
Confusa eu sou confusa
Ser confusa é como morar em um labirinto onde cada caminho parece certo até você dar o primeiro passo.
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Vazio ?

Aii , eu sempre quero fugir , fugir da vida , das pessoas , das amizades , interesses românticos e tudo , me isolar sumir do mapa , as vezes faço isso , já desinstalei todas as minhas redes sócias por um tempo , foi muito bom , já sumi do mapa , eu vivo sumindo kkkk. Tem dias em que a vontade não é só de sumir.
É de evaporar.
De deixar pra trás a bagunça, os medos, as vontades que nunca se realizam, as responsabilidades que pesam mais que o próprio corpo.
Sumir das expectativas, dos olhares, das mensagens não respondidas, das decisões que sempre exigem demais.
Querer ser nada. Nenhum nome, nenhum papel, nenhum destino.
Só um silêncio inteiro… longe de tudo que confunde, aperta ou exige.
Sumir pra ver se o coração, enfim, descansa.
É de evaporar.
De deixar pra trás a bagunça, os medos, as vontades que nunca se realizam, as responsabilidades que pesam mais que o próprio corpo.
Sumir das expectativas, dos olhares, das mensagens não respondidas, das decisões que sempre exigem demais.
Querer ser nada. Nenhum nome, nenhum papel, nenhum destino.
Só um silêncio inteiro… longe de tudo que confunde, aperta ou exige.
Sumir pra ver se o coração, enfim, descansa.
2
Egoista ?

Será que sou egoísta por querer desaparecer?
Por me esconder quando tudo pesa demais?
Porque às vezes eu penso: e se todo mundo acha que é drama? Que eu só tô tentando fugir?
Mas e se for isso mesmo — uma fuga?
Fugir de mim, das expectativas, das vontades que me sufocam, dos medos que nem sei nomear.
Fugir de ter que ser forte, de ter que sorrir, de ter que continuar quando tudo dentro de mim só quer parar.
E aí bate a culpa.
Culpa por não conseguir ser o que esperam.
Por me calar, por não responder, por não estar.
Culpa por querer sumir do mundo quando tem gente que só queria um pouco mais de mim.
Mas será mesmo egoísmo querer um tempo só pra mim?
Será egoísmo se o que eu tô tentando salvar… sou eu?
Por me esconder quando tudo pesa demais?
Porque às vezes eu penso: e se todo mundo acha que é drama? Que eu só tô tentando fugir?
Mas e se for isso mesmo — uma fuga?
Fugir de mim, das expectativas, das vontades que me sufocam, dos medos que nem sei nomear.
Fugir de ter que ser forte, de ter que sorrir, de ter que continuar quando tudo dentro de mim só quer parar.
E aí bate a culpa.
Culpa por não conseguir ser o que esperam.
Por me calar, por não responder, por não estar.
Culpa por querer sumir do mundo quando tem gente que só queria um pouco mais de mim.
Mas será mesmo egoísmo querer um tempo só pra mim?
Será egoísmo se o que eu tô tentando salvar… sou eu?
3
Nada é poesia , não temos sintonia , cadê a alegria ?

A arte de querer desaparecer”
Há dias em que o mundo pesa demais
e meu peito se encolhe em silêncio.
Não dói de um jeito que grita,
dói de um jeito que cansa.
É como se tudo estivesse grande demais pra mim:
as pessoas, os sonhos,
as perguntas sem resposta,
o barulho que ninguém escuta —
mas que ecoa dentro, feito trovão.
Às vezes, só queria ser brisa.
Passar sem ser notada,
sumir sem causar falta,
flutuar longe das urgências
e dos medos que me vestem toda manhã.
Não quero aplausos,
nem explicações.
Quero só um espaço onde eu possa existir
sem me cobrar presença,
sem me cobrar sentido,
sem me cobrar ser tudo.
E ainda assim, me pergunto…
Será que querer ir embora é egoísmo?
Será que desaparecer é abandonar quem me ama —
ou é a única forma de me amar de novo?
Eu não sei.
Só sei que tem dias
em que continuar
é um ato de guerra
travado com o próprio coração.
E nessas horas,
sumir parece menos fuga,
e mais poesia:
uma pausa na existência
pra respirar
sem ninguém esperar que eu sorria.
Há dias em que o mundo pesa demais
e meu peito se encolhe em silêncio.
Não dói de um jeito que grita,
dói de um jeito que cansa.
É como se tudo estivesse grande demais pra mim:
as pessoas, os sonhos,
as perguntas sem resposta,
o barulho que ninguém escuta —
mas que ecoa dentro, feito trovão.
Às vezes, só queria ser brisa.
Passar sem ser notada,
sumir sem causar falta,
flutuar longe das urgências
e dos medos que me vestem toda manhã.
Não quero aplausos,
nem explicações.
Quero só um espaço onde eu possa existir
sem me cobrar presença,
sem me cobrar sentido,
sem me cobrar ser tudo.
E ainda assim, me pergunto…
Será que querer ir embora é egoísmo?
Será que desaparecer é abandonar quem me ama —
ou é a única forma de me amar de novo?
Eu não sei.
Só sei que tem dias
em que continuar
é um ato de guerra
travado com o próprio coração.
E nessas horas,
sumir parece menos fuga,
e mais poesia:
uma pausa na existência
pra respirar
sem ninguém esperar que eu sorria.