
Questões de Português
Hey, meu bem. Eu te amoo e espero que se saia bem <3
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Sobre a regência do verbo “chamar”, analise: I - No sentido de “mandar vir, convocar” é um verbo transitivo direto; II - No sentido de “invocar, clamar”, é um verbo transitivo indireto. O objeto indireto requer a preposição “por”; III - Já na acepção de “cognominar, apelidar, alcunhar, qualificar, tachar”, será, indistintamente, verbo transitivo direto ou verbo transitivo indireto. Vem sempre acompanhado de um predicativo do objeto que poderá ou não ser encabeçado por uma preposição
Apenas o item I está correto.
Todos os itens estão corretos
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
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Amor na Escola Duas da madrugada. O casal que discute no andar de baixo está tentando aprender. Eles pensavam que era só vestir branco, caprichar na decoração e fazer os convites chegarem a tempo. Mas não. Na escola, até logaritmo nos foi ensinado. Decoramos a tabela periódica. Nos empurraram química orgânica. Mas nada nos foi dito sobre o amor. Qual é o recurso que identifica esse texto como uma crônica?
A descrição do espaço em “andar de baixo”.
A utilização dupla da conjunção “mas”.
A enumeração de conteúdos escolares.
A marcação do tempo em “Duas da madrugada”.
A referência a um fato do cotidiano na vida de um casal.
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A sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou uma mudança histórica e inédita no lema olímpico, criado em 1894 pelo Barão Pierre de Coubertin para expressar os valores e a excelência do esporte. Mais de 120 anos depois, o lema tem sua primeira alteração para ressaltar a solidariedade e incluir a palavra “juntos” mais rápido, mais alto, mais forte – juntos. A mudança foi aprovada por unanimidade pelos membros do COI e celebrada pelo presidente da entidade. De acordo com o texto, a alteração do lema olímpico teve como objetivo a:
Associação entre o lema olímpico e a cooperatividade.
Junção do lema olímpico com os princípios esportivos.
Vinculação entre o lema olímpico e os eventos atléticos.
Aproximação entre o lema olímpico e o COI.
Unificação do lema anterior ao atual.
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Ser cronista Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto. Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos. E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o risco deem breve publicar minha vida passada e presente, o que não pretendo. Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar uns minutos de leitura? E outra coisa: nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no Jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou dizer a verdade: não estou contente. No texto, ao refletir sobre a atividade de cronista, a autora questiona características do gênero crônica, como:
Relação distanciada entre os interlocutores.
Brevidade no tratamento da temática
Descrição minuciosa dos personagens
Articulação de vários núcleos narrativos.
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![A volta do marido pródigo
– Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem?
– Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. […]
Lá além, Generoso cotuca Tercino:
– […] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!…
– Que é que hei de fazer, seu Marrinha… Amanheci com uma nevralgia… Fiquei com cisma de apanhar friagem…
– Hum…
– Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar…
[…]
Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja:
– Quem não tem brio engorda!
– É… Esse sujeito só é isso, e mais isso… – opina Sidu.
– Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo…
– diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. –
“P’ra uns, as vacas morrem … p’ra outros até boi pega a parir…”.
Seu Marra já concordou:
– Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!… E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta!
Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido:](/_image?href=https%3A%2F%2Fdev-beta.quizur.com%2Fstorage%2Fv1%2Fobject%2Fpublic%2F%2Fimagens%2F%2F20666208%2Fbf6fec07-351d-41ce-a407-9fb64787c61d.png&w=400&h=400&f=webp)
A volta do marido pródigo – Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem? – Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. […] Lá além, Generoso cotuca Tercino: – […] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!… – Que é que hei de fazer, seu Marrinha… Amanheci com uma nevralgia… Fiquei com cisma de apanhar friagem… – Hum… – Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar… […] Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja: – Quem não tem brio engorda! – É… Esse sujeito só é isso, e mais isso… – opina Sidu. – Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo… – diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. – “P’ra uns, as vacas morrem … p’ra outros até boi pega a parir…”. Seu Marra já concordou: – Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!… E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta! Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido:
às descrições de costumes regionais que desmistificam crenças e superstições.
à referência a profissões já extintas que caracterizam a vida no campo.
à menção a enfermidades que indicam falta de cuidado pessoal.
ao emprego de ditados populares que resgatam memórias e saberes coletivos.
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Receita Tome-se um poeta não cansado, Uma nuvem de sonho e uma flor, Três gotas de tristeza, um tom dourado, Uma veia sangrando de pavor. Quando a massa já ferve e se retorce Deita-se a luz dum corpo de mulher, Duma pitada de morte se reforce, Que um amor de poeta assim requer. Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois:
utiliza linguagem figurada na construção do poema.
explora elementos temáticos presentes em uma receita.
explicita as etapas essenciais à preparação de uma receita.
introduz procedimentos prescritivos na composição do poema.
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Aquarela O corpo no cavalete é um pássaro que agoniza exausto do próprio grito. As vísceras vasculhadas principiam a contagem regressiva. No assoalho o sangue se decompõe em matizes que a brisa beija e balança: o verde – de nossas matas o amarelo – de nosso ouro o azul – de nosso céu o branco o negro o negro Situado na vigência do Regime Militar que governou o Brasil, na década de 1970, o poema de Cacaso edifica uma forma de resistência e protesto a esse período, metaforizando:
o nacionalismo romântico, silenciado pela perplexidade com a Ditadura.
a natureza brasileira, agonizante como um pássaro enjaulado.
as artes plásticas, deturpadas pela repressão e censura.
o emblema nacional, transfigurado pelas marcas do medo e da violência.
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A diva Vamos ao teatro, Maria José? Quem me dera, desmanchei em rosca quinze kilos de farinha, tou podre. Outro dia a gente vamos. Falou meio triste, culpada, e um pouco alegre por recusar com orgulho. TEATRO! Disse no espelho. TEATRO! Mais alto, desgrenhada. TEATRO! E os cacos voaram sem nenhum aplauso. Perfeita. Os diferentes gêneros textuais desempenham funções sociais diversas, reconhecidas pelo leitor com base em suas características específicas, bem como na situação comunicativa em que ele é produzido. Assim, o texto A diva:
surpreende o leitor pelo seu efeito poético.
narra um fato real vivido por Maria José.
relata uma experiência teatral profissional.
defende um ponto de vista relativo ao exercício teatral.
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Casa dos Contos & em cada conto te cont o & em cada enquanto me enca nto & em cada arco te a barco & em cada porta m e perco & em cada lanço t e alcanço & em cada escad a me escapo & em cada pe dra te prendo & em cada g rade me escravo & em ca da sótão te sonho & em cada esconso me affonso & em cada claúdio te canto & e m cada fosso me enforco & O contexto histórico e literário do período barroco- árcade fundamenta o poema Casa dos Contos, de 1975. A restauração de elementos daquele contexto por uma poética contemporânea revela que:
o eu lírico pretende revitalizar os contrastes barrocos, gerando uma continuidade de procedimentos estéticos e literários.
o eu lírico recria, em seu momento histórico, numa linguagem de ruptura, o ambiente de opressão vivido pelos inconfidentes.
a reflexão do eu lírico privilegia a memória e resgata, em fragmentos, fatos e personalidades da Inconfidência Mineira.
a palavra “esconso” (escondido) demonstra o desencanto do poeta com a utopia e sua opção por uma linguagem erudita.
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O exercício da crônica Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa como se faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui:
no papel da vida do cronista no processo de escrita da crônica.
nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica.
nos elementos que servem de inspiração ao cronista.
nas diferenças entre o cronista e o ficcionista.
nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de uma crônica.