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(FACIMPA) Uma mulher cisgênero de 42 anos procura o ambulatórioescola de coloproctologia com queixa de dor anal intensa e desconforto ao evacuar, que piorou nos últimos meses. Ela relata episódios de sangramento ao evacuar, com sangue vivo no papel higiênico. Além disso, sente a presença de um “caroço” na região anal, que costuma “sair para fora” durante a evacuação e, nas últimas semanas, não tem retornado espontaneamente, mesmo com auxílio digital. A paciente relata constipação crônica, com esforço evacuatório frequente. Ao exame físico, observam-se sinais de prolapso hemorroidário. Diante do quadro clínico, qual a conduta mais adequada para o manejo dessa paciente, baseado na classificação das doenças hemorroidárias?
C) Prescrever medidas conservadoras, como aumento da ingesta de fibras e uso de
laxantes, orientando retorno em um mês para reavaliação da resposta ao tratamento.
B) Prescrever pomadas tópicas à base de corticoides e anestésicos locais, que
promovem alívio rápido dos sintomas e podem evitar a necessidade de cirurgia em
casos de hemorroidas prolapsadas.
A) Realizar ligadura elástica das hemorroidas no ambulatório, que é uma opção eficaz para a resolução completa dos sintomas, principalmente em casos de hemorroidas
grau II.
D) Indicar tratamento cirúrgico para correção do prolapso hemorroidário, já que a
paciente apresenta sintomas refratários ao manejo conservador e o prolapso não está retornando espontaneamente.
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(UNINOVAFAPI) Ana, 34 anos, gestante de 32 semanas, comparece ao ambulatório de alto risco relatando inchaço progressivo nas pernas e rosto, acompanhado de dores de cabeça frequentes e turvação visual nos últimos dias. Ela tem diagnóstico de hipertensão arterial crônica e está em acompanhamento regular, mas nas últimas semanas tem percebido piora dos sintomas. No exame físico, apresenta edema 3+/4+ em membros inferiores, pressão arterial de 170/110 mmHg, e reflexos tendíneos exaltados. A análise de urina revela proteinúria significativa. Com base no caso de Ana, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada?
C) Pré-eclâmpsia grave, administração de sulfato de magnésio e monitoramento fetal intensivo.
A) Edema fisiológico da gestação, aumento da ingestão de líquidos e repouso.
D) Hipertensão gestacional sem complicações, manejo ambulatorial e repouso.
B) Síndrome HELLP, administração de corticosteroides e interrupção imediata da gestação.
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(FIPGUANAMBI) Recém-nascido (RN) de 38 semanas de idade gestacional, parto cesáreo, nasceu hipotônico com frequência cardíaca (FC) de 56 bpm, cianótico e choro ausente. Foram iniciadas as manobras de reanimação, ventilação adequada, intubação orotraqueal e massagem cardíaca sincronizados, porém o RN permanece sem movimentos respiratórios, cianótico e com FC: 50 bpm. A conduta imediata adequada para o recém-nascido é:
D) administar adrenalina 1:1.000 na dose de 0,1ml/Kg na cânula orotraqueal.
C) administrar bicarbonato de sódio através do cateter inserido na veia umbilical.
A) administrar soro fisiológico 0,9% 10ml/kg na veia umbilical para expansão volumétrica.
B) administrar adrenalina 1: 10.000 na dose de 0,1ml/Kg na veia umbilical.
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(UNISL PORTO VELHO) Um paciente de 65 anos foi submetido a uma cirurgia de grande porte e encontra-se no 3o dia de pós-operatório em unidade de terapia intensiva. Apresenta-se com edema leve, fraqueza muscular, hipotensão postural e hiponatremia (Na+ = 125 mEq/L). Exames laboratoriais mostram hipocalemia (K+ = 2,8 mEq/L), níveis normais de creatinina e ureia. A diurese nas últimas 24 horas foi de 500 mL. Não há sinais de sobrecarga volêmica. Com base no quadro clínico e laboratorial, qual a conduta mais apropriada para corrigir com segurança os distúrbios hidro-eletrolíticos e preparar o paciente para alta hospitalar?
D) Administração de solução salina isotônica (NaCl 0,9%) e reposição de potássio intravenoso, com monitorização frequente dos eletrólitos a cada 6 horas.
A) Restrição hídrica leve com reposição de potássio oral, associada ao uso de diurético de alça para reduzir o edema e controlar a hiponatremia.
B) Reposição de solução salina isotônica (NaCl 0,9%) para correção gradual da hiponatremia, com reposição intravenosa de potássio e monitorização clínica a cada rotina matinal.
C) Administração de potássio intravenoso, solução salina isotônica (NaCl 0,9%), associada ao uso de corticosteróides para manejo da hipotensão postural.
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(UNIDEP) Paciente de 62 anos, sexo masculino, com histórico de hipertensão arterial há 10 anos. O paciente apresenta: - Creatinina sérica: 2,6 mg/dL - Taxa de filtração glomerular estimada (TFGe): 35 mL/min/1,73 m2 - Proteína na urina: 1,8 g/24 horas - Hemoglobina: 10 g/dL. Qual é a classificação da doença renal crônica (DRC) deste paciente, conforme a classificação da National Kidney Foundation (NKF) e da Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN)?
B) DRC Estágio 3B (Risco Alto).
A) DRC Estágio 5 (Insuficiência Renal).
D) DRC Estágio 4 (Risco Muito Alto).
C) DRC Estágio 3A (Risco Moderado).
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(FMIT) Um paciente de 18 anos, sexo masculino, chega à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor abdominal há 24 horas, iniciada na região periumbilical e migrando para o quadrante inferior direito. Ele apresenta náuseas, febre baixa (37,8 °C) e anorexia. Ao exame físico, nota-se dor à palpação no quadrante inferior direito do abdômen e sinal de Blumberg positivo. Diante do quadro clínico apresentado, qual é a conduta mais adequada?
B) Prescrever antibiótico de largo espectro e observar evolução nas próximas 48 horas.
A) Encaminhar o paciente imediatamente para o hospital, considerando suspeita de apendicite aguda.
C) Orientar repouso domiciliar e analgésico, com retorno em 24 horas para reavaliação.
D) Solicitar exames laboratoriais na UBS e aguardar os resultados antes de tomar uma decisão.
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(AFYA PARAÍBA) Um menino de 8 anos é trazido pelos pais para avaliação na Unidade Básica de Saúde devido à preocupação com o seu comportamento. Desde a primeira infância, a criança tem demonstrado dificuldades em interações sociais. Ele raramente faz contato visual e tem um padrão de linguagem limitado, falando poucas palavras e repetindo frases. Na escola, ele prefere brincar sozinho e demonstra resistência a mudanças na rotina. Além disso, apresenta comportamentos repetitivos, como balançar o corpo para frente e para trás e fica fascinado por tópicos específicos, como números e calendários, aos quais dedica longos períodos de tempo. Com base no caso descrito, marque a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
A) Transtorno de espectro autista.
B) Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
C) Transtorno compulsivo.
D) Transtorno de ansiedade generalizada.
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(FESAR) Mulher cisgênero de 20 anos procura atendimento de urgência devido à erupção cutânea nos membros inferiores, semelhante a um rash. Nos últimos dias, relatou sangramento nasal prolongado em duas ocasiões e o surgimento de hematomas. Ao exame físico, observaram-se equimoses e petéquias presentes nos membros inferiores. Laboratório evidenciou: Plaquetas de 6.800/mL; VCN = 84Fl; leucócitos dentro da normalidade. Para prosseguir com o plano terapêutico, a paciente foi internada e encaminhada para enfermaria. Com base nas informações, assinale a alternativa que contenha a conduta inicial mais adequada para este caso.
B) Imunoglobulina intravenosa.
D) Transfusão de plaquetas imediata.
C) Glicocorticoides.
A) Anti-histamínicos.
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(FMIT) Uma gestante de 19 anos, no primeiro trimestre da gestação, com 10 semanas, pela DUM (data da última menstruação) e pela ultrassonografia de primeiro trimestre, dá entrada na emergência da maternidade com quadro de febre, dor abdominal em baixo ventre, sangramento vaginal em pequena a moderada quantidade e queixa de secreção vaginal de início há 2 dias. Sinais vitais à admissão: TAX 39oC, FC 92 bpm, PA 110x70 mmHg, FR=20 irpm. Ao exame físico apresentava-se com dor à palpação em região inferior do abdome, sem sinais de irritação peritoneal. Ao exame especular observava-se: secreção purulenta exteriorizando através de orifício externo de colo uterino. A ultrassonografia realizada é sugestiva de abortamento incompleto infectado. A conduta adequada para a paciente é:
A) Realizar a curetagem uterina AMIU (aspiração manual intra uterina) imediatamente logo após a internação, para esvaziar a cavidade uterina e depois do procedimento administrar antibióticos e/ou analgésicos.
C) Prescrever imediatamente na internação analgésicos e medicações sintomáticas e aguardar a expulsão espontânea do conteúdo uterino, utilizando misoprostol, que é o método menos invasivo para estes casos.
D) Iniciar antibioticoterapia intravenosa imediatamente na internação, e logo que possível, preparar a paciente para realizar curetagem uterina ou AMIU (aspiração manual intra uterina), se a mesma estiver clinicamente estável.
B) Monitorar a paciente clinicamente por 48 horas, com sinais vitais, iniciando administração de antibiótico e analgésicos imediatamente na internação, antes de qualquer intervenção, a menos que haja sangramento intenso.
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(FASA VIC) Paciente de 35 anos, deu entrada em pronto atendimento com história de múltiplas hospitalizações nos últimos dois anos devido a uma variedade de sintomas físicos inexplicáveis, incluindo dor abdominal intensa, dor articular em grandes articulações, fraqueza generalizada e convulsões. Ele relata ter sido submetido a numerosos exames e procedimentos médicos invasivos, mas nenhum diagnóstico médico definitivo foi estabelecido até o momento. O paciente conhece bem os termos médicos e frequentemente menciona experiências anteriores com diferentes especialistas. Além disso, ele expressa um desejo frequente de ser hospitalizado e busca constantemente atenção médica. Qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente?
B) Transtorno Factício
A) Transtorno de Somatização
C) Transtorno de Conversão
D) Transtorno de Ansiedade Generalizada
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(FIPGUANAMBI) Paciente jovem, comparece à UBS com histórico de febre alta (39ºC ) intermitente, de início abrupto há 4 dias, associado a cefaleia, adinamia, astenia, mialgia e dor retro-ocular. Nega artralgia, conjuntivite e sintomas respiratórios. Como ele reside em região endêmica para arboviroses, o medico do PSF pensou na Dengue como hipótese mais provável. Considerando os aspectos clínicos e o tempo de doença, qual o exame mais indicado para confirmação diagnóstica neste caso?
B) Demonstração de soroconversão de anticorpos por Hemaglutinação.
C) Pesquisa de anticorpos IgM e IgG por testes sorológicos.
A) Hematócrito, contagem de plaquetas e dosagem de albumina.
D) Pesquisa da proteína não estrutural 1 (NS1).
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(UNISL PORTO VELHO) Uma paciente adulta será submetida a uma colecistectomia eletiva. Durante a consulta pré-operatória, foram identificadas alterações no perfil de coagulação, e o cirurgião recomenda uma avaliação com o hematologista. Assinale a alternativa que contém os exames mais adequados a serem solicitados .
D) Hemograma completo para avaliar as contagens de plaquetas e tamanho das hemácias e outros componentes sanguíneos.
B) Dosagem de creatinina sérica para verificar a função renal e possíveis interferências na coagulação.
C) Tempo de protrombina (TP) e Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) para investigar as vias de coagulação.
A) Glicemia de jejum para excluir distúrbios metabólicos que possam interferir na cirurgia, REMIT e processo de coagulação.
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(UNIDEP) Um paciente do sexo masculino, 68 anos, aposentado, comparece à unidade de saúde com queixas de perda de peso inexplicável nos últimos 6 meses (aproximadamente 8 kg), episódios frequentes de diarreia crônica e fadiga intensa. O paciente relata também febre vespertina intermitente e sudorese noturna. Ao ser questionado sobre sua vida sexual, o paciente informa que tem um parceiro fixo e não usa preservativo regularmente. Ao exame físico, nota-se emagrecimento importante, com índice de massa corporal (IMC) de 18,5 kg/m2, linfadenopatia generalizada e candidíase oral. Considerando as informações acima, analise as alternativas abaixo e selecione a correta:
B) Considerando o quadro clínico do paciente, deverá ser solicitado contagem de CD4 para o paciente para fechar o diagnóstico.
A) Por ser um paciente idoso, algumas hipóteses diagnósticas não devem ser elencadas, como HIV.
C) Um diagnóstico provável é de HIV e deve ser realizado teste rápido na unidade de saúde, sempre com consentimento do paciente.
D) Considerando a possibilidade do diagnóstico ser de HIV, o paciente deve ser referenciado ao centro de testagem e aconselhamento do município.
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(AFYA IPATINGA) Paciente primigesta de 38 semanas de gestação foi admitida para a assistência ao trabalho de parto. Estava com 2 cm de dilatação, feto no plano – 3 de de Lee, BCF:152 bpm, bolsa íntegra e apresentou 2 contrações de 15 segundos durante 10 minutos, no momento de sua admissão. Foi reavaliada após 3 horas e estava com a mesma dilatação e as mesmas contrações e o BCF: 125 bpm. Segundo as recomendações do ALSO, qual a conduta adequada para a paciente?
D) Iniciar ocitocina para acelerar o trabalho de parto.
B) Articular o fórceps para a extração fetal.
A) Realizar cesárea para a extração fetal.
C) guardar entrar em fase ativa do trabalho de parto.
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(FIPGUANAMBI) Uma paciente grávida de 32 semanas é admitida na maternidade com quadro de emergência hipertensiva. Ao exame, apresenta pressão arterial de 180/110 mmHg, cefaleia intensa, edema generalizado e oligúria. A gasometria arterial mostra pH de 7,33, bicarbonato de 17 mEq/L, sódio 130mEq/L, cálcio 1,2mmol/L, Magnésio 2,2 mg/dL, potássio 3,7mEq/L. Qual dos seguintes distúrbios hidroeletrolíticos e sua correlação com o quadro clínico é a mais provável?
D) Hipernatremia, provocando edema cerebral e sintomas neurológicos, que são comuns em pré- eclâmpsia grave.
C) Hiponatremia dilucional associada a síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH), contribuindo para o edema e sintomas neurológicos.
B) Hipocalemia, levando a arritmias cardíacas graves, relacionadas à diminuição do volume plasmático e redução da perfusão renal.
A) Hipermagnesemia, resultante da terapia de sulfato de magnésio, levando a hipotonia e comprometimento respiratório como complicações adicionais.
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(UNIGRANRIO DUQUE DE CAXIAS) Escolar de 8 anos, sexo masculino, é levado ao pronto-socorro com queixas de dor abdominal intensa e difusa, acompanhada de febre, vômitos biliosos e falta de apetite nas últimas 12 horas. No exame físico, observa-se abdome distendido, doloroso à palpação, com sinais de defesa e ruídos hidroaéreos diminuídos. Os sinais vitais mostram taquicardia (frequência cardíaca de 130 bpm), hipotensão e extremidades frias. Exames laboratoriais revelam leucocitose com desvio à esquerda, aumento de PCR e gasometria arterial com lactato de 6mmol/L. A tomografia computadorizada de abdome indica sinais de apendicite complicada com abscesso e possível peritonite. Qual é a classificação mais provável de choque neste paciente?
A) Séptico.
B) Neurogênico.
C) Cardiogênico.
D) Hipovolêmico.
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(AFYA IPATINGA) Primípara de 27 anos, gestação de alto risco com 29 semanas e 3 dias, em acompanhamento devido a quadro de pré eclampsia, em uso de metildopa. Evoluiu com PAS (pressão arterial sistólica) = 210 mmHg, sem melhora após medicamentos administrados. Realizada avaliação da vitalidade fetal, que foi desfavorável, sendo indicada cesariana de urgência. O recém nascido apresentava respiração tipo gasping e tônus diminuído. Segundo o Manual de Reanimação do RN < 34 semanas, a conduta inicial a ser adotada é:
D) clampear o cordão imediatamente, levar para a unidade de calor radiante para evitar a hipotermia e colocar em saco plástico com touca dupla, sem que seja previamente secado.
A) aguardar 30 segundos para clampar o cordão umbilical e proceder ventilação com pressão positiva com FiO2 à 21 % sob calor radiante.
B) aguardar 30 segundos para proceder o clampeamento do cordão umbilical objetivando prevenção da anemia da prematuridade.
C) iniciar massagem cardíaca se ao final dos primeiros 30 segundos de vida e após a ausculta de precórdio por 10 segundos, a frequência cardíaca estiver abaixo de 60 bpm.
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(UNITPAC) Paciente de 17 anos é trazida ao consultório pela mãe que está preocupada com a perda de peso significativa da filha nos últimos seis meses. A paciente, que costumava pesar 58 kg, agora pesa 42 kg, com IMC de 16,2. Apesar da magreza extrema, ela insiste que se sente "gorda" e tem um medo intenso de ganhar peso. Relata que reduziu drasticamente a ingestão de alimentos, especialmente carboidratos e gorduras, e está praticando exercícios físicos excessivos diariamente. Recusa-se a comer em frente a outras pessoas e desenvolveu rituais alimentares como cortar a comida em pedaços minúsculos e consumir apenas alimentos de baixa caloria. Durante a consulta, admite que se sente exausta, mas não vê problemas em seu comportamento alimentar, afirmando que está "apenas tentando ser saudável". A mãe relata que a filha não menstruou nos últimos quatro meses, e a paciente acredita que isso é um sinal de que seu corpo está se "ajustando a um estilo de vida mais saudável". Com base no caso clínico, pensando na principal hipótese diagnóstica e suas repercussões podemos inferir que pacientes com este quadro experimentam sintomatologia significativa, de forma frequente, mas não exclusiva, relacionada à:
C) depressão, involuntariamente reduzem e mantém um grau doentio de perda de peso ou não conseguem ganhar peso proporcional ao crescimento;
A) depressão, funcionamento anormal do hormônio reprodutivo, mas também hipotermia, taquidicardia, ortostase e reservas de gordura corporal severamente reduzidas;
D) inanição, funcionamento normal do hormônio reprodutivo, mas também hipotermia, bradicardia, ortostase e reservas de gordura corporal severamente reduzidas;
B) inanição, funcionamento anormal do hormônio reprodutivo, mas também hipotermia, bradicardia, ortostase e reservas de gordura corporal severamente reduzidas;
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(UNIREDENTOR) Paciente masculino, 64 anos, esteve em atendimento na UBS devido queixas de de dispneia, mal-estar, hematomas subungueais, palidez e cianose, além de estar presentado eritema nodoso há 1 semana, onde o diagnóstico de Hanseníase foi suspeitado, trazendo hoje o diagnóstico através da baciloscopia positiva. Irá iniciar a poliquimioterapia. Traz consigo alguns exames já solicitados e realizados, com os seguintes resultados: Hemoglobina 10 (12-18 g/dL) Hematócrito 30% ( 36-50%) VCM 88 (80-97) CHM 32 (32 a 38) Ferro sérico 33 (65 e 165 μg/dL) VHS 85 ( <20) Ferritina 250 (30 -250 pmol/L) PCR 24 (<6) Diante do apresentado, marque a alternativa correta quanto ao diagnóstico e ao plano terapêutico indicada:
C) Devido ao quadro de hanseníase, o paciente evoluiu com anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12, tendo agora que suplementar B12 via IM.
B) O hemograma está normal, não apresenta alterações com relevância clínica, não sendo necessário tratamento.
D) A provável causa de anemia se dá devido o aumento de citocinas inflamatórias; logo, tratando a doença de base, se tratará a anemia.
A) Trata-se de uma anemia ferropriva, já que este é o tipo mais comum de anemia, e a terapêutica consiste em suplementação de sulfato ferroso.
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(UNIFIPMOC) Gestante de 32 anos, G3P2A0, idade gestacional de 9 semanas e 4 dias, procura atendimento na maternidade com queixa de sangramento vaginal iniciado há 13 dias, que evoluiu com secreção purulenta e odor fétido. Refere que hoje iniciou com dor abdominal tipo cólica e febre aferida de 38,4 °C. Ao exame apresentava-se: hipocorada, 1+/4+, hidratada, eupneica, sem edemas. Pressão arterial de 110/70mmHg, frequência cardíaca de 98 bpm, saturação de oxigênio de 98%, frequência respiratória de 18 ipm, temperatura axilar de 39 °C. Abdome doloroso à palpação profunda, principalmente em região suprapúbica. Exame especular: presença de sangramento com coágulos, associado a secreção purulenta e forte odor fétido. Toque vaginal: útero intrapélvico, dor à palpação uterina e à mobilização do colo, com colo pérvio. A principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada são:
D) Aborto infectado, iniciar antibiótico oral, realizar exames e indicar AMIU.
C) Aborto retido, aguardar até 30 dias para conduta expectante.
A) Aborto completo, indicar curetagem uterina e antibiótico venoso.
B) Aborto infectado, antibiótico venoso, exames e curetagem uterina.
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(UNISL PORTO VELHO) Uma gestante de 30 anos, G3P1A1, com 31 semanas de gestação, procura atendimento em uma maternidade com queixa de contrações uterinas regulares e dolorosas a cada 8 minutos, iniciadas há 4 horas. Ao exame físico observava-se: colo uterino com apagamento de 70% e dilatação de 2 cm. Os sinais vitais estão estáveis, sem sangramento vaginal ou perda de líquido amniótico. O histórico obstétrico da paciente inclui um parto prematuro na gestação anterior e uma perda fetal precoce. Os exames complementares revelavam: ausência de infecção urinária e não havia amniorrexe (rompimento prematuro das membranas). Na cardiotocografia não havia evidências de sofrimento fetal. Qual a conduta inicial adequada para a paciente?
C) Permitir que o trabalho de parto progrida sem intervenção, pois o feto já está em idade gestacional viável, monitorando a vitalidade fetal.
D) Administrar antibiótico profilático e iniciar a indução do parto devido ao risco elevado de infecção intrauterina.
B) Administrar corticoide para maturação pulmonar fetal, iniciar tocólise para inibir as contrações e administrar sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
A) Infecções urinárias na gestação anterior. Encaminhar a paciente para parto cesáreo imediato, uma vez que o colo está dilatado e há risco de complicações fetais.
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(AFYA ITABUNA) Qual dos seguintes sinais ou sintomas é mais comumente associado ao diagnóstico de *malária* em áreas endêmicas?
B) Perda de peso rápida e fadiga.
C) Dor abdominal e icterícia.
A) Tosse e dor torácica.
D) Cefaleia e febre intermitente.
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(FIPGUANAMBI) Homem de 45 anos, diagnosticado com HIV há 10 anos, apresenta-se à UBS queixando-se de fezes com coágulos e dor abdominal em região mesogástrica e flanco esquerdo, intensa e sem relação com a alimentação. Nega hematêmese, febre ou diarreia. Ele tem estado em tratamento antirretroviral regular, com carga viral suprimida. No entanto, ele admite que ocasionalmente falha na adesão ao tratamento. No exame físico, o paciente está hipotenso, taquicardíaco e pálido, com sinais de desidratação. A anamnese revela um histórico de úlcera péptica tratada há cinco anos. Diante desse quadro clínico, qual dos seguintes diagnósticos é mais provável?
C) Colite isquêmica.
A) Úlcera péptica recorrente.
B) Colite ulcerativa.
D) Trombocitopenia imune.
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(ITPAC PORTO NACIONAL) Adolescente de 12 anos é levado ao pronto-socorro com queixa de hematêmese e melena. Os sinais vitais indicam pressão arterial de 90/60 mmHg e frequência cardíaca de 150 bpm. O exame físico mostra palidez cutânea, mucosas secas, TEC 4s, pulsos filiformes. Considerando o diagnóstico sindrômico mais provável, qual deve ser a conduta inicial adequada para o manejo deste paciente?
B) Administrar antiemético, de preferência ondasetrona, e observar regressão do quadro por 24 horas, considerando tratar-se de um adolescente.
C) Realizar administração de inibidores da bomba de prótons (IBPs) e esperar melhora clínica antes de tomar outras medidas.
D) Prescrever dieta zero e aguardar avaliação da equipe cirúrgica, sem necessidade de monitorização hemodinâmica.
A) Iniciar reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% e realizar hemotransfusão, se necessário, seguido de encaminhamento para endoscopia digestiva.
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(IESVAP) Mulher de 55 anos, sem comorbidades conhecidas, é conduzida por familiares ao serviço de urgência com relato de hematêmese em grande volume (cerca de 2 litros) há 30 minutos. Desde então, paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência. Ao exame físico, PA – 90x50 mmHG, FC- 128 bpm, FR- 32 irpm, tempo de enchimento capilar de 3 segundos, Escala de Coma de Glasgow – 11 (Abertura Ocular- 3, Resposta Verbal – 3, Resposta Motora- 5), ausência de déficits neurológicos focais. Filha relata que mãe, estava há 7 dias fazendo uso de um medicamento que foi receitado para dor em joelho e havia se queixado de epigastralgia nos últimos dias. De acordo com caso clínico, qual a melhor conduta nesta situação?
C) Paciente deve ser submetido imediatamente a uma tomografia de crânio e abdome, pois a principal hipótese que justifique o rebaixamento do nível de consciência é acidente vascular encefálico.
D) Como trata-se de uma hemorragia aguda classe III, paciente deve ser submetido a transfusão de concentrado de hemácias, independente do valor de hemoglobina e hematócrito.
A) Paciente deve ser tratado com ferro endovenoso imediatamente, devido as perdas e solicitar exames laboratoriais para definir necessidade de transfusão.
B) Solicitar hemograma com urgência e transfundir 01 concentrado de hemácias se hemoglobina for menor que 7 g/dl.
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(FIPGUANAMBI) Paciente de 34 anos, G1P0A0, no momento com idade gestacional de 38 semanas, é admitida em trabalho de parto. Realizado o partograma abaixo. Avalie o partograma da paciente e indique o diagnóstico e conduta necessária:
D) Parto precipitado ou taquitócico e analgesia
B) Fase ativa prolongada e ocitocina.
A) Trabalho de parto fisiológico e analgesia.
C) Parada secundária da dilatação e cesárea.
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(FESAR) Criança de 7 anos, acompanhada dos pais, foi levada a Unidade Básica de Saúde devido a um inchaço generalizado que se iniciou de forma gradual e piorou nos últimos dias. Ao exame físico, a criança apresentava bom estado geral, mas os exames laboratoriais revelaram proteinúria, hematúria microscópica e albuminemia. Analise as hipóteses diagnósticas abaixo, e assinale a alternativa que contenha a causa mais provável para o caso de glomerulonefrite apresentado por essa criança.
D) Membranoproliferativa.
C) Difusa aguda.
B) Rapidamente progressiva.
A) Por lesões mínimas.
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*(FACIMPA) Uma paciente cisgênero de 50 anos comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS), após um intenso período chuvoso, que a fez sair de sua casa, devido às enchentes locais. Apresentou sintomas como febre alta, cefaleia intensa, dor muscular (principalmente nas panturrilhas), náuseas e icterícia leve, iniciados há cinco dias. Ela relata histórico de dependência de benzodiazepínicos, fazendo uso diário da medicação há mais de 5 anos. A paciente mora em uma área de risco para inundações e diz que teve contato com água de enchente alguns dias antes de o quadro iniciar. Diante do caso clínico, considerando a suspeita de *leptospirose*, qual é a conduta mais adequada a ser realizada na UBS?
C) Tratar os sintomas com analgésicos e antipiréticos, orientando retorno em 48 horas para avaliação da progressão do quadro, considerando o uso crônico de benzodiazepínicos.
B) Suspender o uso de benzodiazepínicos imediatamente para evitar interação medicamentosa com antibióticos, promovendo a interrupção abrupta do uso durante o tratamento da leptospirose.
A) Encaminhar imediatamente a paciente para internação hospitalar, pois o quadro de icterícia e uso de benzodiazepínicos pode predispor a insuficiência hepática aguda
D) Iniciar tratamento empírico com antibióticos e solicitar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de leptospirose, respeitando a gravidade do quadro clínico.
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(AFYA PARAIBA) Paciente sexo feminino, 65 anos de idade chega ao hospital referindo evacuações com sangue. Relata que o quadro iniciou há cerca de 10 dias com 4 (quatro) episódios de evacuações com sangramento de coloração vermelho vivo em pequena quantidade. Relata que apresentou outros episódios de evacuações sem sangue. Ao exame apresenta PA 120 x 80 mmHg, FC de 60 bpm e o exame anorretal ectoscopico estava normal, com ausência de lesões, fissuras ou hemorroidas e o toque retal revelou a presença de sangue vermelho vivo na luva em pequena quantidade. Em relação ao caso em questão, analise as assertivas abaixo: I. A principal hipótese diagnóstica é de ulcera péptica gastroduodenal complicada com hemorragia. II. A paciente necessita de colonoscopia para diagnóstico do local do sangramento pois está estável. III. A melhor conduta é realizar um exame de scan com hemácias marcadas para localizar o sangramento ativo. IV. A paciente deve ser internada para reposição de sangue, medicação anticoagulante e antibioticoterapia profilática. É correto apenas o que se afirma apenas em:
B) IV.
A) III e IV.
C) II.
D) I e II.
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(UNIFIPMOC) J.A.B., um menino de 3 anos de idade, foi levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) por sua mãe devido a episódios frequentes de sangramento. Desde os 2 anos, o paciente sempre aparece com equimoses e hematomas inexplicáveis em diferentes partes do corpo após quedas leves. Nos últimos meses, ele também teve sangramentos nas gengivas durante a escovação e um episódio de sangramento nasal que durou mais de 30 minutos. Não possui histórico de comorbidades conhecidas, não faz uso de medicações contínuas. A história familiar mostra que o pai tem diagnóstico de doença hematológica e faz acompanhamento no Hemocentro. Durante a consulta, foram solicitados exames laboratoriais que mostraram os seguintes resultados: Tempo de protrombina (TP): 12 segundos (VR: 11 a 14 segundos), Tempo de tromboplastina parcial ativada (PTTa): 60 segundos (VR: 25 a 40 segundos), Contagem de plaquetas: 250.000/mm3 (VR: 150.000 a 450.000/mm3 ). Considerando o o caso apresentado, analise as assertivas que seguem. I. Os resultados de contagem de plaquetas e do PTTa sugerem que a condição de J.A.B. está relacionado com a hemostasia secundária, e não a hemostasia primária. II. A presença de sangramentos frequentes nas gengivas e hematomas após traumas leves indica uma possível trombocitopatia, sendo necessário realizar um teste de função plaquetária mais detalhado para confirmar essa hipótese. III. Considerando o histórico familiar de hemorragias e o resultado do PTTa, a hipótese diagnóstica mais provável para J.A.B. é a hemofilia, indicando uma deficiência de fator de coagulação (VIII e IX). É correto apenas o que se afirma em:
C) I, II e III.
D) I e II.
B) I e III.
A) II e III.
31
(UNITPAC) Paciente de 42 anos é trazida ao pronto-socorro por seu marido relatando que ela está apresentando comportamento depressivo severo há meses. Nas últimas semanas, ela se isolou, perdeu interesse em atividades diárias, e verbalizou várias vezes a vontade de morrer. Na manhã do dia anterior tentou ingerir uma grande quantidade de medicamentos com o objetivo de tirar a própria vida, sendo socorrida a tempo pelo marido. No pronto-socorro, a paciente recusa ajuda, dizendo que não quer continuar vivendo e que "ninguém pode obrigá-la a receber tratamento". Diante do quadro descrito, analise a asserção e a razão a seguir e assinale a alternativa correta. ASSERÇÃO: O psiquiatra pode proceder com a internação involuntária da paciente, mesmo sem seu consentimento, uma vez que ela apresenta risco iminente à sua própria vida. PORQUE RAZÃO: O Código de Ética Médica permite a internação involuntária de pacientes psiquiátricos sem consentimento, desde que haja um risco significativo para a vida do paciente ou de terceiros, e a decisão seja comunicada às autoridades competentes.
C) A asserção é falsa e a razão é verdadeira.
A) A asserção é verdadeira e a razão é falsa.
B) A asserção e a razão são verdadeiras, mas a razão não justifica a asserção.
D) A asserção e a razão são verdadeiras, e a razão justifica a asserção.
32
(UNITPAC) Um paciente do sexo masculino, 42 anos, chega ao ambulatório de ortopedia às 8h da manhã com queixa de dor lombar intensa. Como parte do tratamento para o quadro álgico, ele utilizou de forma inadvertida uma quantidade excessiva de antiinflamatórios. Posteriormente, passou a apresentar edema facial e edema em membros inferiores 2+/4+, além de dispneia progressiva, que atualmente ocorre aos médios esforços. Devido à piora clínica, o ortopedista encaminhou o paciente para uma unidade de pronto atendimento (UPA), onde ele foi atendido apenas às 20h. Na UPA, foi medida a creatinina, que apresentou valor de 2,3 mg/dL (sua creatinina basal era de 1,1 mg/dL). A médica responsável decidiu deixá-lo em observação e orientou a coleta de urina em um saco coletor para monitoramento do débito urinário. Na manhã seguinte, às 9h, a creatinina foi repetida e chegou a 2,5 mg/dL. Durante o período de observação (das 20h às 9h), o volume total de urina coletado foi de 460 mL. O paciente tem 80 kg e 1,75 de estatura. Com base nesses achados, o médico realizou a classificação da função renal segundo os critérios da KDIGO. Com base nos dados clínicos e laboratoriais apresentados, marque a alternativa que apresenta o melhor julgamento clínico e a correta classificação da lesão renal do paciente segundo o KDIGO.
B) A suspeita principal é de estágio 3 de injúria renal aguda (IRA), dado o quadro de edema e dispneia. Uma vez que a creatinina aumentou para 2,5 mg/dL, o caso já configura um estágio avançado da IRA, sugerindo necessidade de terapia renal substitutiva.
D) O paciente apresenta injúria renal aguda (IRA), estágio 2, de acordo com os critérios KDIGO. Deve-se dar continuidade ao monitoramento urinário e investigar a progressão da IRA com base no uso abusivo de anti-inflamatórios.
A) O paciente apresenta injúria renal aguda (IRA), estágio 1, dado o aumento da creatinina, mas sem alterações significativas no débito urinário. A classificação é adequada para uma IRA inicial e não há necessidade de intervenção urgente.
C) O paciente apresenta um quadro clínico compatível com insuficiência cardíaca descompensada, que justifica os edemas e a dispneia. A alteração na creatinina é secundária à má perfusão renal, e não há necessidade de classificar como IRA.
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(UNITPAC) Um homem, de 56 anos, é admitido no pronto-socorro com dor abdominal de início súbito e progressivo, há cerca de 12 horas. Ele relata episódios de vômito bilioso e distensão abdominal. O paciente tem histórico de duas cirurgias abdominais prévias: uma apendicectomia e uma colectomia parcial por diverticulite. No exame físico, o abdome está distendido, com timpanismo à percussão e ruídos hidroaéreos aumentados. A palpação revela dor difusa. Não há sinais de febre ou icterícia. Uma radiografia abdominal revela níveis hidroaéreos múltiplos e distensão de alças intestinais. Com base no caso acima, levando em consideração os achados qual é a principal hipótese diagnóstica?
B) Íleo adinâmico.
A) Íleo biliar.
C) Obstrução intestinal por bridas.
D) Isquemia colônica.
34
(AFYA ITABUNA) Homem, 32 anos, procura atendimento médico por febre e dor abdominal em hipocôndrio direito há 1 dia. Antecedentes pessoais: litíase biliar e esteatose hepática diagnosticadas por ultrassonografia há seis meses. Exame físico: icteríco +++/4+; desidratado +/4+; corado; T = 38°C; FR = 26irpm; FC= 120bpm; abdome: dor a palpação em hipocôndrio direito no rebordo costal, Sinal de Murphy negativo, descompressão brusca dolorosa ausente. ALT=250UI/L; AST=300 UI/L; bilirrubina direta=6,7 mg/dl; bilirrubina indireta=0,6 mg/dl; gamaGT=336 mg/dl; fosfatase alcalina=680 UI/L; leucócitos=16.400 mm3; (Bastonete 8%, Segmentado 71%, Linfócitos 15%, monócitos 4% eosinófilos 2%) HB=13,1 g/dl; Ht=40%. Qual alternativa contém o diagnóstico mais provável ?
A) Pancreatite aguda.
B) Colangite aguda.
C) Hepatite aguda.
D) Colecistite aguda.
35
(AFYA ITABUNA) Mulher, 28 anos de idade, 2 partos normais, marido vasectomizado, refere que seus ciclos menstruais permanecem regulares de 30 dias, mas sua menstruação vem aumentando em duração e quantidade há 6 meses, inclusive com aparecimento de cólica (que não apresentava antes). O exame clínico geral é normal. O toque vaginal, não doloroso, identifica útero em anteversoflexão, volume e forma normais, regiões anexiais sem alterações. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
D) Adenomiose.
A) Istmocele.
C) Endometrite.
B) Miomatose uterina.
36
(FMIT) Adolescente de 17 anos é levada ao posto de saúde com histórico de preocupação excessiva com o peso e episódios de ingestão alimentar exagerada. Ela relatou períodos de perda de controle durante a alimentação, seguidos por comportamentos compensatórios para evitar ganho de peso, como vômitos autoinduzidos e uso excessivo de laxantes. Durante a consulta demonstrou que sua autoavaliação está extremamente influenciada pelo peso e forma corporal. Com base no DSM-5-TR, qual é o diagnóstico mais provável para esta paciente?
B) Bulimia nervosa.
D) Transtorno de compulsão alimentar.
A) Anorexia nervosa do tipo purgativo.
C) Anorexia nervosa do tipo restritivo.
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(UNIREDENTOR) Um pediatra está de plantão na sala de parto e é chamado para atender um recém-nascido pré-termo de 35 semanas de idade gestacional. O recém-nascido nasce sem movimento dos membros e sem choro, indicando uma possível necessidade de reanimação. À observação inicial, o recém-nascido não apresenta respiração espontânea e está hipotônico. Considerando a condição clínica do recém-nascido e as diretrizes de 2022 para reanimação neonatal, assinale a alternativa que descreve a sequência de procedimentos imediatos mais apropriada para o caso.
B) Realizar ventilação com pressão positiva com bolsa-válvula-máscara e O2 a 21%, monitorando a resposta e ajustando conforme a saturação alvo para a faixa etária.
A) Esperar 60 segundos para clampear o cordão umbilical e, então, levá-lo à mesa de reanimação, onde deve ser aquecido, posicionado, seco e aspirado se necessário.
C) Realizar estímulo tátil no dorso de forma delicada, no máximo 2 vezes, e proceder com clampeamento imediato do cordão umbilical.
D) Realizar intubação orotraqueal e ventilação com pressão positiva com bolsa-válvula-máscara e O2 a 21%, monitorando a resposta respiratória e realizando ajustes conforme necessário.
38
(UNIPTAN) Gestante, 28 anos, G2P1A0, em início do pré-natal, apresenta resultado de sorologia para toxoplasmose IgG negativo e IgM positivo. Restante dos exames não apresentam alterações. US obstétrico mostra feto sem alterações, com crescimento adequado para a idade gestacional. Iniciada espiramicina e solicitada nova sorologia. A nova sorologia, com 24 semanas de gestação, apresenta IgG e IgM negativos para toxoplasmose. Assinale a alternativa que apresente o diagnóstico provável e a conduta adequada.
D) IgM falso positivo. Suspender espiramicina.
A) Toxoplasmose tardia. Manter paciente em pré-natal de risco habitual.
B) Toxoplasmose aguda. Encaminhar para pré-natal de alto risco.
C) Toxoplasmose aguda. Associar pirimetamina.
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(UNINOVAFAPI) Um recém-nascido (RN) com 38 semanas de idade gestacional nasceu de parto cesáreo devido a descolamento prematuro de placenta com grande sangramento em cavidade uterina. O RN necessitou de reanimação avançada, com intubação traqueal para realizar massagem cardíaca sincronizada com a ventilação com pressão positiva. Foram conferidos e corrigidos os possíveis erros dos procedimentos realizados. Na reavaliação, o monitor cardíaco indicava frequência cardíaca de 22 bpm e o RN encontrava-se em apneia. Realizado cateterismo venoso umbilical de emergência. Baseado nas diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria 2022, o próximo procedimento da reanimação desse bebê deve ser:
C) administrar epinefrina por via endovenosa.
A) administrar atropina por via endovenosa.
D) administrar atropina por via endotraqueal.
B) iniciar expansão volumétrica por via endovenosa.
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(AFYA ITABUNA) Paciente de sexo feminino, de 45 anos é atendida no pronto atendimento do Hospital do Exército com história de dor abdominal, em andar superior do abdome, em faixa, acompanhada de vários episódios de vômitos, há 12 horas da entrada. Ao exame físico apresenta-se hemodinamicamente estável, com dor difusa à palpação abdominal, pior em epigástrio e mesogástrio, descompressão brusca negativa. Os exames laboratoriais mostram amilase 1030 U/L. Quais exames laboratoriais iniciais devem ser solicitados para auxílio na avaliação de gravidade do caso, segundo os Critérios da International Association of Pancreatology / American Pancreatic Association / American College of Gastroenterology?
B) Glicemia, leucograma, DHL, AST.
A) Glicemia, TGO, TGP, fosfatase alcalina.
D) Glicemia, Lipase, gama- GT.
C) Glicemia, bilirrubinas, fosfatase alcalina.
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(FMIT) Homem, 25 anos, da entrada no pronto-socorro com queixa de dor lombar à direita de forte intensidade com irradiação para região escrotal. Ele nega febre. Após analgesia, paciente é submetido a tomografia computadorizada de abdome sem contraste que evidencia a presença de um cálculo de 22 mm alocado em ureter distal. Analise a situação acima e assinale a alternativa que contém a conduta correta nesse caso:
D) A melhor opção terapêutica para esse paciente é a prescrição de terapia expulsiva com bloqueadores alfa adrenérgicos.
B) A nefrolitotripsia percutânea é uma excelente opção terapêutica por ser pouco invasiva e efetiva para o tratamento de cálculos ureterais maiores que 2 cm.
A) A nefrolitotomia aberta é a melhor terapia viável para o tratamento desse tipo de cálculo, apesar de estar associada a maiores complicações.
C) A ureterolitotripsia endoscópica é a opção terapêutica mais adequada nesse caso devido a localização e o tamanho do cálculo.
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(IESVAP) Uma paciente de 18 anos, gestante no primeiro trimestre, chega à sala de parto com queixa de dor abdominal intensa, febre alta, calafrios e sangramento vaginal. O exame físico revela útero doloroso à palpação, secreção vaginal purulenta e sinais de peritonite. Os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda e elevação dos marcadores inflamatórios. Qual é a conduta inicial mais adequada para o manejo desta paciente?
C) Observação clínica, administração de antipiréticos e repouso absoluto.
B) Administração de antifúngicos, realização de ultrassonografia e suporte nutricional.
A) Administração de tocolíticos, monitoramento fetal contínuo e hidratação intravenosa.
D) Administração de antibióticos de amplo espectro, curetagem uterina e suporte hemodinâmico.
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(UNIREDENTOR) Adolescente, feminina, cisgênero, 15 anos, foi diagnosticada com depressão maior há seis meses. Ela tem apresentado humor persistentemente deprimido, dificuldade em dormir, queda acentuada no rendimento escolar e distúrbios alimentares. Recentemente começou a expressar pensamentos suicidas e relatou planejamento inicial para tentar tirar a própria vida. Após avaliação clínica cuidadosa, sua equipe médica considerou que a paciente apresenta risco elevado de suicídio. Qual a conduta terapêutica mais apropriada nesse caso?
C) Introduzir um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) sem acompanhamento psicoterapêutico imediato.
B) Introdução de antidepressivo tricíclico e alta com orientação para a família monitorar o uso da medicação.
A) Intervenção psicoterapêutica intensiva (terapia cognitivo comportamental) e acompanhamento domiciliar com suporte familiar.
D) Internação psiquiátrica imediata, associada à estabilização com antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e monitoramento contínuo.
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(FACIMPA) Uma criança de 7 anos é trazida à Unidade Básica de Saúde (UBS) por sua mãe, preocupada com o comportamento do filho na escola. A mãe relata que a criança tem dificuldade em manter a atenção durante as atividades escolares, distrai-se facilmente, e muitas vezes age impulsivamente, interrompendo a fala de colegas e professores. Além disso, a criança está constantemente inquieta, movendo-se frequentemente durante as aulas e em casa. A mãe também comenta que seu filho tem dificuldade em seguir instruções e frequentemente esquece materiais escolares, mesmo após ser lembrado. Considerando o caso descrito, qual das alternativas abaixo representa a melhor abordagem terapêutica para essa criança?
C) Uso de metilfenidato, um psicoestimulante, associado à terapia comportamental cognitiva (TCC).
A) Uso de antipsicóticos atípicos, como clozapina e olanzapina, e intervenção psicossocial intensa.
B) Prescrição de ansiolíticos, como benzodiazepínicos, como clonazepam, e terapia de exposição gradual.
D) Terapia comportamental cognitiva (TCC) sem uso de medicação, associada a técnicas de mindfulness.
45
(UNIFIPMOC) Mulher de 54 anos comparece à consulta com o médico da UBS por apresentar sangramento vaginal intermitente há 2 meses. Conta que sua última menstruação aconteceu há quase 3 anos e, desde então, nunca havia apresentado episódios de sangramento. Nega terapia hormonal. Nega comorbidades prévias e atuais. Possui parceiro sexual único. Ao retorno, traz ultrassonografia endovaginal que revelou imagem hiperecogênica de 7 mm com vascularização única e espessura endometrial de 3 mm. Diante do caso, a conduta mais adequada é?
A) Solicitar uma histeroscopia para avaliação e possível remoção da imagem hiperecogênica (pólipo), considerando o sangramento intermitente e a vascularização observada.
B) Realizar curetagem uterina para biópsia endometrial, devido ao sangramento vaginal em uma mulher na pós-menopausa.
C) Solicitar ultrassonografia endovaginal de acompanhamento em 6 meses, visto que a espessura endometrial é de 3 mm, e observar a evolução do quadro.
D) Realizar histerectomia total, devido ao risco de malignidade associado à imagem hiperecogênica e ao sangramento vaginal persistente.
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(UNISL PVH) Um adolescente de 16 anos, sem histórico de doenças neurológicas prévias, comparece à UBS acompanhado pela mãe, que relata que há 2 semanas o filho apresentou episódios de fraqueza súbita nos membros inferiores, levando-o a cair várias vezes ao chão. Não houve perda de consciência, mas o adolescente relata formigamento nas pernas antes dos episódios de queda. No exame físico, os reflexos tendinosos estão normais, e não há sinais de atrofia muscular ou alteração de força objetiva nos membros inferiores. A ressonância magnética cerebral e da coluna lombar solicitada previamente foram normais. Durante o exame, o paciente exibe episódios de fraqueza nos quais os joelhos se dobram, mas sem lesões associadas às quedas. A mãe menciona que o filho tem se mostrado muito ansioso e estressado com questões escolares. Com base no quadro clínico descrito, qual é o diagnóstico mais provável e o próximo passo adequado?
C) Esclerose múltipla: solicitar análise do líquido cefalorraquidiano para confirmação.
B) Miastenia gravis: iniciar teste com edrofônio (Tensilon) e tratamento com imunoglobulina.
A) Síndrome conversiva: encaminhar para avaliação psicológica e suporte psicoterápico.
D) Neuropatia periférica: encaminhar para eletroneuromiografia dos membros inferiores.
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(UNIFIPMOC) A.B.L, sexo feminino, com 58 anos de idade, comparece ao pronto-socorro com queixas de febre, calafrios, dor lombar intensa do lado direito e náuseas há 1 dia. Ela é diabética tipo 2, com uso de Metformina 850 mg 3x/dia e Dapaglifozina 10 mg 1x/dia (HbA1c do último mês, igual a 8,9%), e relata que, nos últimos dias, apresentou quadro de polaciúria e algúria, melhorado parcialmente com uso de Fenazopiridina. Ao exame físico, apresenta sensibilidade à palpação na região lombar direita. Sinais vitais indicam: PA: 115x75 mmHg, FC: 102 bpm; FR: 18 irpm, Tax: 38,9oC, SatO2 em ar ambiente: 97%. A análise de urina mostra leucocitúria, hematúria e nitritopositivo, glicemia: 279 mg/dL. A urocultura foi realizada e o resultado sairá em breve. Diante desse quadro, qual a conduta mais apropriada a ser adotada pela equipe médica de plantão?
C) A paciente deve ser internada para realizada de exames laboratoriais complementares, como urocultura, e para tratamento com antibiótico, sendo uma sugestão permitente, a Nitrofurantoína 100 mg de 6/6 horas.
A) A internação está indicada, pois a hipótese diagnóstica mais provável costuma afetar pacientes diabéticos de forma grave, apesar da paciente apresentar um bom controle glicêmico.
D) A paciente deve ser tratada ambulatorialmente com Ciprofloxacino 500 mg de 12/12 horas por dias, já que seu diabetes está controlado e não apresenta sinais de gravidade.
B) Considerando a hipótese diagnóstica mais provável e sua condição de diabética, faz-se necessário internar a paciente para tratamento intravenoso com a possibilidade de uso de Ceftriaxona 1g de 12/12 horas.
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(FESAR) Uma primigesta de 32 semanas, comparece à emergência obstétrica com queixa de perda de líquido transvaginal. Ao exame físico, observa-se rotura das membranas ovulares com saída de líquido amniótico límpido. A paciente refere corrimento vaginal amarelado há 3 dias, disúria e dispareunia há 2 dias. A infecção intrauterina é uma importante causa identificável de rotura das membranas ovulares. Qual seria a principal infecção sexualmente transmissível (IST) possivelmente associada à rotura prematura de membranas nesta paciente e qual a estratégia preventiva mais eficaz para essa condição?
B) Neisseria gonorrhoeae: Rastreamento e tratamento precoce em gestantes e seus parceiros.
D) Herpes simples vírus: Uso de aciclovir profilático em gestantes com história de herpes genital.
A) Clamídia trachomatis: Uso profilático de azitromicina 1g VO por 03 dias em gestantes de alto risco.
C) Trichomonas vaginalis: Tratamento com secnidazol 1 g VO dose única para ambos os parceiros.
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(AFYA SANTA INÊS) Uma paciente de 25 anos de idade, primigesta, comparece à sua primeira consulta de pré-natal no primeiro trimestre de gestação. A data da última menstruação (DUM) foi há aproximadamente 10 semanas. Durante o exame físico, ao realizar a manobra de Leopold, o medico não consegue ter certeza das medidas, mas consegue auscultar os batimentos cardiofetais em dorso esquerdo. No entanto, a paciente relata histórico de múltiplos parceiros sexuais e uso inconsistente de preservativos. Na UBS dispomos de todos os testes rápidos para sífilis, hiv, hepatite B e C, e podemos solicitar todos que serão necessários para o período gestacional. Com base nesse cenário, qual é a melhor abordagem diagnóstica para a sífilis na gestante?
D) Realizar o teste rápido, caso seja positivo, o médico deve solicitar uma contraprova com VDRL, caso este venha positivo, realizar o tratamento com 3 doses de penicilina benzatina por 3 semanas.
C) Solicitar o teste VDRL para sífilis e esperar o resultado, caso positivo realizar o tratamento, com 3 doses da penicilina benzatina, 1,2 milhões em cada glúteo por 3 semanas.
A) Solicitar o teste não treponêmico e esperar o resultado, caso positivo realizar o tratamento com 3 doses da penicilina benzatina, 1,2 milhões em cada glúteo por 3 semanas.
B) Realizar o teste treponêmico e caso positivo, iniciar o tratamento com 3 doses da penicilina benzatina com 1,2 milhões de unidade em cada glúteo por 3 semanas.
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(UNIREDENTOR) R.C.V, 25 anos, G2P1, com história de parto normal anterior com 35 semanas há 1 ano 3 meses, é atendida na emergência da maternidade com queixa de dor em baixo ventre e relato de barriga ficando dura. No dia do atendimento ela estava com IG de 33 semanas e 1 dia calculado pela ultrassonografia de primeiro trimestre. Relata ter realizado procedimento dentário há 3 dias. Ao exame físico: FU = 33 cm AU = 2/10’/50” TU = normal BCF= 128bpm MAF = presente. Toque vaginal: colo 3 cm dilatado, apagado 70%, bolsa íntegra, apresentação cefálica. De acordo com sua hipótese diagnóstica, marque a alternativa correta:
A) Internar, administrar nifedipina, betametasona IM para maturação pulmonar fetal, solicitar hemograma completo, EAS com urocultura, ultrassonografia obstétrica e cultura para estreptococo B, além de antibioticoprofilaxia.
B) Liberar para casa com uso de progesterona micronizada 200 mg via vaginal à noite até 37 semanas, para prevenção do parto prematuro, solicitar hemograma completo, EAS com urocultura ambulatorialmente.
D) Internar, hidratar com Sl FSL 0,9% em bolus, realizar interrupção imediata da gestação por cesariana devido ao risco de trabalho de parto prematuro, solicitar histopatológico placentário para investigação do caso.
C) Internar, administrar nifedipina, hidrocortisona EV por 24 horas, solicitar hemograma completo, EAS com urocultura, ultrassonografia obstétrica e cultura para estreptococo B, além de antibioticoprofilaxia.