Língua Portuguesa

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Elementos da Narrativa

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Solania Souza

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1

O defunto vivo Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) Este texto é:

uma Crônica
um Conto
uma Fábula
uma Notícia
2

O defunto vivo Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) O narrador é:

personagem
observador e onisciente
onisciente
observador
3

No trecho: Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. Onde se passa a história?

Em alguns arraiais do interior mineiro,
dentro do caixão
numa cidade
na cidade vizinha
4

No trecho: Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. Que trechos abaixo indicam marcas de tempo no texto:

"costumavam buscar o caixão na cidade vizinha,"
"vinha pela estrada um caminhão"
"quando morria alguém, "
"Em alguns arraiais do interior mineiro"
5

Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) Esse texto corresponde a que tipologia textual?

Dissertativa
Descritiva
Expositiva
Narrativa
6

Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) O foco narrativo nesse texto é:

2ª pessoa
1ª pessoa
4ª pessoa
3ª pessoa
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Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) Quem é o personagem principal?

a primeira pessoa que pediu carona
todas as outras pessoas que pediram carona
o motorista
o narrador
8

Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) No trecho “Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir”, *quem é o outro a quem o motorista se refere?

ao defunto que está dentro do caixão
todas as pessoas que pediram carona
a 1ª pessoa que pediu carona
ao caixão
9

Em alguns arraiais do interior mineiro, quando morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém fez sinal, pedindo carona. O motorista parou. - Se você não se incomodar de ir na carroceria, junto ao caixão, pode subir. O homem disse que não tinha importância, que estava com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem prosseguiu. Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele, fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou no sono. Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O motorista falou: - Se você não se importa de viajar com o outro que está lá em cima, pode subir. O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o povoado. De tempos em tempos, novos caronas subiam na carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto seguiam viagem. Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se escondera da chuva dentro dele. Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a palma da mão para fora, fala em voz alta: - Será que já passou a chuva? Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje. (Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995) Esse texto tem a intenção de provocar:

reflexão
humor e reflexão
humor
crítica
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