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1.Em um psicodiagnóstico, um psicólogo optou por utilizar o teste H-T-P (Casa – Árvore – Pessoa) de John N. Buck. No desenho da árvore, o sujeito deu ênfase exagerada nos galhos do lado esquerdo da árvore pelo número e tamanho. Ele consultou o Manual e Guia de Interpretação desta técnica projetiva de desenho e encontrou que esta característica do desenho sugere um desequilíbrio da personalidade ocasionado por uma forte tendência:
A apresentar sentimentos de ambivalência.
A evitar ou adiar satisfação emocional.
A procurar satisfação por meio do esforço intelectual.
De busca de satisfação emocional direta e imediata.
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Segundo o Manual e Guia de Interpretação do H-T-P de John Buck ao surgirem transparências no desenho da Árvore tem-se um indicativo de:
Falha patológica no contato com a realidade.
Sentimentos de distanciamento em relação à sexualidade.
Perda da capacidade de fazer ajustamentos mais refinados ao ambiente.
Sentimentos depressivos
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Entre os testes projetivos de personalidade está o Teste de Apercepção Temática - TAT, que consiste em
18 quadros impressos, totalizando 18 história
19 quadros impressos e um cartão em branco, totalizando 20 histórias.
16 quadros impressos, totalizando 16 histórias.
14 quadros impressos e um cartão em branco, totalizando 15 histórias.
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De acordo com Ocampo, na entrevista devolutiva decorrente do processo psicodiagnóstico,
Quando a criança é encaminhada por outros profissionais, a devolutiva será
realizada primeiro para aqueles que encaminharam o paciente.
Ao final do processo, quando a informação é devolvida para o paciente
intensificam-se as fantasias de doença e sua gravidade.
No atendimento com crianças, a entrevista devolutiva será realizada
somente com os pais.
Quando o paciente sabe que ao final do processo os resultados serão
discutidos com ele, irá se sentir mais comprometido com o processo
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A Entrevista Clínica tem um caráter avaliativo e descritivo de aspectos pessoais e relacionais do sujeito, em um processo que tem como objetivo realizar recomendações, encaminhamentos ou propor algum tipo de intervenção. Nesse contexto,
Sempre haverá um objetivo por parte do entrevistador que definirá as
estratégias utilizadas e seus limites.
Quando é utilizada com o propósito de realizar uma triagem, tem por objetivo
o levantamento detalhado da história do sujeito, principalmente dos aspectos
psicossexuais da infância.
Seu aspecto avaliativo não alcança efeitos terapêuticos, uma vez que está
restrito ao processo psicodiagnóstico.
É uma técnica capaz de testar os limites de aparentes contradições, no
entanto sem permitir a explicitação de particularidades indicadas pelos testes
utilizados no processo.
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A entrevista psicológica é um procedimento de avaliação complexo e pode ser realizada com diferentes objetivos. É extremamente utilizada pelos psicólogos devido às inúmeras vantagens na sua prática. Entretanto, há barreiras que, em determinadas circunstâncias, impedem sua utilização. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta uma barreira na utilização da entrevista psicológica como técnica de avaliação psicológica.
Em sua aplicação individual, exige um número mínimo de indivíduos a
serem avaliados, não se recomendando realizá‐la com menos de cinco
avaliandos.
Exige infraestrutura e condições adequadas para sua realização.
Exige especialista em facilitação de grupos.
Por ser uma técnica psicométrica, seus resultados são geralmente e
costuma ser um procedimento dispendioso.
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Conforme o modelo interpretativo de Murray, na análise de conteúdo do Teste de Apercepção Temática − TAT, o psicólogo desmembra cada história nos conteúdos expressos no tema central, chegando à identificação do herói, ao reconhecimento de seus motivos, tendências e necessidades, à exploração de seus estados interiores, ao exame das pressões:
Identificadas e tendências gerais.
Autoimpostas e do universo pessoal.
Autoimpostas e aspectos dissociativos.
Multideterminadas e do universo pessoal.
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Em um psicodiagnóstico, o psicólogo optou por utilizar o teste H-T-P (Casa - Árvore - Pessoa) de John N. Buck. Ele consultou o Manual e Guia de Interpretação desta técnica projetiva de desenho para verificar o tempo sugerido para a aplicação do teste e encontrou que a aplicação do H-T-P requer de:
a) 30 a 90 minutos, dependendo do número de desenhos solicitados
pelo examinador e que, no mínimo, podem ser pedidos 3 desenhos e
conduzido um inquérito sobre cada desenho
25 a 50 minutos, dependendo da idade do avaliado e da escolha do
examinador pela fase cromática, acromática ou ambas.
b) 20 a 40 minutos, dependendo do ritmo do avaliado e que é preciso
aplicar todos os desenhos previstos na série, para não descaracterizar o
instrumento de avaliação.
c) 60 a 120 minutos, incluindo todos os desenhos e que, no mínimo,
deve-se realizar o inquérito em 4 dos desenhos da série cromática e
acromática.
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Segundo o Manual e Guia de Interpretação da técnica projetiva de desenho H-T-P (Casa ? Árvore ? Pessoa) de John N. Buck, os desenhos coloridos feitos após os desenhos acromáticos e o inquérito posterior ao desenho evocam um nível:
De maior expressão no desenho da Casa e da Pessoa.
De menor expressão das evidências da sintomatologia do que nos
desenhos acromáticos.
Mais profundo de experiência do que os desenhos acromáticos.
Menos aparente, no que diz respeito às fantasias inconscientes
expressas.
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O objetivo das provas projetivas é:
Construir um objeto de pesquisa já que o psicólogo não trabalha
com o campo relacional na situação desse tipo de teste e também não
pode ver a prova como representando um objeto mediador.
Permitir um estudo do funcionamento psíquico individual numa
perspectiva dinâmica, ou seja, apreciar tanto as condutas psíquicas possíveis
de serem localizadas, como suas articulações singulares e suas
potencialidades de mudança.
Avaliar os sujeitos a elas submetidos sem a preocupação de apurar-se
aspectos cognitivos e/ou psicopatológicos.
ermitir um estudo do funcionamento mental alicerçado em uma rígida
conceituação teoricopsicanalítica, já que os testes projetivos possuem sempre
a necessidade de avaliar as estruturas de personalidade neuróticas.
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Segundo o Manual e Guia de Interpretação da técnica projetiva de desenho H-T-P (Casa-Árvore-Pessoa), de John N. Buck, em relação ao desenho da árvore, quando ela se apresenta grande e vigorosa, fundamentalmente implica que o indivíduo tem fortes necessidades para:
Competição e rivalidade.
Reflexão e isolamento.
Expressão gráfica e verbal.
Dominação e exibicionismo.
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Foi solicitado a um psicólogo que prescreva um tratamento a um indivíduo. Para avaliá-lo ele resolveu incluir nos seus procedimentos, um teste como técnica para a investigação da dinâmica da personalidade, composto por 31 pranchas que abrangem situações humanas clássicas, em cujas instruções originais, a cada sujeito devem ser aplicados 20 estímulos, perfazendo o total de vinte histórias. O teste escolhido foi o Teste:
Das Frases Incompletas.
De Szondi.
De Apercepção Infantil.
De Apercepção Temática.
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De acordo com Arzeno (1995), sobre o Psicodiagnóstico Clínico é incorreto afirmar que:
O psicodiagnóstico pode incluir, além das entrevistas iniciais, os testes, a
hora de jogo com crianças e as entrevistas familiares.
Fazer um diagnóstico psicológico significa necessariamente o mesmo
que fazer um psicodiagnóstico.
O psicodiagnóstico é um estudo profundo da personalidade, do ponto de
vista fundamentalmente clínico.
Um elemento importante que é dado pelo psicodiagnóstico refere-se à
relação de transferência-contratransferência.
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Arzeno (1995) destaca a importância dos testes projetivos gráficos no processo de psicodiagnóstico. Sobre os testes projetivos gráficos, é incorreto afirmar que:
Oferecem maior confiabilidade que a linguagem verbal, a qual é uma
aquisição mais tardia e pode ser muito mais submetida ao controle consciente
do indivíduo.
Os testes gráficos não devem ser complementados com associações
verbais para não perder sua validade e fidedignidade.
São instrumentos acessíveis às pessoas de baixo nível de escolaridade e/ou
com dificuldades de expressão oral.
São de grande utilidade com crianças pequenas que ainda não falam com
clareza, mas que já possuem um nível excelente de simbolização nas
atividades gráficas e lúdicas.
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Segundo o Manual da Técnica Projetiva de Desenho Casa – Árvore – Pessoa, de John N. Buck, na avaliação do desenho deve-se examiná-lo em relação à localização, ao tamanho, à orientação e à qualidade:
Geral, bem como os desvios nas áreas gerais apresentadas na lista de
características do desenho que tenham algum possível significado
clínico.
Dinâmica, bem como os desvios de conduta identificados no conteúdo
gráfico que tenham algum significado psíquico.
Lúdica, especificamente, bem como os desvios nas áreas apresentadas
relativas à dinâmica do self que tenham algum possível significado plástico.
Psiconeurológica, bem como os desvios cognitivos percebidos na lista de
indicadores do desenho que tenham algum possível significado concreto.
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Consta no Manual do Teste de Apercepção Temática – T.A.T., de Henry A. Murray, como parte da instrução a ser dada ao examinando, que ele tem:
Cinquenta minutos para as 10 pranchas, podendo utilizar cerca de 5
minutos para cada história.
Trinta minutos para as 10 pranchas, podendo utilizar cerca de 3 minutos
para cada história.
Quarenta minutos para as 10 pranchas, podendo utilizar cerca de 4 minutos
para cada história.
Sessenta minutos para as 10 pranchas, podendo utilizar cerca de 6 minutos
para cada história.
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A técnica projetiva de desenho da Casa-Árvore-Pessoa (House-Tree- Person, HTP) tem sido utilizada para obter informação sobre como uma pessoa experiencia sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar. Segundo John N. Buck, autor do Manual e Guia de Interpretação do teste, o HTP:
Estimula a livre expressão por parte do examinando, podendo, nesses
casos, ser dispensada a fase de Inquérito.
Favorece a expressão de elementos caracteriológicos, apresentados na
fase adulta.
Permite a discriminação do alcance das estruturas cognitivas.
Estimula a projeção de elementos da personalidade
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Maria Esther Garcia Arzeno acredita que é importante, em um Psicodiagnóstico, incluir testes padronizados, pois dão margem de segurança diagnóstica maior, e pensa que a bateria de testes utilizada deve incluir instrumentos que permitam obter ao máximo:
Uma descrição do funcionamento cognitivo e do tipo de personalidade do
examinando.
A projeção de si mesmo.
Informações detalhadas sobre a história pregressa do paciente.
Uma versão do funcionamento do examinando, a partir dos problemas por
ele apresentado
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Jurema Alcides Cunha afirma que a história pessoal (ou anamnese) pressupõe uma reconstituição global da vida do paciente, como um marco referencial em que a problemática atual se enquadra e ganha significação. Acredita que, frequentemente, a anamnese é delineada:
A partir de muitos dados, que não têm conexão com a enfermidade
corrente, sendo melhor concentrar-se em colher informações sobre o momento
presente
A partir de registros detalhados sobre o desenvolvimento da criança nas
diversas áreas do desenvolvimento e que ela é primordial no início de qualquer
psicodiagnóstico.
Por uma série de dados, conseguidos exaustivamente, em busca de uma
precisão cronológica, mas que essa tarefa é importante para a seqüência do
atendimento e que não deve ser suprimida ou resumida.
De forma mais sistemática e formal, produzindo um acúmulo de dados
que não contribuem para o entendimento do caso, mas tendo sentido
quando há suspeitas de desvios de desenvolvimento numa criança.
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Durante a entrevista psicodiagnóstica, o profissional deve adotar uma postura que favoreça o estabelecimento de uma relação terapêutica. Nesse contexto, é importante que o psicólogo demonstre:
Julgamento e crítica para estimular o autoconhecimento do paciente.
Uma atitude autoritária para impor autoridade ao processo.
Neutralidade emocional, evitando qualquer expressão de empatia.
Empatia e acolhimento, buscando compreender o mundo interno do
paciente.
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A avaliação psicológica é uma ferramenta importante em casos de crianças e adolescentes com suspeita de abuso sexual. Essas suspeitas podem vir de diversos contextos, tal como a partir de avaliações médicas. Sobre essa situação, assinale a alternativa correta sobre o processo de avaliação psicológica para esses casos:
O ideal é que a vítima passe por vários processos de avaliação para que seja
confirmado o caso de abuso, pois trata-se de um crime grave.
Ao realizar a avaliação, o psicólogo deve ter consciência de que possui a
obrigatoriedade da denúncia caso alguma situação de violação dos
direitos dessas populações seja confirmada.
A maioria dos casos de abuso sexual em crianças e adolescentes envolve a
violação física. Assim, a avaliação psicológica é menos necessária que o
exame médico.
Ao avaliar a criança ou o adolescente suspeito de abuso sexual, não se deve
esclarecer prontamente as razões da avaliação. Isso serve para protegê-los de
uma sensação de exposição.
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Em um processo de psicodiagnóstico, é necessário saber os fundamentos principais da avaliação psicológica. A respeito desses fundamentos, assinale a alternativa correta:
A devolutiva não é considerada uma etapa da avaliação psicológica.
Testagem psicológica é um sinônimo para avaliação psicológica, pois ambos
objetivam descrever e mensurar processos psicológicos
Avaliação psicológica é um processo amplo, síntese da integração de
informações provenientes de fontes diversas, tal como os testes.
Na avaliação psicológica, a entrevista livre e pouco estruturada é a mais
recomendada.
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Assinale a alternativa CORRETA a respeito da utilização dos testes psicológicos, de acordo com o Conselho Federal de Psicologia.
O Conselho Federal de Psicologia disponibiliza a relação dos testes validados,
com a indicação de quais testes o psicólogo deve utilizar em cada contexto, no
SATEPSI.
Os testes psicológicos são amplamente utilizados para diagnosticar e tratar
doenças mentais, fornecendo uma base objetiva para avaliação e planejamento
de intervenções.
O Conselho Federal de Psicologia defende a autonomia profissional dos
psicólogos quanto à escolha dos testes psicológicos.
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Cunha (2007) caracteriza o psicodiagnóstico como um processo científico, porque deve partir de um levantamento prévio de hipóteses que serão confirmadas ou informadas através de passos predeterminados e com objetivos precisos. Pressupõe-se, naturalmente, que o psicólogo saiba que instrumentos são eficazes quanto a requisitos metodológicos. Os comportamentos específicos do psicólogo, conforme os objetivos do psicodiagnóstico, devem ser: I. determinar motivos do encaminhamento, queixas e outros problemas iniciais. II. levantar hipóteses iniciais e definir os objetivos do exame. III. realizar exame do estado físico do paciente. IV. colher dados sobre a história profissional do paciente. É correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
V e I, apenas.
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Assinale a opção correta acerca do psicodiagnóstico.
A entrevista clínica utilizada para realização do psicodiagnóstico não se
confunde com o processo terapêutico.
É um processo que pode utilizar diferentes procedimentos e instrumentos
da psicologia.
Requer a utilização de pelo menos um instrumento psicológico padronizado de
medida da personalidade.
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Em relação aos processos de avaliação psicológica, de acordo com a Resolução CFP 31/2022, assinale a alternativa correta.
Avaliação psicológica remota, mediada por tecnologia da informação e
comunicação (TICs), não é autorizada pelo Conselho Federal de Psicologia.
Nas avaliações psicológicas para casos específicos de cirurgias ou outros
procedimentos médicos, como cirurgias bariátricas ou de redesignação sexual,
o mais importante é o fornecimento de um psicodiagnóstico que identifique
patologias, sem considerar o funcionamento psicológico global dos indivíduos.
Psicólogas e psicólogos, dependendo do contexto, podem recorrer a
documentos técnicos – como relatórios de equipes multiprofissionais –
como recursos auxiliares na avaliação psicológica.
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A avaliação psicológica é uma prática intrínseca ao exercício profissional de qualquer psicólogo, uma vez que para a condução de qualquer intervenção psicológica é necessária uma análise do indivíduo e de suas demandas (Nakano & Alves, 2019).
A avaliação psicológica implícita na atuação do profissional psicólogo é
diferente da avaliação psicológica como procedimento mais amplo
destinado essencialmente à prática avaliativa.
O conceito de avaliação psicológica passou de uma coleta de dados com
intuito de descrever comportamentos para um processo amplo e estruturado
que visa obter informações para diferentes fins.
A avaliação psicológica implícita na atuação do profissional psicólogo é igual à
avaliação psicológica como procedimento mais amplo destinado
essencialmente à prática clínica.