
A Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá
Aqui vamos testar seus conhecimentos do livro
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(UNICAMP) A citação a seguir, de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, apresenta como o narrador conheceu o protagonista. Num país em que, com tanta facilidade, se fabricam manipansos milagrosos, ídolos aterradores e deuses onipotentes, causa pasmo que a Secretaria dos Cultos não seja tão conhecida como da Viação. Há, entretanto, nela, no seu Museu e nos seus registros, muita cousa interessante e digna de exame. Foi, por ocasião de desempenhar-me da incumbência do meu diretor, que vim a conhecer Gonzaga de Sá, afogado num mar de papeis, na seção de “alfaias, paramentos e imagens”, informando muito seriamente a consulta do vigário de Sumaré, versando sobre o número de setas que devia ter a imagem de S. Sebastião. (BARRETO, Lima. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. São Paulo: Edição da Revista do Brasil, p. 17, 1919.) A partir dessa citação e da leitura do romance, é correto afirmar que Lima Barreto usa a personagem Gonzaga de Sá para
mostrar o valor do indivíduo em meio à sátira da burocracia estatal.
criticar um funcionário que prejudica o andamento da burocracia estatal.
representar um sujeito que usa o serviço público para impor sua fé ao Estado.
figurar um sujeito que usa a religião para sua ascensão no serviço público.
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(UFT) "A felicidade, sensação tão volátil, instável, irredutível de homem a homem é cousa diferente, e não consente média a abranger centenas, milhares e milhões de seres humanos. Imaginas tu que Madame Belasman, de Petrópolis, tem um grande joanete, um defeito hediondo, com o qual sobremaneira sofre; e o operário Felismino, da mortona, orgulha‑se em possuir um filho com talento. Madame Belasman vive acabrunhada com a exuberância de seu joanete. [...] entretanto, Felismino, quando bate rebites, sorri e antegoza o estrondo que uma parcela do seu sangue vai causar na sociedade. [...] Quem é mais feliz – pergunto – madame Belasman ou o senhor Felismino? E, à vista disso, poderás dizer que todas as damas de Petrópolis são felizes e os operários de fundição são desgraçados? Há média possível para a felicidade das classes? Nós, os modernos, nos vamos esquecendo que essas histórias de classe, de povos, de raças, são tipos de gabinetes, fabricados para as necessidades de certos edifícios lógicos, mas que fora deles desaparecem completamente: – Não são? Não existem." Sobre o fragmento da obra Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, assinale a alternativa CORRETA.
Defende que a felicidade depende da forma como cada pessoa se vê e se relaciona com sua realidade, independentemente de seu lugar social.
Apresenta a ideia de que a felicidade varia de pessoa para pessoa e que, por ser um sentimento sólido e estável, uma vez sentida, permanece.
Compara a felicidade dos homens mais simples com a felicidade das mulheres da classe alta, defendendo que a felicidade depende de fatores divinos
Expõe a ideia de que a felicidade é um sentimento que pode ser medido entre as classes sociais e que alcança todos os seres humanos.
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(Univassouras) O fragmento a seguir faz parte do último capítulo de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, escrito por Lima Barreto, em 1919. Nele, Augusto Machado, narrador do romance, conversa com a irmã e com o sobrinho do seu amigo Gonzaga de Sá. dei com dona Escolástica, de plácidos olhos verdes, a vigiar atentamente o pequeno Aleixo Manuel, (l. 2) Dona Escolástica manifesta cuidados com Aleixo Manuel, como relata o narrador-personagem no primeiro parágrafo. Em relação a essa atitude inicial, os posicionamentos da personagem acerca dos estudos do menino, expostos no final do texto (l. 38-50), caracterizam-se por:
indiferença
ceticismo
ingenuidade
arrogância
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(Univassouras) Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. (l. 1) Considerando o ponto de vista expresso pelo autor, a palavra sublinhada assume o seguinte valor:
restrito
enfático
comparativo
crítico
5
A crítica social em Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá manifesta-se principalmente por meio de:
Reflexões do protagonista e do narrador sobre a hipocrisia da sociedade e o desprezo pela intelectualidade.
Uma linguagem técnica e científica que denuncia a má administração pública.
Críticas explícitas ao sistema escravagista e ao absolutismo monárquico.
Uma abordagem ficcional que busca emocionar o leitor por meio de tragédias familiares.