QUESTÕES SOBRE GÊNERO - SOCIOLOGIA

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(UECE) “Violência de gênero é [...] uma relação de poder de dominação do homem e de submissão da mulher. Demonstra que os papeis impostos às mulheres e aos homens, consolidados ao longo da história e reforçados pelo patriarcado e sua ideologia, induzem relações violentas entre os sexos e indica que a prática desse tipo de violência não é fruto da natureza, mas sim do processo de socialização das pessoas” Considerando o texto de Maria Amélia de Almeida Teles e Mônica de Melo, avalie as asserções a seguir. I. Violência de gênero é uma invenção teórica que mascara as diferenças biológicas e o lugar definido pela natureza entre os sexos. II. Violência de gênero é socialmente construída e um indicador de dominação e de imposição de um sexo sobre o outro. III. Violência de gênero é uma prática recentemente incorporada contra os comportamentos reprováveis da mulher na sociedade. IV. Violência de gênero é considerada como processo ideológico historicamente incorporado e com fundamento na ideologia de submissão religiosa. É correto o que se afirma somente em

III
II e IV
I e II
II
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(UFT) Leia o fragmento de texto a seguir: “Em seu significado mais amplo, o feminismo é um movimento político. Questiona as relações de poder, a opressão e a exploração de grupos de pessoas sobre as outras. Contrapõese radicalmente ao poder patriarcal. Propõe uma transformação social, econômica, política e ideológica da sociedade.” A partir dos pressupostos presentes no fragmento, assinale a alternativa INCORRETA.

O movimento feminista busca a supremacia feminina posto que as mulheres foram oprimidas durante séculos
O movimento feminista propõe políticas afirmativas baseadas nas desigualdades historicamente constituídas
O movimento feminista luta pela implementação de políticas públicas para as mulheres, assegurando a especificidade das necessidades femininas
O movimento feminista reivindica a igualdade de direitos entre homens e mulheres
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(UFU) A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) liberou nesta quarta-feira (25) o uso de todos os banheiros da instituição por qualquer pessoa, conforme o gênero com que se identifica. A iniciativa se deu pela adoção da campanha “Libera meu xixi”, voltada ao combate da transfobia em espaços públicos. Nos próximos dias, banheiros de todo o campus receberão uma placa com a frase “Aqui você é livre para usar o banheiro correspondente ao gênero com que se identifica”. Para se entender as motivações para o desenvolvimento de uma política pública como a descrita, é necessário saber que:

O gênero é uma construção social.
As diferenças de gênero são definidas geneticamente.
Não há uma definição biológica para o conceito de sexo.
O sexo determina a conduta social dos indivíduos.
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(UniOeste) No Brasil, ainda são elevados os índices de violência e desigualdades de direitos entre homens e mulheres. Alguns estudos de gênero defendem a necessidade de analisarmos, com mais propriedade, a situação das mulheres e demais grupos subalternizados, social e cientificamente. Sobre os temas ligados aos estudos de gênero, assinale a afirmativa INCORRETA.

Quando se fala em estudos de gênero, se pensa na igualdade de direitos entre mulheres e homens, e, em alguns casos, em reivindicações por atendimentos especiais às mulheres.
As políticas públicas, consideradas em sua variedade e alcance, são um importante instrumento para a concretização dos objetivos das mulheres.
Debater o tema da cidadania das mulheres é também analisar um processo que envolve a participação das mulheres na esfera pública e no mercado de trabalho, marcada por inclusões e exclusões que vêm desde o século XVIII.
O problema da violência contra a mulher no Brasil foi solucionado com a promulgação da Lei Maria da Penha.
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(UFU) Os estudos feministas sobre a violência de gênero consideram, em especial, como um dos pilares da violência contra a mulher, o patriarcado e, de modo correlato, a posição de dominação simbólica masculina. Contudo, reconhecem que há outros elementos que compõem a dinâmica da violência. Dessa forma, o patriarcado e a dominação masculina, se tomados isoladamente, seriam causas insuficientes para se explicar a violência contra a mulher. Apesar das fragilidades que ambos os conceitos apresentam na sociedade contemporânea, bem como das críticas que lhes são atribuídas, ainda assim trazem consigo significados e desdobramentos importantes para que se possa compreender a manutenção dos ordenamentos familiares, uma vez que não está rompida a máxima: “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Se a luta do movimento feminista torna pública a violência sofrida pelas mulheres, no sentido de reconhecê-la como problema que envolve a sociedade em geral, o poder familiar ainda a silencia. Conforme o texto, a violência de gênero envolve

a nova condição da mulher no mercado de trabalho, o que reforça a dissimetria entre papeis de gênero.
a família patriarcal e a consequente restrição desta forma de violência ao âmbito doméstico.
a divisão dos papeis sexuais numa sociedade patriarcal, em que a violência contra mulher sempre foi visível.
a hegemonia masculina, entendida como definidora de uma hierarquia de gênero no interior da família.
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(Teachy) A violência simbólica se manifesta de diversas formas na sociedade, muitas vezes de maneira sutil e imperceptível. Pierre Bourdieu, renomado sociólogo, discute em sua obra 'A Dominação Masculina' como a violência simbólica opera no cotidiano, reproduzindo relações de poder desiguais. Considerando essa perspectiva, qual é a principal característica da violência simbólica?

Segregação de papéis sociais com base na economia
Uso de normas sociais para realizar a manutenção de estigmas históricos
Manifestação explícita de agressão física
Imposição e naturalização de hierarquias sociais
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“Minha definição de gênero tem duas partes e diversos subconjuntos, que estão interrelacionados (...)” (SCOTT, 1995. p. 86). Qual alternativa apresenta essas duas partes?

Em um primeiro momento, o gênero é um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e, em seguida, o gênero é uma forma fundamental de dar significado às relações de poder.
Primeiramente, o gênero refere-se exclusivamente aos papéis familiares tradicionalmente atribuídos a homens e mulheres e, em segundo lugar, o gênero é uma maneira de descrever as diferenças de comportamento entre os sexos.
Para começar, o gênero é uma dimensão psicológica interna do indivíduo que influencia suas preferências pessoais e, depois, o gênero é uma forma de categorizar indivíduos com base em suas habilidades e interesses.
Inicialmente, o gênero é uma característica biológica que define os papéis sociais de indivíduos e, posteriormente, o gênero é uma construção cultural que não está ligada às desigualdades sociais.
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Sherry Ortner, inicialmente, associou a subordinação feminina à dicotomia natureza/cultura. Contudo, em obras posteriores, ela expande sua visão, enfatizando que mulheres são agentes ativas. Mesmo em contextos de desvalorização, elas negociam, resistem e influenciam as práticas culturais, não sendo meras vítimas passivas, mas sujeitos capazes de moldar suas realidades sociais. Considerando o texto e a Teoria da Agência Feminina de Sherry Ortner, assinale a alternativa CORRETA:

O pensamento de Ortner permaneceu inalterado, sempre defendendo a subordinação feminina como uma consequência direta e imutável de sua associação com a natureza.
As mulheres, segundo a revisão de Ortner, são vistas apenas como vítimas passivas que não possuem qualquer capacidade de influenciar as estruturas culturais.
Para Ortner, a agência feminina se manifesta exclusivamente através de atos de rebelião direta e aberta, sem considerar formas sutis de negociação ou resistência.
A evolução da teoria de Ortner destaca que a agência feminina envolve a capacidade das mulheres de agir e influenciar as estruturas culturais, mesmo em contextos de subordinação simbólica.
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(Enem) Tenho 44 anos e presenciei uma transformação impressionante na condição de homens e mulheres gays nos Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram ilegais em todos os Estados Unidos, menos Illinois. Gays e lésbicas não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tornarem as coisas ainda piores para seus semelhantes. A dimensão política da transformação sugerida no texto teve como condição necessária a

manutenção de ideologias conservadoras.
reformulação de concepções religiosas.
alteração da composição étnica da população.
ampliação da noção de cidadania.
implantação de cotas nas listas partidárias.
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A homofobia é um crime que consiste em atitudes e sentimentos negativos, discriminatórios ou preconceituosos em relação às pessoas LGBTQIAPN+. O termo deriva de medo patológico em relação à homossexualidade e aos homossexuais. A homofobia no brasil está associada:

à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.
a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.
à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.
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Em sua genealogia histórica da sexualidade, Michel Foucault recorreu a textos médicos, filosóficos e religiosos que remontam ao passado distante do Ocidente para demonstrar ideias e práticas comuns acerca da sexualidade e do sexo. Foucault constatou, por meio desses estudos, que na história ocidental, de forma geral, a sexualidade foi apresentada como uma área perigosa, que deve ser tratada com algum nível de austeridade. Há uma estreita relação entre saberes, discursos e poder sobre esse tema na história ocidental que incentivaram formas de repressão de determinadas práticas sexuais consideradas como ilegítimas na vida em sociedade. Ainda atualmente, é possível afirmar, a repressão é uma marca presente quando se trata de sexualidade em muitas instituições das sociedades contemporâneas dessa herança ocidental. Considerando o enunciado acima, assinale a afirmação verdadeira.

Os discursos religiosos estão hoje relaxando suas proibições de conduta a respeito da sexualidade não profana, o que contraria essa história genealógica.
A história da sexualidade demonstra que existiram discursos e saberes sobre o sexo e, em consequência, criou-se uma ciência das práticas sexuais naturais.
A homossexualidade foi considerada doença pelas ciências médicas no mundo até a década de 1990 e isto indica um saber-poder sobre a sexualidade
Os saberes que transformam o sexo em algo que deve ser encarado com austeridade e repressão objetivam libertar as pessoas de suas taras e obsessões.
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Para as ciências sociais, hoje, de modo geral, o que se chama de heteronormatividade está fundamentado por práticas e discursos ainda hegemônicos na sociedade brasileira quanto às questões ligadas à sexualidade. A normatividade heterossexual traz a lógica do binarismo dos corpos: homem-mulher, e tudo que é diferente disso é considerado “anormal”, “não natural”, “pecaminoso”. Essa normatividade ao tratar, por exemplo, como “anormais” todos os grupos de pessoas que, por vezes, não se enquadrem ou se identifiquem nessa sexualidade binária hegemônica gera, por vezes, preconceitos, exclusões e repressões. Considerando o exposto, conclui-se que, atualmente,

a sexualidade heteronormativa é definida por um conjunto de práticas e de discursos sobre os corpos que delimitam o que é e não é “normal” ou “natural”.
espaços de formação social, como as escolas e as congregações religiosas no Brasil, procuram produzir discursos não excludentes sobre a sexualidade.
a heteronormatividade gera discursos, mas não exerce vigilância ou controle sobre os corpos e suas sexualidades, independente se normais ou anormais.
a sexualidade é um dado da natureza, e não uma criação sociocultural, pois não pode ser inventada por práticas e discursos sobre os corpos e suas relações.
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