
Quem é você na Guerra do Maranhão?
A província está um caos. Pobres e escravizados caindo cada vez mais para perto do poço, impostos altos, exploração dos latifundiários e abandono do governo central. Você luta pelo seu direito? Você é contra os que lutam? Ou você prefere ficar quieto e esperar a poeira abaixar?
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O mundo parece bem cinza quando trabalhar é uma necessidade e comer é quase um milagre. Ao seu redor tem apenas pessoas iguais a você. Pobres, magros, cansados, endividados, cobrados. "Mas aquele homem é escravizado!". Todos estão no mesmo lugar, independente das origens. Não se tem notícias do governante há tempos. Alguns homens resmungam no seu ouvido, comentam sobre fazer uma viagem até o Norte e protestar contra o valor dos impostos.
Claro que vou! Se nos ouvirem, teremos uma chance de sair desse buraco.
Acho que vou. Mas se acontecer alguma coisa eu volto o mais rápido possível. Não quero nem pensar em ficar mais endividado ainda!
Deixa quieto. Preciso muito continuar trabalhando, isso me tomaria muito tempo.
2
Pelo visto, os protestos foram repreendidos. Os grupos protestantes foram expulsos. Só existe uma forma de fazer aqueles riquinhos burros nos escutarem: força e número. Precisam de mais pessoas revoltadas, armas, disposição.
Vou pegar minha enxada e a minha pá, e resolver isso eu mesmo!
Vou fazer um levantamento de pessoas. Ir de bairro em bairro explicando a situação e incentivando ruralistas a entrarem no conflito.
Não preciso me envolver. Uma pessoa não faz diferença, e eu prezo pela minha segurança.
3
Uma esperança de vitória! Elites liberais locais se juntaram as classes mais baixas contra os conservadores no poder. Porém, a esperança vai para o ralo. Assim que o governo começou a responder com força bruta, os liberais se voltaram contra os balaios.
Vou continuar lutando pela minha liberdade!
Prefiro me manter longe de conflitos diretos. O apoio moral é super importante também.
Ainda não vou me envolver. Se o império se voltar contra nós, eu estou morto!
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Com muito esforço conseguimos barrar o comércio de algodão no Norte! Um líder escravizado está liderando um grupo de mais de 3.000 homens em busca de liberdade e justiça. Agora, além da estabilidade financeira, teremos uma campanha anti-escravista!
Vou me juntar a esse grupo! Mais homens, mais força e mais benefícios.
Isso já é de mais. Vamos dar um passo de cada vez. Se cobrarmos muito do império, não teremos nada.
Agora que barraram o comércio do algodão, os impostos vão subir muito! Melhor pararem com essa revolta...
5
Reta final da revolução. Os balaios tomaram cidades pequenas do Maranhão, como Caxias. Se tornaram um tipo de governo paralelo rebelde. A partir daí, a coisa começou a ficar feia. O império reprimiu com extrema agressividade, matando milhares de revoltosos. Agora sim, isso passa a ser nomeado como a Guerra do Maranhão. A Revolta da Balaiada.
Esse momento iria chegar de qualquer forma. Vamos continuar!
Melhor recuar, já chegamos muito longe.
Mantenho a minha ideia. Foi bom não me envolver.
6
O império massacra milhares de revoltosos. Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) ganha seu destaque militar durante este conflito, executando os últimos rebeldes. Mais de 12mil balaios foram mortos para que a ordem do império de D. Pedro II fosse restaurada (apesar de ele não ter atingido a maioridade até aquele momento).
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