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"O açúcar O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema não foi produzido por mim nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puro e afável ao paladar como beijo de moça, água na pele, flor que se dissolve na boca. Mas este açúcar não foi feito por mim. Este açúcar veio da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia. Este açúcar veio de uma usina de açúcar em Pernambuco ou no Estado do Rio e tampouco o fez o dono da usina. Este açúcar era cana e veio dos canaviais extensos que não nascem por acaso no regaço do vale. [...] Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura produziram este açúcar branco e puro com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. A antítese que configura uma imagem da divisão social do trabalho na sociedade brasileira é expressa poeticamente na oposição entre a doçura do branco açúcar e"
"a beleza dos extensos canaviais que nascem no regaço do vale."
"o trabalho dos homens de vida amarga em usinas escuras."
" o beijo de moça, a água na pele e a flor que se dissolve na boca."
"o trabalho do dono da mercearia de onde veio o açúcar."
"o trabalho do dono do engenho em Pernambuco, onde se produz o açúcar."
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"Oximoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares, de Hilda Hilst, publicada em 2004, em que pode ser encontrada a referida figura de retórica é:"
"Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre"
“Areia, vou sorvendo. A água do teu rio”
“De sol e lua. De fogo e vento. Te enlaço”
"Dos dois contemplo rigor e fixidez. Passado e sentimento me contemplam"
“O bisturi e o verso. Dois instrumentos entre as minhas mãos"
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"MAR PORTUGUÊS Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. Em relação aos versos “Ó mar salgado, quanto do teu sal/ São lágrimas de Portugal”, ocorrem, respectivamente, duas figuras de linguagem nomeadas:"
"Catacrese e ironia."
"Anacoluto e antítese."
"Metáfora e onomatopeia."
"Sinédoque e aliteração."
"Pleonasmo e metáfora."
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(explicação das respostas) Pergunta 1
""Pleonasmo e metáfora." A expressão “mar salgado” é um pleonasmo, uma vez que não existe mar doce. Já “lágrimas de Portugal” é uma metáfora, pois o sal é comparado a “lágrimas de Portugal”, mas sem a presença de conjunção comparativa."
""Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre". Ao dizer “E me deixa viver nessa que morre”, o eu lírico cria um paradoxo, já que é contraditório viver naquilo que morre."
""o trabalho dos homens de vida amarga em usinas escuras." A antítese é expressa na oposição entre o “branco açúcar” e a “vida amarga”, ou seja, entre o doce e o amargor; politicamente, na oposição entre a vida agradável do eu lírico e a vida difícil dos trabalhadores da usina."
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(explicação das respostas) Pergunta 2
""o trabalho dos homens de vida amarga em usinas escuras." A antítese é expressa na oposição entre o “branco açúcar” e a “vida amarga”, ou seja, entre o doce e o amargor; politicamente, na oposição entre a vida agradável do eu lírico e a vida difícil dos trabalhadores da usina."
""Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre". Ao dizer “E me deixa viver nessa que morre”, o eu lírico cria um paradoxo, já que é contraditório viver naquilo que morre."
""Pleonasmo e metáfora." A expressão “mar salgado” é um pleonasmo, uma vez que não existe mar doce. Já “lágrimas de Portugal” é uma metáfora, pois o sal é comparado a “lágrimas de Portugal”, mas sem a presença de conjunção comparativa."
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(explicação das respostas) Pergunta 3
""o trabalho dos homens de vida amarga em usinas escuras." A antítese é expressa na oposição entre o “branco açúcar” e a “vida amarga”, ou seja, entre o doce e o amargor; politicamente, na oposição entre a vida agradável do eu lírico e a vida difícil dos trabalhadores da usina."
""Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre". Ao dizer “E me deixa viver nessa que morre”, o eu lírico cria um paradoxo, já que é contraditório viver naquilo que morre."
""Pleonasmo e metáfora." A expressão “mar salgado” é um pleonasmo, uma vez que não existe mar doce. Já “lágrimas de Portugal” é uma metáfora, pois o sal é comparado a “lágrimas de Portugal”, mas sem a presença de conjunção comparativa."