acidente circense, a menina de 10 anos
de idade perdeu também todas as suas
memórias".
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RESUMO: Geralmente considerados tabus por pais, educadores e mediadores de leitura, temas morte e luto não são evitados pela produção literaria recente. Camuflar conversas e produções artisticas que lidem com a finitude da vida pode prejudicar o processo de simbolização necessário à formação da identidade da criança e do jovem, à sua compreensão da finitude da vida e, assim, à sua valorização. Este ensaio visita o romance Corda Bamba, de Lygia Bojunga, espec especialmente o processo de luto, amadurecimento e descoberta da protagonista. Após ter perdido os pais em um trágico acidente circense, menina de 10 anos de idade perdeu também todas as suas memórias. Durante sua trajetória metafórica por portas coloridas. longo corredor, ela revive histórias que ouviu sobre seus pais e momentos que passou com eles. Por meio desses passeios, consegue elaborar sua perda e ressignificar sua existência, criando novas conexões. com suas lembranças, seus entes perdidos e passando a lidar melhor com sua nova situação. A análite foi feita com base em estudos sobre a morte e o luto, teoria e critica de literatura infantil e juvenil e análises literárias da produção de Lygia Bojunga. Considerando as informações presentes no resumo, qual é a intencionalidade das autoras desse artigo científico?
Divulgar ações realizadas por pais,
educadores e mediadores de leitura.
Alertar para as consequências do luto
na infância.
Analisar os desafios da protagonista de
Corda Bamba
Defender a importância de temas tabus,
como o luto, na literatura infantojuvenil.
Anunciar o lançamento de obras da escritora
Lygia Bojunga.
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Nessa tirinha, há uso de metalinguagem porque...

A temática
abordada no
texto se
refere à própria
tirinha.

As falas nos balões
estão em linguagem coloquial.

Os quadrinhos
apresentam
recursos verbais
e não verbais.

Os personagens
expressam uma
opinião pessoal
acerca da leitura.

As ilustrações
representam
animais com comportamento
humano.
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![Cacau Show destaca "Coelho Chef" para Páscoa 2025
A Cacau Show aposta novamente no personagem Coelho Chef, destacando sua importância e protagonismo na narrativa e direcionamento de sua nova Campanha de Páscoa 2025. Criado em 3D, o Coelho Chef é a estrela de quatro filmes.
A campanha, que, além dos quatro filmes, terá também ativação nas redes sociais e midia exterior, estreou neste domingo, dia 23 de março, no intervalo do Fantástico, da TV Globo.
[...]
"O Coelho Chef reforça o universo lúdico e fantástico que temos utilizado na comunicação da Cacau Show em suas campanhas, como as de Páscoa e de Natal do ano passado, onde demos ênfase à Fantástica Fábrica da marca. Desta vez, optamos por reforçar o protagonismo do personagem, colocando-o como o rosto da marca, solidificando ainda mais o mundo fantástico da Cacau Show", comenta Celinho Salles, Diretor de Criação da LVL.
As funções da linguagem presentes nos textos I e II são, respectivamente, ...](/_image?href=https%3A%2F%2Fdev-beta.quizur.com%2Fstorage%2Fv1%2Fobject%2Fpublic%2F%2Fimagens%2F%2F20867326%2F6757a437-be87-453e-8f4d-faf82f677a91.png&w=400&h=400&f=webp)
Cacau Show destaca "Coelho Chef" para Páscoa 2025 A Cacau Show aposta novamente no personagem Coelho Chef, destacando sua importância e protagonismo na narrativa e direcionamento de sua nova Campanha de Páscoa 2025. Criado em 3D, o Coelho Chef é a estrela de quatro filmes. A campanha, que, além dos quatro filmes, terá também ativação nas redes sociais e midia exterior, estreou neste domingo, dia 23 de março, no intervalo do Fantástico, da TV Globo. [...] "O Coelho Chef reforça o universo lúdico e fantástico que temos utilizado na comunicação da Cacau Show em suas campanhas, como as de Páscoa e de Natal do ano passado, onde demos ênfase à Fantástica Fábrica da marca. Desta vez, optamos por reforçar o protagonismo do personagem, colocando-o como o rosto da marca, solidificando ainda mais o mundo fantástico da Cacau Show", comenta Celinho Salles, Diretor de Criação da LVL. As funções da linguagem presentes nos textos I e II são, respectivamente, ...

Referencial e fática.

Conativa
e referencial.

Metalinguística
e emotiva.

Fática e poética.

Emotiva e conativa.