
Teste Platão Filosofia
...................................................................................................................
Anúncios
0
0
0
Anúncios
1
1. (Uepa 2015) Leia o texto para responder à questão. Platão: A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente. (Citado por: CHATELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17) Os argumentos de Platão, filósofo grego da antiguidade, evidenciam uma forte crítica à:
b) república
a) oligarquia
e) plutocracia
d) monarquia
c) democracia
2
2. (Pucpr 2015) Leia os enunciados abaixo a respeito do pensamento filosófico de Sócrates. I. O texto Apologia de Sócrates, cujo autor é Platão, apresenta a defesa de Sócrates diante das acusações dos atenienses, especialmente, os sofistas, entre os quais está Meleto. II. Sócrates dispensa a ironia como método para refutar as acusações e calúnias sofridas no processo de seu julgamento. III. Entre as acusações que Sócrates recebe está a de “corromper a juventude”. IV. Sócrates é acusado de ensinar as coisas celestes e terrenas, a não acreditar nos deuses e a tornar mais forte a razão mais débil. V. Sócrates nega que seus acusadores são ambiciosos e resolutos e, em grande número, falam de forma persuasiva e persistente contra ele. Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS.
d) II, III e V.
a) II, IV e V.
b) I, III e IV.
e) I, II e III.
c) I, III e V.
3
3. (Uel 2015) Leia os textos a seguir. A arte de imitar está bem longe da verdade, e se executa tudo, ao que parece, é pelo facto de atingir apenas uma pequena porção de cada coisa, que não passa de uma aparição. Adaptado de: PLATÃO. A República. 7.ed. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993. p.457. O imitar é congênito no homem e os homens se comprazem no imitado. Adaptado de: ARISTÓTELES. Poética. 4.ed. Trad. De Eudoro de Souza. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p.203. Coleção “Os Pensadores”. Com base nos textos, nos conhecimentos sobre estética e a questão da mímesis em Platão e Aristóteles, assinale a alternativa correta.
c) Na compreensão de Aristóteles, a arte se restringe à
reprodução de objetos existentes, o que veda o poder do
artista de invenção do real e impossibilita a função
caricatural que a arte poderia assumir ao apresentar os
modelos de maneira distorcida.
e) Aristóteles se opõe à concepção de que a arte é imitação
e entende que a música, o teatro e a poesia são
incapazes de provocar um efeito benéfico e purificador
no espectador.
b) Para Platão, as obras produzidas pelos poetas, pintores e
escultores representam perfeitamente a verdade e a
essência do plano inteligível, sendo a atividade do artista
um fazer nobre, imprescindível para o engrandecimento
da pólis e da filosofia.
a) Para Platão, a obra do artista é cópia de coisas
fenomênicas, um exemplo particular e, por isso, algo
inadequado e inferior, tanto em relação aos objetos
representados quanto às ideias universais que os
pressupõem.
d) Aristóteles concebe a mímesis artística como uma
atividade que reproduz passivamente a aparência das
coisas, o que impede ao artista a possibilidade de
recriação das coisas segundo uma nova dimensão.
4
4. (Uel 2014) A República de Platão consiste na busca racional de uma cidade ideal. Sua intenção é pensar a política para além do horizonte da decadência da cidadeEstado no século de Péricles. O esquema a seguir mostra como se organizam as classes, segundo essa proposta. Com base na obra de Platão e no esquema, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) As três imagens do Bem na cidade justa de Platão, o Anel de Giges, a Imagem da Linha e a da Caverna, correspondem, respectivamente, à organização das três classes da República. ( ) Na cidade imaginária de Platão, em todas as classes se contestam a família nuclear e a propriedade privada, fatores indispensáveis à constituição de uma comunidade ideal. ( ) Na cidade platônica, é dever do filósofo supri-la materialmente com bens duráveis e alimentos, bem como ser responsável pela sua defesa. ( ) O conceito de justiça na cidade platônica estende-se do plano político à tripartição da alma, o que significa que há justiça na República mesmo havendo classes e diferenças entre elas. ( ) O filósofo, pertencente à classe dos magistrados, é aquele cuja tarefa consiste em apresentar a ideia do Bem e ordenar os diferentes elementos das classes, produzindo a sua harmonia. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
b) V – F – V – V – F.
a) V – V – F – F – F.
c) F – V – V – F – V.
d) F – V – F – V – F.
e) F – F – F – V – V.
5
No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a
b) realidade inteligível por meio do método dialético.
a) suspensão do juízo como reveladora da verdade.
e) ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
c) salvação da condição mortal pelo poder de Deus.
d) essência das coisas sensíveis no intelecto divino.
6
6. (Uel 2013) Leia o texto a seguir. Tudo isso ela [Diotima] me ensinava, quando sobre as questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o motivo desse amor e desse desejo? A natureza mortal procura, na medida do possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só pode assim, através da geração, porque sempre deixa um outro ser novo em lugar do velho; pois é nisso que se diz que cada espécie animal vive e é a mesma. É em virtude da imortalidade que a todo ser esse zelo e esse amor acompanham. (Adaptado de: PLATÃO. O Banquete. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p.38-39. Coleção Os Pensadores.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor em Platão, assinale a alternativa correta.
e) Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem a
lei dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade.
c) O eros físico representa a vontade de conservação da
espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por obras
que perdurarão na memória.
a) A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros,
restringe-se ao corpo e à busca da beleza física.
d) O ser humano é idêntico e constante nas diversas fases
da vida, por isso sua identidade iguala-se à dos deuses.
b) O eros limita-se a provocar os instintos irrefletidos e
vulgares, uma vez que atende à mera satisfação dos
apetites sensuais.
7
7. (Ueg 2013) A expressão “Tudo o que é bom, belo e justo anda junto” foi escrita por um dos grandes filósofos da humanidade. Ela resume muito de sua perspectiva filosófica, sendo uma das bases da escola de pensamento conhecida como
d) platonismo, estabelecida por Platão, no qual se entendia
o mundo físico como uma imitação imperfeita do mundo
ideal.
a) cartesianismo, estabelecida por Descartes, no qual se
acredita que a essência precede a existência.
b) estoicismo, que tem no imperador romano Marco
Aurélio um de seus grandes nomes, que pregava a
serenidade diante das tragédias.
c) existencialismo, que tem em Sartre um de seus grandes
nomes, para o qual a existência precede a essência.
8
8. (Uel 2009) Leia o texto a seguir e responda à questão. - Considera pois – continuei – o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, a fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objetos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objetos mais reais? E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objetos que passavam, o forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldade e suporia que os objetos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam? (PLATÃO. A República 7. ed. Lisboa: Caiouste &Ibenkian, I993. p. 3I8-3I9.) O texto é parte do livro VII da República, obra na qual Platão desenvolve o célebre Mito da Caverna. Sobre o Mito da Caverna, é correto afirmar. I. A caverna iluminada pelo Sol, cuja luz se projeta dentro dela, corresponde ao mundo inteligível, o do conhecimento do verdadeiro ser. II. Explicita como Platão concebe e estrutura o conhecimento. III. Manifesta a forma como Platão pensa a política, na medida em que, ao voltar à caverna, aquele que contemplou o bem quer libertar da contemplação das sombras os antigos companheiros. IV. Apresenta uma concepção de conhecimento estruturada unicamente em fatores circunstanciais e relativistas. Assinale a alternativa correta.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
a) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
e) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
b) Somente as afirmativas II e III são corretas.
9
9. (Uel 2009) No Sofista, Platão faz a seguinte observação sobre a mímesis (imitação): Assim, o homem que se julgasse capaz, por uma única arte, de tudo produzir, como sabemos, não fabricaria, afinal, senão imitações e homônimos das realidades. Hábil, na sua técnica de pintar, ele poderá, exibindo de longe os seus desenhos, aos mais ingênuos meninos, dar-lhes a ilusão de que poderá igualmente criar a verdadeira realidade, e tudo o que quiser fazer. (PLATÃO. Sofista. Coleção “Os pensadores”. São Paulo: AbriI Cultural, 1972. p. 159-160.) Já Aristóteles, na Retórica, salienta o seguinte aspecto da mímesis: E, como aprender e admirar é agradável, necessário é também que o sejam as coisas que possuem estas qualidades: por exemplo, as imitações, como as da pintura, da escultura, da poesia, e em geral todas as boas imitações, mesmo que o original não seja em si mesmo agradável; pois não é o objeto retratado que causa prazer, mas o raciocínio de que ambos são idênticos, de sorte que o resultado é que aprendemos alguma coisa. (ARISTÓTELES. Retórica. Lisboa Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2006. p. 138.) Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o tema da mímesis em Platão e em Aristóteles, assinale a alternativa correta.
e) De acordo com Platão, ao imitar, o pintor apresenta a
realidade ideal, o que causa admiração; para Aristóteles,
a imitação também desvela o mundo ideal, no entanto,
por ser ingênua, não permite que os homens
contemplem a verdade.
d) Para Platão, aprendemos com as imitações, uma vez que
elas nos distanciam do engano, enquanto que, para
Aristóteles, por causar prazer, a imitação deve ser
banida.
b) Platão considera que o pintor pode esclarecer as pessoas
ingênuas, fazendo-as acreditar que sua pintura é o real,
mas Aristóteles considera que o engano está no pintor e
não na pintura.
a) A pintura, para Platão, se afasta do verdadeiro, por
apresentar o mundo inteligível, mas, para Aristóteles, o
problema é que ela causa prazer.
c) Para Platão, a mímesis representa a cópia da cópia e o
artista não conhece a realidade do imitado em seu grau
mais elevado; já para Aristóteles, uma das causas do
surgimento da mímesis é o fato de os homens se
comprazerem no imitado.
10
10. (Ueg 2009) Para Platão, a polis é o modelo de vida em grupo. É na República que o autor apresenta os vários grupos que compõem a sociedade. De acordo com suas ideias, o grupo que deve governar a polis é o dos:
a) comerciantes que, sabendo da importância das riquezas
para as Cidades-estado da Grécia, levariam riquezas para
a polis.
c) guerreiros, pois se caracterizavam por sua força,
integridade e seu grande amor aos sentimentos mais
nobres, como fidelidade e bravura.
b) filósofos que, por conhecer a verdade e o bem através da
contemplação do mundo das ideias, proporcionariam o
maior bem comum a todos.
d) trabalhadores que, por meio das mais diversas profissões
e movidos pela ambição do lucro, garantiriam o sustento
de toda a polis.
11
. (Uel 2009) Para Platão, no livro IV da República, a Justiça, na cidade ideal, Baseia-se no princípio em virtude do qual cada membro do organismo social deve cumprir, com a maior perfeição possível, a sua função própria. Tanto os guardiões’ como os ‘governantes’ e os industriais’ têm a sua missão estritamente delimitada, e se cada um destes três grupos se esforçar por fazer da melhor maneira possível o que lhes compete, o Estado resultante da cooperação destes elementos será o melhor Estado concebível. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Platão, assinale a alternativa correta.
e) Na cidade ideal, a justiça se constitui na posse do que
pertence a cada um e na execução do que lhe compete.
a) A cidade, de origem divina, encontra sua perfeição
quando reina o amor verdadeiro entre os homens, base
da concórdia total das classes sociais.
b) A justiça, na cidade ideal, consiste na submissão de todas
as classes ao governante que, pela tirania, promove a
paz e o bem comum.
c) A cidade se torna justa quando os indivíduos de classes
inferiores, no cumprimento de suas funções, ascendem
socialmente.
d) A justiça, na cidade ideal, manifesta-se na igualdade de
todos perante a lei e na cooperação de cada um no
exercício de sua função.