COESÃO TEXTUAL, CONECTANDO IDEIAS

COESÃO TEXTUAL, CONECTANDO IDEIAS

A coesão textual é a conexão linguística que permite a amarração das ideias dentro de um texto. Bem utilizada, a coesão permite a eficiência na transmissão da mensagem ao interlocutor e, por consequência, o entendimento.

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Rita Moreira

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1
Sermão do Mandato 
O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeições como as vidas, que não há mais certo de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que tanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às cousas, descobre-lhe defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais amor? O mesmo amor é a causa de não amar, e o de ter amado muito, de amar menos.

1. Em “... Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere ...” , a expressão “com que ” refere-se a

Sermão do Mandato O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeições como as vidas, que não há mais certo de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que tanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às cousas, descobre-lhe defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais amor? O mesmo amor é a causa de não amar, e o de ter amado muito, de amar menos. 1. Em “... Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere ...” , a expressão “com que ” refere-se a

asas
linhas
afeições
setas
cousas
2
Câncer, as novas frentes de ataque

A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral. 
A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas. Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, no EUA, em uma reunião com a presença de cerca de 26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnósticos e avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas “inteligentes”: impedir a formação de tumores. Com essas drogas, será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na quimioterapia convencional. O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São, portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes, aposta-se no que já vinha dando certo, como a prevenção e o diagnóstico precoce. 

2. No trecho “São, portanto, várias frentes de ataque” o conectivo “portanto”, estabelece com as idéias que o antecedem uma relação de:

Câncer, as novas frentes de ataque A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral. A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas. Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, no EUA, em uma reunião com a presença de cerca de 26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnósticos e avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas “inteligentes”: impedir a formação de tumores. Com essas drogas, será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na quimioterapia convencional. O próximo passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São, portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes, aposta-se no que já vinha dando certo, como a prevenção e o diagnóstico precoce. 2. No trecho “São, portanto, várias frentes de ataque” o conectivo “portanto”, estabelece com as idéias que o antecedem uma relação de:

finalidade
comparação
causa
oposição
conclusão
3
3. Ao observar os recursos verbais e não verbais da tirinha e o momento atual em que o mundo vive, é possível dizer que a expressão “desse mal” presente no segundo quadrinho da tirinha acima se refere

3. Ao observar os recursos verbais e não verbais da tirinha e o momento atual em que o mundo vive, é possível dizer que a expressão “desse mal” presente no segundo quadrinho da tirinha acima se refere

à luta
à 2020
a familiares
ao Coronavírus
à história
4
4. O pronome “ele ” se refere-se

4. O pronome “ele ” se refere-se

ao carro
à blitz
à placa
ao policial
ao Golgate total 12
5
5. No trecho “...ele como 3 prato de baião...” pronome “ele” se refere-se

5. No trecho “...ele como 3 prato de baião...” pronome “ele” se refere-se

ao prato
ao baião
ao caldo
a hoje
ao pai de Sebozim
6
“Eu ia, atento e presente, em busca de um bonde e de Jandira. Foi só ouvir uma sanfona, perdi o bonde, perdi o rumo, e perdi Jandira. Fiquei rente do cego da sanfona, não sei se ouvindo as suas valsas ou se ouvindo outras valsas que elas foram acordar na minha escassa memória musical.
Depois, o cego mudou de esquina, e continuei a pé o caminho, mas bem percebi que os passos me levavam, não para o cotidiano, mas para tempos mortos.”

6. A que palavra se refere o termo “elas” presente no trecho: “não sei se ouvindo as suas valsas ou se ouvindo outras valsas que elas foram acordar na minha escassa memória musical”:

“Eu ia, atento e presente, em busca de um bonde e de Jandira. Foi só ouvir uma sanfona, perdi o bonde, perdi o rumo, e perdi Jandira. Fiquei rente do cego da sanfona, não sei se ouvindo as suas valsas ou se ouvindo outras valsas que elas foram acordar na minha escassa memória musical. Depois, o cego mudou de esquina, e continuei a pé o caminho, mas bem percebi que os passos me levavam, não para o cotidiano, mas para tempos mortos.” 6. A que palavra se refere o termo “elas” presente no trecho: “não sei se ouvindo as suas valsas ou se ouvindo outras valsas que elas foram acordar na minha escassa memória musical”:

sanfona
memória musical
sanfona e Jandira
outras valsas
suas valsas
7
7. No verso “Quero que todos se realizem”v.12) o termo“todos” refere-se a

7. No verso “Quero que todos se realizem”v.12) o termo“todos” refere-se a

amigos
crianças
homens
sonhos
direitos
8
Cultura digital para todos

Fórum lançado pelo Ministério da Cultura tenta construir política pública que reconheça a centralidade da questão digital e busque meios de assegurar o acesso dos cidadãos a essa cultura.
A cultura digital é a cultura contemporânea. Ela surge quando as artes e a informação passam a se propagar por meio de bits e sem precisar de suportes físicos (para clarear, é a cultura do MP3, não do CD). E se alastra com grande velocidade, dando ao recentíssimo “ontem” um caráter de “antigamente”. Equipamentos e softwares surgem para alterar a forma como comunicamos, nos relacionamos, consumimos, nos divertimos, vivemos, enfim.

8. No trecho “...que reconheça a centralidade da questão digital...”, a palavra destacada refere-se à expressão

Cultura digital para todos Fórum lançado pelo Ministério da Cultura tenta construir política pública que reconheça a centralidade da questão digital e busque meios de assegurar o acesso dos cidadãos a essa cultura. A cultura digital é a cultura contemporânea. Ela surge quando as artes e a informação passam a se propagar por meio de bits e sem precisar de suportes físicos (para clarear, é a cultura do MP3, não do CD). E se alastra com grande velocidade, dando ao recentíssimo “ontem” um caráter de “antigamente”. Equipamentos e softwares surgem para alterar a forma como comunicamos, nos relacionamos, consumimos, nos divertimos, vivemos, enfim. 8. No trecho “...que reconheça a centralidade da questão digital...”, a palavra destacada refere-se à expressão

cultura contemporânea
questão digital
política pública
suportes físicos
equipamentos e softwares
9
A venda de produtos e serviços se desenvolveu enormemente nos últimos 25 anos. Hoje, se uma empresa não tem uma boa imagem, não causa boa impressão à primeira vista, e isso irá certamente refletir-se em sua receita.
Desde que nascemos, começarmos a nos acostumar com um mundo de símbolos e logotipos. Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e identificam a marca num contexto complexo e global. Permitem também a sua divulgação de forma racional, reduzindo o tempo necessário à concretização de negócios. Antigamente os compradores solicitavam a espécie de produto de que necessitavam aos vendedores. A marca era indicada por estes. Hoje em dia, com o crescimento do número dos pontos de venda por auto-serviço, os elementos institucionais que identificam as marcas são fundamentais. Uma marca conhecida garante que determinado produto ou serviço é igual ao consumido anteriormente.

9. Na frase “Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e identificam a marca num contexto complexo e global.”, a palavra “porque” pode ser substituída sem alteração no significado da sentença por

A venda de produtos e serviços se desenvolveu enormemente nos últimos 25 anos. Hoje, se uma empresa não tem uma boa imagem, não causa boa impressão à primeira vista, e isso irá certamente refletir-se em sua receita. Desde que nascemos, começarmos a nos acostumar com um mundo de símbolos e logotipos. Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e identificam a marca num contexto complexo e global. Permitem também a sua divulgação de forma racional, reduzindo o tempo necessário à concretização de negócios. Antigamente os compradores solicitavam a espécie de produto de que necessitavam aos vendedores. A marca era indicada por estes. Hoje em dia, com o crescimento do número dos pontos de venda por auto-serviço, os elementos institucionais que identificam as marcas são fundamentais. Uma marca conhecida garante que determinado produto ou serviço é igual ao consumido anteriormente. 9. Na frase “Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e identificam a marca num contexto complexo e global.”, a palavra “porque” pode ser substituída sem alteração no significado da sentença por

portanto
quando
pois
ainda
se
10
Resiliência, a arte de dar a volta por cima

“Aquilo que não me destrói me fortalece”, ensinava o filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche. Este poderia ser o mote dos resilientes, aquelas pessoas que, além de pacientes, são determinadas, ousadas flexíveis diante dos embates da vida e, sobretudo, capazes de aceitar os próprios erros e aprender com eles.
Sob a tirania implacável do relógio, nosso dia a dia exige grande desgaste de energia, muita competência e um número cada vez maior de habilidades. Sobreviver é tarefa difícil e complexa, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde vivemos correndo de um lado para outro, sobressaltados e estressados. Vivemos como aqueles malabaristas de circo que, ofegantes, fazem girar vários pratos simultaneamente, correndo de lá para cá, impulsionando-os mais uma vez para que recuperem o movimento e não caiam ao chão.
O capitalismo, por seu lado, modelo econômico dominante em nossa cultura, sem nenhuma cerimônia empurra o cidadão para o consumo desnecessário, quer ele queira ou não. A propaganda veiculada em todas as mídias é um verdadeiro “canto da sereia”; suas melodias repetem continuamente o refrão: “comprar, comprar, comprar”.
Juntam-se a isso o trânsito caótico, a saraivada cotidiana de más notícias estampadas nas manchetes e as várias decepções que aparecem no dia a dia, e pronto: como consequência, ficamos frágeis, repetitivos, desesperançados e perdemos muita energia vital.
Se de um lado a tecnologia parece estar a nosso favor, pois cada vez mais encurta distâncias e agiliza a informação, de outro ela acelerou o ritmo da vida e nos tornou reféns de seus inúmeros e reluzentes aparatos que se renovam continuamente. E assim ficamos brigando contra o... tempo!

10. No trecho “Juntam-se a isso...” (4º parágrafo) a palavra “isso” refere-se

Resiliência, a arte de dar a volta por cima “Aquilo que não me destrói me fortalece”, ensinava o filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche. Este poderia ser o mote dos resilientes, aquelas pessoas que, além de pacientes, são determinadas, ousadas flexíveis diante dos embates da vida e, sobretudo, capazes de aceitar os próprios erros e aprender com eles. Sob a tirania implacável do relógio, nosso dia a dia exige grande desgaste de energia, muita competência e um número cada vez maior de habilidades. Sobreviver é tarefa difícil e complexa, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde vivemos correndo de um lado para outro, sobressaltados e estressados. Vivemos como aqueles malabaristas de circo que, ofegantes, fazem girar vários pratos simultaneamente, correndo de lá para cá, impulsionando-os mais uma vez para que recuperem o movimento e não caiam ao chão. O capitalismo, por seu lado, modelo econômico dominante em nossa cultura, sem nenhuma cerimônia empurra o cidadão para o consumo desnecessário, quer ele queira ou não. A propaganda veiculada em todas as mídias é um verdadeiro “canto da sereia”; suas melodias repetem continuamente o refrão: “comprar, comprar, comprar”. Juntam-se a isso o trânsito caótico, a saraivada cotidiana de más notícias estampadas nas manchetes e as várias decepções que aparecem no dia a dia, e pronto: como consequência, ficamos frágeis, repetitivos, desesperançados e perdemos muita energia vital. Se de um lado a tecnologia parece estar a nosso favor, pois cada vez mais encurta distâncias e agiliza a informação, de outro ela acelerou o ritmo da vida e nos tornou reféns de seus inúmeros e reluzentes aparatos que se renovam continuamente. E assim ficamos brigando contra o... tempo! 10. No trecho “Juntam-se a isso...” (4º parágrafo) a palavra “isso” refere-se

ao trânsito caótico nas grandes cidades
às várias decepções do dia a dia
às notícias ruins veiculadas pela mídia
ao consumismo gerado pelo capitalismo
às necessidades vitais das pessoas
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