Ginástica laboral e Jump.

Ginástica laboral e Jump.

Ginástica laboral Pessoa na frente de um computador realizando alongamentos no pescoço. Fonte: M M Vieira/Shutterstock A modalidade de ginástica laboral ganhou notoriedade no Brasil na primeira década do século XXI, sendo difundida em diferentes empresas com notória adesão dos(as) funcionários(as). Essa é uma modalidade que surgiu a partir das necessidades das relações de trabalho e da luta referente aos direitos trabalhistas e a melhores condições de trabalho, que são pautas da sociedade moderna desde o século XIX. A pauta referente às condições de trabalho, além de visar o desenvolvimento tecnológico que potencializasse a produtividade, adicionou dois elementos às reivindicações: condições de segurança e de saúde para os(as) trabalhadores(as). Afinal, de nada adianta a conquista do direito a férias remuneradas, por exemplo, se a pessoa não tiver as condições necessárias de saúde para usufruí-las. Com o avanço das negociações foi entendido que, além dos direitos trabalhistas, as condições de saúde preventiva dos(as) trabalhadores(as) garantiam funcionários(as) mais satisfeitos(as), mais saudáveis e consequentemente mais produtivos(as), diminuindo, assim, a necessidade de afastamentos do local de trabalho para tratamento de saúde. Funcionários(as) de uma empresa realizando ginástica laboral. Fonte: TommyStockProject/Shutterstock Desse modo, a ginástica laboral surge como um benefício a ser garantido pelos(as) empregadores(as), os(as) quais, ao compreenderem a descoberta científica da necessidade de práticas regulares e diárias de exercícios físicos, disponibilizam um(a) profissional, seja um(a) educador(a) físico ou um(a) fisioterapeuta, que atua em todos os setores de uma empresa, diariamente, ofertando uma sequência de exercícios voltados a aliviar as tensões corporais dos(as) trabalhadores(as) e pensados a partir da movimentação corporal necessária para a realização do seu trabalho. Trabalhadores(as) da cidade de Salvador realizando sessão de ginástica no local de trabalho. Fonte: Joa Souza/Shutterstock Os(As) trabalhadores(as) da indústria, por exemplo, que têm uma dinâmica de movimentação corporal mais repetitiva, possuem um tipo de treinamento laboral voltado para alongamentos e exercícios de força das partes do corpo mais exigidas durante sua jornada de trabalho e nas funções exercidas. A principal característica desse tipo de ginástica é que o treinamento é estruturado a partir do tempo mínimo de exercício físico necessário para uma pessoa realizar diariamente (em torno de 15 a 20 minutos – a variar da literatura que fundamenta a técnica) e prescrito a partir da dinâmica e da movimentação corporal da atividade laboral exercida. Apesar de não ser um benefício obrigatório, muitas empresas adotaram a prática nas últimas décadas. O investimento é de total responsabilidade do(a) empregador(a), mas entendido como válido por atuar na prevenção de patologias comuns a algumas atividades laborais, principalmente aos(às) trabalhadores(as) da indústria. Jump Pessoas realizando exercício em uma aula de jump. Fonte: Giorgio Rossi/Shutterstock A palavra jump, em tradução literal da língua inglesa, significa pular. A ginástica de pular foi difundida no território brasileiro a partir de uma modalidade específica da ginástica de academia que passou a unir o ritmo musical a uma sequência de saltos realizados em uma mini cama elástica. A popularização da modalidade aconteceu por meio do termo aula de jump. A estrutura da aula é organizada a partir de uma sequência coreográfica, em que o(a) professor(a) responsável realiza os movimentos com os(as) alunos(as), experimentando uma variação de ritmos musicais e tendo como base de todos os movimentos corporais os saltos, com intensidade definida pelo impacto gerado com a mini cama elástica. A aula de jump é essencialmente aeróbica, fazendo com que as pessoas que realizam a prática terminem a aula muito suadas, mesmo sendo uma aula feita para iniciantes sem muita experiência. Apesar de o ato de saltar ser uma habilidade natural do corpo humano, os saltos sequenciais e com variação de intensidade não é uma prática humana comum e, por isso, um dos benefícios mais usados na divulgação desse tipo de exercício é o alto gasto calórico que uma aula de jump com cerca de 1 hora proporciona aos(às) praticantes. Mini cama elástica usada nas aulas de jump. Fonte: Pavel1964/Shutterstock A prática do jump permite o desenvolvimento de uma consciência de contração muscular intensa das pernas e do abdômen, e todo o corpo precisa estar em harmonia para que a pessoa consiga estar preparada para realizar a aula por completo. O jump é um treinamento voltado ao condicionamento físico e deve ser pensado a partir da composição corporal de quem irá treinar, bem como dos objetivos pretendidos com os treinos. Por conta disso, há uma série de críticas a essa modalidade, visto que alguns locais consideram ofertar aulas abertamente para quem quiser fruí-las, sem respeitar a individualidade de seus(suas) praticantes e sem realizar um filtro inicial sobre possíveis patologias do(a) aluno(a), desconsiderando que esse tipo de aula, dependendo do caso, poderia prejudicar a pessoa em vez de beneficiá-la. Atualmente existem locais que ofertam aulas em diferentes níveis (inicial, intermediário e avançado) a fim de proporcionar um treinamento mais eficaz aos(às) praticantes. No entanto, também existem aqueles que ainda oferecem aulas em massa e sem se responsabilizarem por possíveis complicações de saúde que alunos(as) possam ter ao fazerem esse tipo de exercício. Não há consenso ou orientação nos níveis nacional, estadual ou até mesmo municipal sobre uma forma mais segura de condução dessa modalidade.

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Edson Lima

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Sobre a regulamentação das aulas de jump no Brasil, pode-se afirmar que:

Existe um consenso nacional sobre sua condução.
Cada estado possui uma regra própria e obrigatória.
É proibido ofertar aulas abertas ao público.
Não há consenso ou orientação em nível nacional, estadual ou municipal.
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Atualmente, algumas academias organizam aulas de jump em níveis diferentes para:

Diminuir o tempo de aula.
Segregar alunos iniciantes dos avançados.
Aumentar o número de turmas.
Proporcionar treinamento mais adequado e eficaz.
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Uma das críticas à modalidade de jump é que:

É oferecida sem considerar individualidades e possíveis patologias dos(as) praticantes.
Não possui impacto significativo na saúde.
Ela não utiliza música nas aulas.
É pouco eficaz para melhorar a condição física.
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A prática de jump deve ser planejada considerando:

A composição corporal e os objetivos do(a) praticante.
O tipo de música preferida do aluno.
Apenas a idade da pessoa.
O tempo livre disponível.
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Além das pernas, qual região do corpo é bastante exigida durante a prática do jump?

Coluna cervical.
Braços.
Peito.
Abdômen.
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Qual é um dos principais atrativos da divulgação da aula de jump?

O descanso mental durante as aulas.
A ausência de esforço físico.
O baixo gasto calórico.
O alto gasto calórico em cerca de 1 hora de prática.
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A principal característica fisiológica da aula de jump é ser:

Aeróbica.
Exclusivamente de flexibilidade e mobilidade.
Apenas de relaxamento.
Anaeróbica.
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A estrutura da aula de jump é organizada a partir de:

Corrida contínua sem pausa.
Exercícios de musculação.
Jogos recreativos.
Sequência coreográfica acompanhada de música.
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A aula de jump é realizada em qual equipamento principal?

Banco sueco.
Mini cama elástica.
Esteira.
Bicicleta ergométrica.
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O termo “jump” em inglês significa:

Saltitar suavemente.
Correr.
Pular.
Dançar.
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A responsabilidade pelo investimento na ginástica laboral é de:

Próprio(a) trabalhador(a).
Empregador(a).
Sindicato dos trabalhadores.
Governo federal.
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Entre trabalhadores(as) da indústria, a ginástica laboral costuma priorizar:

Alongamentos e exercícios voltados às partes mais exigidas.
Exercícios apenas de relaxamento mental.
Danças e coreografias.
Atividades recreativas coletivas.
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Um dos principais benefícios da ginástica laboral para as empresas é:

Substituição do vale alimentação.
Aumento de férias anuais.
Redução de afastamentos por problemas de saúde.
Aumento da jornada de trabalho.
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Os exercícios da ginástica laboral são prescritos com base em:

Dinâmica e movimentação corporal da atividade laboral exercida.
Modismos do mercado fitness.
Preferências musicais dos(as) trabalhadores(as).
Tipo sanguíneo do(a) trabalhador(a).
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Quanto tempo, em média, dura uma sessão de ginástica laboral?

10 minutos.
5 minutos.
1 hora.
Entre 15 e 20 minutos.
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Quem geralmente conduz as sessões de ginástica laboral nas empresas?

Educadores físicos ou fisioterapeutas.
Médicos clínicos.
Chefes de setor.
Engenheiros de segurança.
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O principal objetivo da ginástica laboral é:

Substituir a atividade física diária.
Reduzir gastos da empresa.
Preparar atletas para competições.
Aliviar tensões corporais e prevenir doenças relacionadas ao trabalho.
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Além da produtividade, as reivindicações trabalhistas passaram a incluir também:

Aulas de lazer semanais.
Condições de segurança e saúde.
Bonificações financeiras adicionais.
Descanso e férias prolongadas.
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A ginástica laboral surgiu a partir de quais necessidades?

Da busca por lazer durante o trabalho.
Da moda fitness nas academias.
Do desenvolvimento exclusivo do esporte de rendimento.
Das relações de trabalho e das lutas por melhores condições laborais.
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A ginástica laboral começou a ganhar notoriedade no Brasil principalmente em qual período?

Primeira década do século XXI.
Década de 1970.
Segunda década do século XXI.
Década de 1990.
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