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Questão 1) Thomas Morus (1478-1535), pensador inglês que viveu na transição entre a Idade Média e a Modemidade, é o autor de Utopia, sua principal obra. Considerando-se que a palavra utopia significa, a partir de sua etimologia, o lugar que não existe, e. percebendo o contexto de vida do filósofo Morus quanto as mudanças políticas, religiosas e às questões sociais dominantes, fica claro que o livro projeta uma sociedade ideal em comparação com a dura realidade vivida na Inglaterra e em toda a Europa nesse periodo. Um dos pontos centrais do pensamento de Thomas Morus cra(m)
E) suas críticas vagas e pouco aprofundadas sobre o capitalismo, destacando-se mais pelo sonho descrito nas páginas de Utopia do que com relação ao surgimento de uma sociedade perfeita.
A) o combate ao imperialismo romano, que descaracteriza as sociedades bárbaras e impõe o modelo cultural de Roma, ao mesmo tempo em que submete os dominados ao pagamento de tributos.
D) as criticas sobre a exploração do servo pelos senhores feudais, o qual era obrigado a pagar taxas feudais, como a talha, a corveia ou as banalidades.
B) o posicionamento contrário ao espírito competitivo, uma das mais marcantes características do capitalismo, que Morus acompanhou do inicio de sua manifestação até sua consolidação.
C) o manifesto contra a exploração do trabalhador pelo sistema de produção voltado para o mercado, que torna o trabalho uma mercadoria e tira do homem o conhecimento pleno do processo produtivo.
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Questão 2) Com efeito, existem a respeito de Deus verdades que ultrapassam totalmente as capacidades da razão humana. Uma delas é, por exemplo, que Deus é trino e uno. Ao contrário, existem verdades que podem ser atingidas pela razão: por exemplo, que Deus existe, que há um só Deus etc. O esforço de Tomás de Aquino é pensar na distinção entre o papel que cabe à razão e o que cabe à fé. Nesse sentido, pode-se notar que o filósofo reconhece que o(a)
E) razão é capaz de produzir o conhecimento que afirma a existência de Deus.
A) conhecimento da existência de Deus é assunto para o foro íntimo.
B) conciliação entre fé e razão pode abrir espaço para eliminar a necessidade da fe.
D) razão não é capaz de sondar a veracidade ou falsidade da metafísica.
C) conhecimento da existência de Deus é conquistado somente pela graça divina.
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Questão 3) É porque, ao afirmarmos que os homens são voluntariamenie infelizes, não dizemos por al que eles queiram ser infelizes, mas que possuem tal vontade, que a desgraça se segue necessariamente, mesmo contra o desejo de felicidade. Não há. pois, nada de contraditório ao ractocínio precedente: todos querem ser felizes, mas sem poder sê-lo. Pois nem todos querem viver na retidão, e é só com essa boa vontade que têm o direito à vida feliz. SANTO AGOSTINHO. O livre-arbitrio. Nair de Assis Oliveira (Trad.). São Paulo: Paulus, 1995. p. 62-3. Para Agostinho, a distinção entre liberdade e livre-arbitrio depende de um terceiro elemento, que é a graça divina, sem a qual o ser humano
D) tem livre-arbitrio, mas não liberdade.
C) busca voluntariamente a infelicidade.
A) vincula sua liberdade ao pecado.
B) perde a capacidade de livre-arbítrio.
E) experimenta uma felicidade passageira
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Questão 4) Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo o bem e todo o mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. Epicuro. Carta a Menecou São Paulo: UNESP, 2002. p. 28. A Carta a Meneceu é a obra de Epicuro que resume o que pensavam e viviam os epicuristas. Tendo esse excerto de texto como referência inicial, julgue o itema seguir: Considere a situação hipotética de que uma pessoa com doença terminal tenha sido desenganada pelos médicos e tenha, no máximo, quatro meses de vida. Segundo a ética epicurista, a posição mais pertinente dessa pessoa seria viver o resto de seu tempo segundo uma vida
B) libertina
D) reclusa
C) de luxos
E) confusão
A) simples
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Questão 5) Não vás para fora de ti; retorna a ti mesmo. A verdade habita no homem interior: Santo Agostinho. Agostinho deixou uma marca profunda na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo. Sua influência é vastissima. (...J Raramente uma civilização encontrou um espírito tão grande, com ideias e formas que alimentariam gerações vindouras. Bento XVI. Os padres da Igreja. Campinas: Eclesiae, 2012. pp. 783-4. Santo Agostinho foi um clássico herdeiro do neoplatonismo de Plotino e um dos principais filósofos cristãos. Suas obras conceituam premissas teológicas e filosóficas na tentativa de justificar, racionalmente, os dogmas da religião cristã que se estabelecia em sua época. Acerca do conhecimento da verdade e da sabedoria perfeita, o filósofo defendeu um conceito no qual
C) não existe a possibilidade de conhecimento da verdade e da sabedoria nessa vida, somente após a morte.
B) é possível que o homem conheça a verdade e alcance a perfeita sabedoria por meio de uma vida ética e moral.
A) o sujeito poderia alcançar, por meio da iluminação divina, o conhecimento da verdade e da sabedoria perfeita.
D) a teologia seria a ciência capaz de levar o homem a tal experiência, pois trata das verdades acerca de Deus.
E) o cristão pode conhecer, por meio da experiência de uma vida ascética e mística, a sabedoria perfeita e a verdade.
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Questáo 6) Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra "Deus", sabemos, de imediato, que Deus existe. Com efeito, essa palavra designa uma coisa de tal ordem que não podemos conceber nada que lhe seja maior. Ora, o que existe na realidade e no pensamento é maior do que o que existe apenas no pensamento. Donde se segue que o objeto designado pela palavra "Deus", que existe no pensamento, desde que se entenda esca palavra, também existe na realidade. Por conseguinte, a existência de Deus é evidente. O texto apresenta uma elaboração teórica de Tomás de Aquino caracterizada por
B) sustentar racionalmente doutrina alicerçada na fé.
C) explicar as virtudes teologais pela demonstração.
D) flexibilizar a interpretação oficial dos textos sagrados.
A) reiterar a ortodoxia religiosa contra os heréticos.
E) justificar pragmaticamente crença livre de dogmas.
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Questão 7) O ponto de partida de cada via, de quando em vez, é constituido por elementos extraidos da cosmologia aristotélica que Tomás utiliza, confiante em sua eficácia persuasiva, num momento em que o aristotelismo era a filosofia hegemônica. Mas a força probatória dos argumentos em particular é toda e sempre de indole metafísica, e assim pretende permanecer em situações cientificas diversas. REALE, Giovani: ANTISERI, Dario, História da Filosofia: patristica e escolástica v 2. /vo Storniolo (Trad.). São Paulo: Paulus, 2003. p. 223. Ao comentar a presença do aristotclismo na doutrina tomística das "cinco vias" para se provar a existência de Deus, os autores indicam que a obra de Tomás de Aquino foi responsável por
E) contrapor o racionalismo aristotélico ao dogmatismo da
Igreja.
D) introduzir a obra de Aristóteles na Europa e no mundo árabe.
C) inaugurar uma ponte entre cristianismo e filosofia grega.
B) substituir a cosmologia judaico-cristã pela aristotélica.
A) integrar elementos do aristotelismo à doutrina cristã.
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Questão 8) XI. Jamais, a respeito de coisa alguma, digas: "Eu a perdi", mas sim: "Eu a restitul". O filho morreu? Foi restituído. A mulher morreu? Foi restituida. "A propriedade me foi subtraida", então também foi restituida. "Mas quem a subtraiu é mau". O que te importa por meio de quem aquele que te dá a pede de volta? Na medida em que ele der, faz uso do mesmo modo de quem cuida das coisas de outrem. Do mesmo modo como fazem os que se instalam em uma hospedaria. EPICTETO. Encheiridion. In: DINUCCI, 4. Introdução ao Manual de Epicteto. São Cristóvão: UFS, 2012 (adaptado). A característica do estoicismo presente nessa citação do filósofo grego Epicteto é
B) identificar a
felicidade com o prazer.
D) questionar o
saber científico com intensidade.
A) explicar o mundo com números.
C) aceitar os sofrimentos com serenidade.
E) considerar as convenções sociais com desprezo.
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Questão 9) Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ca injusta. e que, da mesma mancira, nada existe do ponto de vista da verdade, que os homens agem apenas segundo a lei e o costume. nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças por exempla. precipicios, cães, nada deixando ao arbitrio dos sentidos. LAÈRCIO, D. Vidas e sentenças dos filésofos ilustres Brasilia: Editora UnB, 1988 O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:
E) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo.
D) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.
B) Atingir o verdadeiro prazer como o principio e o fim da vida feliz.
A) Desprezar quaisquer convenções e obrigaçõos da sociedade.
C) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.
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Questão 10) Quando Edipo nasceu, seus pais, Laio e Jocasta, os reis de Tebas, foram informados de uma profecia na qual o filho mataria o pai e se casaria com a mãe. Para evitá-la, ordenaram a um criado que matasse o menino. Porém, penalizado com a sorte de Édipo, ele o entregou a um casal de camponeses que morava longe de Tebas para que o criasse. Edipo soube da profecia quando se tornou adulto. Saiu então da casa de seus pais para evitar a tragédia. Eis que, perambulando pelos caminhos da Grécia, encontrou-se com Laio e seu séquito, que, insolentemente, ordenou que saísse da estrada. Edipo reagiu e matou todos os integrantes do grupo, sem saber que entre eles estava seu verdadeiro pai. Continuou a viagem até chegar a Tebas, dominada por uma Esfinge. Ele decifrou o enigma da Esfinge, tomou-se rei de Tebas e casou-se com a rainha, Jocasta, a mãe que desconhecia. No mito Edipo Rei, são dignos de destaque os temas do destino e do determinismo. Ambos são características do mito grego e abordam a relação entre liberdade humana e providência divina. A expressão filosófica que toma como pressuposta a tese do determinismo é:
A) "Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo." Jean Paul Sartre.
B) Ter fé ó assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela
escreva o que quiser." Santo Agostinho
E) "O homem, em seu orgulho, criou a Deus a sua imagem e semelhança." Friedrich Nietzsche
C) "Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte." Arthur Schopenhauer
D) "Não me pergunte quem sou eu e não me diga para permanecer o mesmo." Michel Foucault