Conheça os animais pré históricos de nossa região 🦣

Conheça os animais pré históricos de nossa região 🦣

O nosso projeto tem o foco de representar os animais pré históricos da nossa região baiana☀️

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João Vitor

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Preguiça Gigante 🦥

1. Preguiça Gigante 🦥
A preguiça Gigante 🦥

A preguiça gigante foi um dos maiores mamíferos que viveram nas Américas durante o período do Pleistoceno (cerca de 2,5 milhões a 10 mil anos atrás). Aqui estão alguns fatos importantes sobre ela:

🦣 Características Gerais

Nome científico: Existem várias espécies, como Megatherium americanum (uma das mais conhecidas).

Tamanho: Podia atingir até 6 metros de comprimento quando erguida sobre as patas traseiras e pesar cerca de 4 toneladas.

Aparência: Parecia uma versão muito maior da preguiça atual, com grandes garras, corpo robusto e pelos densos.

Alimentação: Herbívora; se alimentava de folhas, galhos e possivelmente frutas, alcançando árvores altas com suas longas garras.


🌎 Distribuição

Viveu em grande parte da América do Sul (principalmente Argentina, Brasil e Uruguai) e algumas espécies também habitaram a América do Norte.


🦕 Comportamento

Apesar do tamanho, era provavelmente lenta, mas podia se defender bem com suas garras afiadas.

Caminhava sobre as quatro patas, mas podia se erguer para alcançar alimentos ou se defender.


⌛ Extinção

Desapareceu há cerca de 10 a 12 mil anos, possivelmente devido a uma combinação de mudanças climáticas (fim da última Era do Gelo) e caça excessiva pelos primeiros humanos nas Américas.


🔎 Curiosidades

Parente das preguiças modernas, tamanduás e tatus.

Fósseis encontrados mostram que conviveram por algum tempo com os primeiros humanos que chegaram ao continente.

Algumas espécies eram capazes de cavar grandes tocas, semelhantes às encontradas em partes do Brasil.
Na Bahia, também existem registros de preguiças gigantes, principalmente em áreas onde fósseis foram encontrados. Aqui vão alguns pontos específicos:

📍 Ocorrência na Bahia

Regiões de achados: Fósseis foram encontrados em cavernas da Chapada Diamantina, Ourolândia, Jacobina e outras áreas do interior baiano.

Espécies: A mais comum é o Eremotherium laurillardi, uma preguiça gigante que viveu no Nordeste do Brasil durante o Pleistoceno.

Tamanho: Essa espécie podia atingir até 6 metros e pesar mais de 3 toneladas, sendo uma das maiores preguiças conhecidas na América do Sul.


🦴 Importância dos fósseis

Os fósseis ajudam cientistas a entender como era o ambiente do semiárido nordestino na época, que já foi mais úmido e com vegetação favorável para animais grandes.

Muitas cavernas da Bahia preservam bem ossadas de preguiças gigantes e outros animais da megafauna, como tatus gigantes e mastodontes.


⌛ Extinção na região

Estima-se que tenham desaparecido há cerca de 10 mil anos, coincidindo com a chegada dos primeiros humanos na região e mudanças climáticas que secaram parte do Nordeste.
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Mastodonte 🦣

2. Mastodonte 🦣
O Mastodonte
O mastodonte foi um mamífero pré-histórico que viveu durante a Era do Gelo, sendo parente distante dos elefantes atuais. Aqui estão alguns pontos importantes sobre ele:

🦣 Características gerais

Espécie: O gênero mais conhecido é o Mammut, principalmente o Mammut americanum.

Aparência: Parecia com um elefante, mas com pelos mais longos, corpo robusto e presas curvas.

Altura e peso: Podiam chegar a cerca de 3 metros de altura e pesar entre 4 e 6 toneladas.

Habitat: Viviam na América do Norte, em regiões de florestas e campos.


🌱 Alimentação

Diferente dos mamutes (que eram mais adaptados a pastagens), os mastodontes tinham dieta de folhas, galhos e ramos de árvores (herbívoros).

Seus dentes eram mais pontiagudos, adequados para mastigar vegetação arbustiva.


📜 Período de existência

Surgiram há cerca de 5 milhões de anos.

Foram extintos há cerca de 10 a 11 mil anos, provavelmente devido a mudanças climáticas e à caça por humanos.


🧬 Diferenças para o mamute

Mastodontes eram menores e tinham corpo mais robusto.

Seus dentes eram diferentes, refletindo dietas distintas.

Mamutes viviam em regiões mais abertas e frias; mastodontes preferiam florestas
Na Bahia, há registros importantes de fósseis de mastodontes, o que mostra que esses animais habitaram a região durante a pré-história. Eis alguns pontos relevantes:

🦣 Presença na Bahia

Espécie encontrada: Notiomastodon platensis, um mastodonte que viveu em várias partes da América do Sul durante o Pleistoceno.

Habitat: Essa espécie preferia áreas abertas e de cerrado, mas também transitava por regiões de caatinga e mata.


📍 Locais de achados fósseis

Jacobina e região do Piemonte da Chapada Diamantina: já foram encontrados fósseis de mastodontes em escavações paleontológicas.

Ourolândia, Saúde e Umburanas: também há registros de achados de ossadas na Bacia do Rio São Francisco.


🧬 Importância científica

Esses fósseis ajudam a entender como era o clima e a vegetação da Bahia há mais de 10 mil anos.

Indicam que o mastodonte conviveu com outros grandes animais, como preguiças gigantes (Eremotherium), tatus gigantes (Glyptodon) e até mesmo humanos pré-históricos.


❌ Extinção

Acredita-se que os mastodontes da Bahia desapareceram devido a mudanças ambientais (período de seca) e pela caça feita por povos que já habitavam a região no final da Era do Gelo.
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O Tatu Gigante 🦫

3. O Tatu Gigante 🦫
O tatu gigante era um parente distante dos tatus atuais, mas muito maior. Enquanto os tatus modernos têm tamanho que varia entre 20 cm e 1 metro, o tatu gigante podia chegar a medir cerca de 2 metros de comprimento e pesar mais de 200 kg, dependendo da espécie.

Período:
Eles viveram durante o Pleistoceno, que vai de cerca de 2,6 milhões até 11.700 anos atrás.

Distribuição:
Fósseis desses tatus gigantes foram encontrados principalmente na América do Sul, incluindo o Brasil, Argentina e também na América Central.

Características:

Possuíam uma carapaça protetora semelhante à dos tatus atuais, mas muito mais robusta.

Eram herbívoros, alimentando-se principalmente de plantas, raízes e frutos.

Provavelmente tinham um comportamento parecido com os tatus modernos, escavando buracos para se proteger e procurar alimento.


Extinção:
O tatu gigante, junto com muitos outros grandes mamíferos da megafauna sul-americana, desapareceu no final do Pleistoceno, provavelmente devido a uma combinação de mudanças climáticas e a chegada dos primeiros humanos à região, que caçavam esses animais.
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O Xenorinotério🦒

4. O Xenorinotério🦒
🦣 Sobre o Xenorhinotherium bahiense

📚 Classificação e origem

Pertence à família Macraucheniidae, ordem Litopterna, mamíferos agora extintos que habitavam a América do Sul .

Recebeu o nome “bahiense” porque os primeiros fósseis foram encontrados no estado da Bahia .


🔎 Características físicas

Parecia um camelo sem corcova, com três dedos nas patas, pescoço longo e narinas posicionadas logo atrás dos olhos, o que deu origem ao nome popular “narinas estranhas” .

A estrutura craniana sugere a possibilidade de uma tromba curta ou probóscide, facilitando a respiração enquanto se alimentava .

Médias estimadas incluem até cerca de 2 m de comprimento, 1,5 m de altura no dorso e até ~2 m de altura na cabeça, com peso estimado entre 900 kg e 1.000 kg .


🍃 Alimentação e ecologia

Estudos isotópicos (δ¹³C e δ¹⁸O) indicam dieta predominantemente de navegador (folhas), apoiado por seu alto índice de hipersodontia dentária .

Manteve o número ancestral de 44 dentes, com dentes anteriores em formato de “pontas de flecha” cortantes, eficientes para cortar vegetação sem puxar .


📍 Descobertas fósseis na Bahia

Fósseis de X. bahiense foram encontrados em depósitos conhecidos como tanques ou cavernas no norte e oeste da Bahia, como o sítio “Sítio Novo” em Matina, junto com outros representantes da megafauna pleistocênica regional como Eremotherium, Toxodon, Notiomastodon e câmelos antigos .

Datações sugerem presença na região até cerca de 32.000 anos atrás, com vestígios coexistindo com seres humanos até por volta de 5.000 anos atrás, especialmente representados por pinturas rupestres no oeste da Bahia .


🖼 Representações rupestres

Em sítios arqueológicos na região de Ibotirama (oeste baiano), foram descobertas pinturas rupestres de megafauna, incluindo representações atribuídas ao Xenorhinotherium bahiense datadas de cerca de 5.000 anos atrás .



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🧾 Resumo geral

Item Detalhes

Espécie Xenorhinotherium bahiense
Período Pleistoceno (até ~32 000 anos atrás)
Localização Estado da Bahia (tanques de Matina, Ibotirama etc.)
Características Parecido com camelo, três dedos, narinas atrás dos olhos, dieta de folhas
Peso estimado ~900–1 000 kg
Importância Representante icônico da megafauna brasileira e presença humana antiga
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