Perguntas sobre Angústia de Graciliano Ramos

Perguntas sobre Angústia de Graciliano Ramos

Perguntas referentes a obra Angústia e Graciliano Ramos.

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Nicolly Morais

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01. (PUC) Graciliano Ramos, cujos livros chegaram à publicação a partir de 1933, distingue-se no quadro amplo da literatura que a partir do Modernismo foi produzida. É marca de sua modernidade, que se constitui de maneira peculiar e distinta:

A elevação da caatinga a espaço mítico de transcendência e superação do real.
A procura rousseauniana do ideal na simplicidade campestre, na vida rústica, mas gratificante do sertanejo.
A exaltação da cultura popular baiana.
A via do despojamento, que o faz recusar o pitoresco, isentando-o de fraquezas populistas.
A reconstituição saudosista do passado, sufocados o espírito crítico e o impulso para a reavaliação.
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02. (UCMG) Graciliano Ramos é autor que, no Modernismo, faz parte da:

Fase destruidora, que procura romper com o passado.
Segunda fase, em que se destaca a ficção regionalista.
Fase irreverente, que busca motivos no primitivismo.
Década de 60, que transcendentaliza o regionalismo.
Geração de 45, que procura estabelecer uma ordem no caos anterior.
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3. Os seguintes livros estão entre as principais obras de Graciliano Ramos:

O Quinze, Caminho de pedras e As três Marias.
O tempo e o vento, O resto é silêncio e Incidente em Antares.
Fogo morto, Riacho doce e Menino de engenho.
São Bernardo, Angústia e Vidas secas.
Grande Sertão: Veredas, Sagarana e Primeiras estórias.
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4. Sobre Graciliano Ramos estão corretas as proposições, exceto:

O autor de Vidas secas sobressai-se sobre os demais de sua época pelas suas qualidades universalistas e, sobretudo, pela linguagem enxuta, rigorosa e conscientemente trabalhada.
Mais conhecido por seus romances, Graciliano Ramos não foi apenas romancista: escreveu contos (Histórias incompletas, Insônia, Alexandre e outros heróis), crônicas (Linhas tortas, Viventes das Alagoas) e impressões de viagens (Viagem).
Iniciou sua carreira de escritor com obras de cunho regionalista e de denúncia social; passou por diferentes fases até chegar à fase em que se voltou para a crônica de costumes.
Graciliano Ramos alcançou raro equilíbrio ao reunir análise sociológica e psicológica, mostrando-se como o legítimo continuador de Machado de Assis na trajetória do romance brasileiro.
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5. (Enem 2007) Texto I "Agora Fabiano conseguia arranjar as idéias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a arrastá-los? Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo." (Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins, 23.ª ed., 1969, p. 75.) Texto II Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, enigmático, impermeável. Não há solução fácil para uma tentativa de incorporação dessa figura no campo da ficção. É lidando com o impasse, ao invés de fáceis soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma linguagem, uma estrutura romanesca, uma constituição de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas não se identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto como um ser humano de segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente complexos. O que Vidas Secas faz é, com pretenso não envolvimento da voz que controla a narrativa, dar conta de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam plenamente capazes. (Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. São Paulo: USP, n.° 2, 2001, p. 254.) No texto II, verifica-se que o autor utiliza:

Linguagem regionalista para transmitir informações sobre literatura, valendo-se de coloquialismo para facilitar o entendimento do texto.
Linguagem inovadora, visto que, sem abandonar a linguagem formal, dirige-se diretamente ao leitor.
Linguagem coloquial para narrar coerentemente uma história que apresenta o roceiro pobre de forma pitoresca.
Linguagem formal com recursos retóricos próprios do texto literário em prosa para analisar determinado momento da literatura brasileira.
Linguagem predominantemente formal para problematizar, na composição de Vidas Secas, a relação entre o escritor e o personagem popular.
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6. (FUVEST-SP) Costuma-se reconhecer que a obtenção de verossimilhança (capacidade de tornar a ficção semelhante à verdade) é a principal dificuldade artística inerente à composição de São Bernardo. Essa dificuldade decorre principalmente:

Do caráter inverossímil da acumulação de capital na zona árida do Nordeste.
Da junção do estilo seco, econômico, com o caráter épico, eloquente, dos fatos narrados.
Da mistura de narrativa psicológica, individual, com intenções doutrinárias, políticas e sociais.
Da distância que há entre a brutalidade do narrador-personagem e a sofisticação da narrativa.
Da incompatibilidade de base entre o narrador-personagem e Madalena, que torna difícil crer em seu casamento.
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