
Português: Funções da Linguagem (Objetivas) | Tayná Silva
Faça enquanto aprende e aprenda enquanto faz.
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(UEMG-2006) Assinale a alternativa em que o(s) termo(s) em negrito do fragmento citado NÃO contém (êm) traço(s) da função emotiva da linguagem.
Outras leituras significativas são o rótulo de um produto que se vai comprar, os preços do bem de consumo, o tíquete do cinema, as placas do ponto de ônibus (...)
Os poemas (infelizmente!) não estão nos rótulos de embalagens nem junto aos frascos de remédio.
A leitura ganha contornos de “cobaia de laboratório” quando sai de sua significação e cai no ambiente artificial e na situação inventada.
Ler e escrever são condutas da vida em sociedade. Não são ratinhos mortos (...) prontinhos para ser desmontados e montados, picadinhos (...)
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(Enem-2014) O telefone tocou. — Alô? Quem fala? — Como? Com quem deseja falar? — Quero falar com o sr. Samuel Cardoso. — É ele mesmo. Quem fala, por obséquio? — Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel? Faça um esforço. — Lamento muito, minha senhora, mas não me lembro. Pode dizer-me de quem se trata? Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o receptor, predomina no texto a função:
referencial
emotiva
fática
metalinguística
conativa
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UFV-2005) Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos: I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa, Alagoas, e logo planeei adquirir a propriedade S. Bernardo, onde trabalhei, no eito, com salário de cinco tostões. II. Uma semana depois, à tardinha, eu, que ali estava aboletado desde meio-dia, tomava café e conversava, bastante satisfeito. III. João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de trás para diante. IV. Já viram como perdemos tempo em padecimentos inúteis? Não era melhor que fôssemos como os bois? Bois com inteligência. Haverá estupidez maior que atormentar-se um vivente por gosto? Será? Não será? Para que isso? Procurar dissabores! Será? Não será? V. Foi assim que sempre se fez. [respondeu Azevedo Gondim] A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia. Assinale a alternativa em que ambas as passagens demonstram o exercício de metalinguagem em São Bernardo:
III e IV.
III e V.
I e II.
I e IV.
II e V.
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(Enem-2012) Desabafo Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado. Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois:
a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.
o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
5
Identifique a frase em que a função da linguagem predominante é a função referencial.
Existem três acentos gráficos na língua portuguesa.
Sim... Sei… estou ouvindo, claro.
Estou muito animada com o meu novo emprego.
Siga o meu exemplo. Você se sentirá melhor!
6
Qual a função da linguagem presente na frase: “Ligue agora! Não perca esta oportunidade!”
Função metalinguística
Função expressiva
Função apelativa
Função fática
7
Com qual elemento da comunicação está relacionada a função metalinguística da linguagem?
Mensagem
Receptor
Canal
Código
8
Indique quais as funções da linguagem presentes nas seguintes frases. a) Alô? Alô? b) 1995 foi um ano muito difícil para mim. c) Que ódio! Que raiva! d) Claro! Não é mesmo?
Função Referencial, Fática
Função Metalinguística, Referencial
Função Poética, Emotiva ou Expressiva
Função Fática, Emotiva ou Expressiva
9
Selecione as opções que indicam apenas os elementos da comunicação.
Emissor, mensagem, receptor, código, canal, referente.
Emissor, mensagem, transmissão, código, receptor, contexto.
Mensagem, emissor, intenção, receptor, contexto, código, canal.
10
Assinale as duas opções que indicam caraterísticas da função emotiva ou expressiva.
Há a presença de interjeições que enfatizam o discurso.
É pessoal, sendo utilizada a 1.ª pessoa do discurso.
Há a presença de interjeições que enfatizam o discurso.
É pessoal, sendo utilizada a 1.ª pessoa do discurso.
Transmite uma informação de forma clara, objetiva e direta.
É pessoal, sendo utilizada a 1.ª pessoa do discurso.
Predomina o uso de verbos no imperativo.
Há a presença de interjeições que enfatizam o discurso.
Predomina o uso de verbos no imperativo.
É pessoal, sendo utilizada a 1.ª pessoa do discurso.
Transmite uma informação de forma clara, objetiva e direta.
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Qual das seguintes opções não se refere a uma característica da função poética?
Privilegia a melodia e sonoridade das palavras.
Utiliza uma linguagem elaborada e cuidada.
Procura criar uma comunicação bela e inovadora.
Utiliza uma linguagem denotativa.
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De acordo com as intenções comunicativas e os recursos linguísticos que se destacam, determinadas funções são atribuídas à linguagem. A função que predomina nesse texto é a conativa, uma vez que ele:
coloca em evidência o canal de comunicação pelo uso das palavras “corrige” e “confirma”.
atua sobre o interlocutor, procurando convencê-lo a realizar sua escolha de maneira consciente.
privilegia o texto verbal, de base informativa, em detrimento do texto não verbal.
evidencia as emoções do enunciador ao usar a imagem de uma criança.
usa a imagem como único recurso para interagir com o público a que se destina.
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Aprenda a chamar a polícia Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente. Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma: — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro de escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara! Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo. Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia. No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse: — Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão. Eu respondi: — Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível. Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui:
no registro de uma experiência pessoal, sob uma visão parcial dos fatos.
no uso de interjeições que destacam, no texto, o ato comunicacional.
na organização da mensagem a partir de critérios estéticos que objetivam envolver os leitores na narrativa.
no intento de se escrever uma crônica tendo como objeto referenciado a própria crônica.
no retrato das distintas condutas assumidas pelo referente em situações diversas.
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“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar, porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.” No texto, a função emotiva da linguagem pode ser identificada por meio da característica indicada em:
objetividade da informação transmitida, ausentando-se juízo de valor sobre o tema.
mensagem centrada no emissor, deixando claros seus anseios e suas percepções sobre a própria vida.
emprego de formas verbais no pretérito, mantendo uma relação comparativa entre o eu passado e o eu presente.
presença de marcas de interlocução, legitimando o canal de comunicação.
evidência do código reproduzido por meio dele próprio, esclarecendo o assunto principal.
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Enem 2017) TEXTO I Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras dos grandes escritores, em cuja linguagem as classes ilustradas põem o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso idiomático estabilizou e consagrou. TEXTO II Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie — nem sequer mental ou de sonho —, transmudou sê-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até́, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintática, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida. A linguagem cumpre diferentes funções no processo de comunicação. A função que predomina nos textos I e II...
destaca o “como” se elabora a mensagem, considerando-se a seleção, combinação e sonoridade do texto.
focaliza o “quem” produz a mensagem, mostrando seu posicionamento e suas impressões pessoais.
orienta-se no “para quem” se dirige a mensagem, estimulando a mudança de seu comportamento.
enfatiza sobre “o quê” versa a mensagem, apresentada com palavras precisas e objetivas.
coloca o foco no “com o que” se constrói a mensagem, sendo o código utilizado o seu próprio objeto.
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Perder a tramontana A expressão ideal para falar de desorientados e outras palavras de perder a cabeça É perder o norte, desorientar-se. Ao pé da letra, “perder a tramontana” significa deixar de ver a estrela polar, em italiano stella tramontana, situada do outro lado dos montes, que guiava os marinheiros antigos em suas viagens desbravadoras. Deixar de ver a tramontana era sinônimo de desorientação. Sim, porque, para eles, valia mais o céu estrelado que a terra. O Sul era região desconhecida, imprevista; já o Norte tinha como referência no firmamento um ponto luminoso conhecido como a estrela Polar, uma espécie de farol para os navegantes do Mediterrâneo, sobretudo os genoveses e os venezianos. Na linguagem deles, ela ficava transmontes, para além dos montes, os Alpes. Perdê-la de vista era perder a tramontana, perder o Norte. No mundo de hoje, sujeito a tantas pressões, muita gente não resiste a elas e entra em parafuso. Além de perder as estribeiras, perde a tramontana... Nesse texto, o autor remonta às origens da expressão “perder a tramontana”. Ao tratar do significado dessa expressão, utilizando a função referencial da linguagem, o autor busca...
expor dados reais de seu emprego.
criticar sua origem conceitual.
apresentar seus indícios subjetivos.
explorar sua dimensão estética.
convencer o leitor a utilizá-la.
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Enem 2020) Vou-me embora p’ra Pasárgada foi o poema de mais longa gestação em toda a minha obra. Vi pela primeira vez esse nome Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas” ou “tesouro dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias, como o de L’invitation au Voyage, de Baudelaire. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito em minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente este grito estapafúrdio: “Vou-me embora p’ra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da “vida besta”. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; [...] Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e “não de uma forma imperfeita neste mundo de aparências”, uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a “minha” Pasárgada. Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é a:
apelativa, porque o poeta tenta convencer os leitores sobre sua dificuldade de compor um poema.
metalinguística, porque o poeta tece comentários sobre a gênese e o processo de escrita de um de seus poemas.
emotiva, porque o poeta expõe os sentimentos de angústia que o levaram à criação poética.
referencial, porque o texto informa sobre a origem do nome empregado em um famoso poema de Bandeira.
poética, porque o texto aborda os elementos estéticos de um dos poemas mais conhecidos de Bandeira.
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A agência Loducca criou um anúncio comestível para divulgar a pesquisa Dossiê Universo Jovem da MTV. A proposta é ser um anúncio autossustentável, já que o tema da pesquisa é sustentabilidade. Considerando suas finalidades comunicativas, pode-se afirmar que o cartaz
mantém o compromisso com o caráter informativo da mensagem com objetividade na apresentação do tema.
emprega a linguagem conotativa para despertar o interesse pelo assunto divulgado.
foca nas intenções do emissor da mensagem para comunicar a importância da sustentabilidade.
utiliza o código como uma forma de estimular o consumo do produto divulgado na publicidade.
alcança os interlocutores a partir de uma estratégia persuasiva centrada no modo verbal.
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Nessa simulação de verbete de dicionário, não há a predominância da função metalinguística da linguagem, como seria de se esperar. Identificam-se elementos que subvertem o gênero por meio da incorporação marcante de características da função:
emotiva, como em “é quando eu esqueço o que não importa.”
conativa, como em “(valeu, galera)!”.
fática, como em “é o dia que recebo o maior número de ligações no meu celular.”
referencial, como em “é festejar o próprio ser.”
poética, como em “é a felicidade fazendo visita.”
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Considerando a tirinha acima, pode-se concluir que, nela, está presente a função da linguagem denominada:
fática, pois vários termos, embora desprovidos de significado, permitem o início do processo comunicativo.
metalinguística, pois se reflete sobre o valor das palavras, isto é, sobre o uso da língua e sua função social.
poética, pois o importante é passar as informações de forma clara e objetiva, desprezando-se a preocupação com a elaboração da linguagem.
emotiva, pois o eu lírico pode expressar livremente as emoções com as quais está em conflito.
apelativa, pois está ausente a intenção de atingir o receptor com o intuito de modificar o seu comportamento.
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Ênfase no emissor (1ª pessoa) e na expressão direta de suas emoções e atitudes. A qual função pertence essas características?
Conativa ou Apelativa
Metalinguística
Fática
Emotiva ou Expressiva
Referencial, Informativa ou Denotativa
Poética
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Evidencia o assunto, o objeto, os fatos, os juízos. É a linguagem da comunicação. A qual função pertence essas características?
Referencial, Informativa ou Denotativa
Poética
Metalinguística
Emotiva ou Expressiva
Fática
Conativa ou Apelativa
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Busca mobilizar a atenção do receptor, produzindo um apelo ou uma ordem. A qual função pertence essas características?
Emotiva ou Expressiva
Fática
Poética
Metalinguística
Conativa ou Apelativa
Referencial, Informativa ou Denotativa
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Visa à tradução do código ou à elaboração do discurso, seja ele linguístico ou extralinguístico. A qual função pertence essas características?
Conativa ou Apelativa
Emotiva ou Expressiva
Fática
Metalinguística
Referencial, Informativa ou Denotativa
Poética
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Voltada para o processo de estruturação da mensagem e para seus próprios constituintes, tendo em vista produzir um efeito estético. A qual função pertence essas características?
Referencial, Informativa ou Denotativa
Conativa ou Apelativa
Fática
Poética
Metalinguística
Emotiva ou Expressiva
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A mãe de Felipe sacude-o levemente e o chama: “FELIPE, ESTÁ NA HORA DE ACORDAR”. O que está destacado é:
O receptor
O emissor
O canal
A mensagem
O código
O referente
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Tempo Perdido Todos os dias quando acordo, Não tenho mais o tempo que passou Mas tenho muito tempo: Temos todo o tempo do mundo. Todos os dias antes de dormir, Lembro e esqueço como foi o dia: (...) Nosso suor sagrado É bem mais belo que esse sangue amargo (...) Veja o sol dessa manhã tão cinza: A tempestade que chega é da cor dos teus Olhos castanhos Então me abraça forte E diz mais uma vez Que já estamos distantes de tudo: Temos nosso próprio tempo. Não tenho medo do escuro, Mas deixe as luzes acesas agora, O que foi escondido é o que se escondeu, E o que foi prometido, ninguém prometeu Nem foi tempo perdido; Somos tão jovens tão jovens tão jovens Entre os trechos a seguir, retirados da letra Tempo Perdido, o que melhor reflete a função conativa ou apelativa da linguagem é:
“Todos os dias antes de dormir/ Lembro e esqueço como foi o dia”.
“O que foi escondido é o que se escondeu, / E o que foi prometido, ninguém prometeu”.
“Então me abraça forte/ E diz mais uma vez/ Que já estamos distantes de tudo”.
“Nem foi tempo perdido/ Somos tão jovens”.
“Todos os dias quando acordo, / Não tenho mais o tempo que passou”.
28

O texto acima tem o foco comunicativo no destinatário (leitor), de modo que o objetivo é persuadi-lo através da mensagem transmitida. Logo, a função predominante da linguagem é:
Emotiva ou Expressiva.
Conativa ou Apelativa.
Poética.
Referencial ou Denotativa.
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Assinale a alternativa que apresenta a definição CORRETA sobre as funções da linguagem.
A função referencial é característica das obras literárias, pois utiliza o sentido conotativo das palavras.
A função conativa tem como objetivo principal transmitir as emoções e desejos do próprio emissor.
A função metalinguística tem como objetivo principal informar, referenciar algo importante ao leitor.
A função apelativa é caracterizada por uma linguagem persuasiva que tem o intuito de convencer o leitor.
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Todas as funções desempenham um papel específico na comunicação. Na tirinha acima, por exemplo, é possível perceber a preocupação de Calvin em manter o contato com o interlocutor. Portanto, qual a função da linguagem predominante na conversa do personagem?
Função Emotiva
Função Metalinguística
Função Poética
Função Apelativa
Função Referencial
Função Fática
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As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. O texto lido é um exemplo de função:
Informativa
Conativa
Emotiva
Poética
Metalinguística
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Qual a função da linguagem predominante do texto acima?
Expressiva
Metalinguística
Referencial
Conativa
Poética
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Analisando a tirinha acima, assina-le a alternativa correta.
função referencial na informação lida no jornal, e função conativa na sugestão que Mafalda dá à cultura
função fática na pergunta que Mafalda faz a Filipe com intenção de testar o canal de comunicação, e função referencial na informação lida por Filipe no jornal
função emotiva na expressão dos sentimentos de Mafalda, e função apelativa na sugestão que Mafalda dá à cultura
função emotiva nos sentimentos expressos pelo programa a que Mafalda estava assistindo, e função referencial na informação lida por Filipe no jornal
função conativa na sugestão que Mafalda dá à cultura, e função metalinguística na expressão da tirinha estar se referindo a ela mesma
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(PUC/SP-2001) A Questão é Começar Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como vai?” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo o contrário: escrever para pensar, uma outra forma de conversar. Assim fomos “alfabetizados”, em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí”, me diz você. “O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, “Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo. Não me deixe falando sozinho.” Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde. Observe a seguinte afirmação feita pelo autor: “Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. Indique a alternativa que explicita essa função.
Função Expressiva
Função Referencial
Função Poética
Função Fática
Função Metalinguística
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Observe, ao lado, esta gravura de Escher: Na linguagem verbal, exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se, com frequência
nos jornais, quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extremamente intrigante.
na literatura, quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso.
na prosa científica, quando o autor descreve com isenção e distanciamento a experiência de que trata.
nos manuais de instrução, quando se organiza com clareza uma determinada sequência de operações.
nos textos publicitários, quando se comparam dois produtos que têm a mesma utilidade.
36
(Enem-2014) Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência. Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da
metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições.
expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”.
poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”.
referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa.
fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”.
37
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este 10 poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em África, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão. O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela:
defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.
valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.
discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.
tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.
abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.
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(Enem-2010) A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações. Predomina no texto a função da linguagem
conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.
referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.
fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.
emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.
poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.
39
( ENEM 2009) Canção do vento e da minha vida O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores, de folhas. [...] O vento varria os sonhos E varria as amizades... O vento varria as mulheres... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres. O vento varria os meses E varria os teus sorrisos... O vento varria tudo! E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo. Predomina no texto a função da linguagem:
referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais.
fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação.
poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto.
metalinguística, porque há explicação do significado das expressões.
conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação.
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Os textos apresentam com frequência diversas funções da linguagem. Assinale, dentre as funções apresentadas, aquela que aparece de forma mais explícita na tirinha de Alexandre Beck:
Função Poética
Função Referencial
Função Conativa
Função Fática
Função Metalinguística
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Qual é a função da linguagem que embasa (apoia) o tema da tirinha a seguir?
Função Metalinguística
Função Poética
Função Expressiva
Função Referencial
Função Conativa
Função Fática
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Nessa tirinha, predomina-se a função:
Referencial
Fática
Conativa
Poética
Emotiva
Metalinguística
43

Assim, considerando as informações apresentadas sobre as intenções do falante durante o ato comunicativo e a exploração das diferentes funções, é correto afirmar a respeito da análise da tira que:
a frase encontrada no primeiro quadrinho explora a função fática.
a frase encontrada no primeiro quadrinho explora a função referencial.
a frase encontrada no último quadrinho explora a função metalinguística.
a frase encontrada no primeiro quadrinho explora a função emotiva.
a frase encontrada no terceiro quadrinho explora a função apelativa.
44

Alexandre Beck, na construção de sua tirinha, tendo em vista a intencionalidade de sua mensagem, utiliza recursos linguísticos que evidenciam uma função de linguagem. O autor reforça a presença da função (marque a única alternativa correta):
Emotiva, pois o emissor coloca em evidência suas emoções em relação à composição de quadrinhos.
Poética, o texto verbal aborda os elementos estéticos da composição de histórias em quadrinhos.
Metalinguística, pois o personagem tece comentários sobre a construção do gênero textual quadrinhos.
Apelativa, pois o objetivo do emissor é persuadir seu interlocutor sobre a dificuldade de escrever histórias em quadrinhos.