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O dualismo cartesiano afirma a existência de duas substâncias, a res extensa (matéria, corpo) e a res cogitans (espírito, alma, mente). Assinale a alternativa incorreta.
res extensa possui extensão e é divisível.
cérebro é considerado uma res cogitans.
O universo da matéria é regido pelas leis da física de forma determinista.
A mente não é a única capaz de ter estados conscientes, como pensamento, desejos, dúvidas.
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validade de nossos conhecimentos é garantida pela correção do raciocínio. São dois os modos de raciocínio: o indutivo e o dedutivo. Sobre isso, assinale a alternativa correta.
raciocínio dedutivo é amplamente utilizado pelas ciências exatas.
) O raciocínio indutivo parte de uma lei universal, considerada válida para um determinado conjunto, aplicando-a aos casos particulares desse conjunto.
O raciocínio dedutivo é uma amplamente utilizado nas ciências experimentais.
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Mas, logo em seguida, adverti que enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava. (DESCARTES. Discurso do método. Col. Os Pensadores. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 46.) O texto citado corresponde a uma das passagens mais marcantes da filosofia de Descartes, um filósofo considerado por muitos intérpretes como o pai do racionalismo. Com base no texto e na ideia geral de racionalismo, é correto afirmar:
racionalismo tem como garantia de verdade a experiência.
A expressão "penso, logo existo" é uma das suposições dos céticos sobre o conhecimento.
Descartes não buscava um princípio seguro, pois duvidava de todas as coisas.
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René Descartes (1596-1650) pode ser considerado o pai da filosofia moderna, pois, em vários aspectos, permitiu uma visão crítica da filosofia medieval, especialmente no que se referia à possibilidade do conhecimento da natureza. Seu livro O discurso do método é um marco para esse ponto de virada filosófica e coloca, em destaque, a importância da dúvida metódica para a investigação científica. Nesse sentido, essa dúvida cartesiana implicava
Só aceitar como indubitáveis as certezas que vierem dos sentidos.
Duvidar de tudo, exceto das verdades da fé cristã já estabelecidas.
Exercitar o método, obter e aceitar apenas ideias claras e distintas.
Aceitar os conceitos da filosofia tomista como verdades absolutas.
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Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. DESCARTES, R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da
Liberdade do agente moral.
Autonomia do sujeito pensante.
Investigação de natureza empírica.
Retomada da tradição intelectual.
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Mas eu me persuadi de que nada existia no mundo, que não havia nenhum céu, nenhuma terra, espíritos alguns, nem corpos alguns; me persuadi também, portanto, de que eu não existia? Certamente não, eu existia, sem dúvida, se é que eu me persuadi ou, apenas, pensei alguma coisa. Mas há algum, não sei qual, enganador mui poderoso e mui ardiloso que emprega toda a sua indústria em enganar-me sempre. Não há pois dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, penso, logo sou, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio [...]. René Descartes. Meditações, 1973.) Segundo o texto, um dos pontos iniciais do método de Descartes que o levou ao cogito ("penso, logo sou") foi
O prevalecimento da alma sobre o raciocínio.
A arte da persuasão grega.
O reconhecimento de um Deus enganador.
A análise das partes.
A síntese das partes analisadas.
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Na obra Discurso do método, o filósofo francês Renê Descartes descreve as quatro regras que, segundo ele, podem levar ao conhecimento de todas as coisas de que o espírito é capaz de conhecer. Quanto a uma dessas regras, ele diz que se trata de "dividir cada dificuldade que examinasse em tantas partes quantas possíveis e necessárias para melhor resolvê-las". Descartes. Discurso do método,I-II, citado por: MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução de Marcus Penchel. Essa regra, transcrita acima, é denominada
Regra da síntese.
Regra da análise.
Regra da verificação.
Regra da evidência.
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Nas primeiras linhas das Meditações Metafísicas, Descartes declara que "recebera muitas falsas opiniões por verdadeiras" e que "aquilo que fundou sobre princípios mal assegurados devia ser muito duvidoso e incerto". (DESCARTES, R. Meditações Metafisicas, In: MARÇAL, J. CABARRÃO, M.; FANTIN, M. E. (org.) Antologia de textos filosóficos, Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 153.) A fim de dar bom fundamento ao conhecimento científico, Descartes entende que é preciso:
Confiar nas próprias opiniões.
Certificar-se de que os outros pensam como nós.
Aceitar que o conhecimento é duvidoso e incerto.
Partir de princípios seguros e proceder com método.
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O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa, não costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é verossimil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens. (DESCARTES, René. Discurso do Método, 1973, p. 37) Na perspectiva de René Descartes,
O conhecimento filosófico é natural em todos os homens, mesmo sem fazerem uso do bom senso.
O conhecimento filosófico enfatiza que a essência do homem consiste nos sentidos, uma vez que o bom senso acentua o caráter relativo e particular da razão.
conhecimento filosófico salienta a importância capital de bem conduzir a própria razão para a aquisição da ciência.
(),O conhecimento filosófico delimita a faculdade de julgar o absoluto, desprezando o valor do conhecimento.
conhecimento filosófico prioriza a sensação, deixando à margem o valor da razão, isto é, o que vale É ter bom senso
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No texto a seguir, Descartes formula o preceito inicial de suas regras do método: "O primeiro era o de jamais acolher alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal; isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e de nada incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e tão distintamente a meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida". (Descartes - Discurso do método) A partir desse texto, julgue corretamente os seguintes itens. I - No conhecimento da verdade, a dúvida antecede a evidência. II - No conhecimento da verdade, a evidência antecede a dúvida. III - Clareza e distinção são critérios para o reconhecimento da verdade. IV - Sob o ponto de vista metodológico, o conhecimento independe do "eu". V - O acesso à verdade depende das circunstâncias ocasionais vividas pelo "eu". Estão corretos apenas os itens
II,V
III ,V
I,III
IV
I,II,V